terça-feira, 30 de junho de 2020

Porque decidi apoiar Sérgio Moro para a Presidência!

Um governante medíocre, não quer ter ministros excelentes, ele quer serviçais subservientes para formar um governo medíocre, e à sua semelhança.
Marco Martim
Sérgio Fernando Moro e Rosângela Wolff Moro - Foto: Reprodução - Arquivo pessoal.
Durante o ano de 2018, eu passei oito meses estudando a vida do deputado federal Jair Messias Bolsonaro e até publiquei a obra "Jair Messias Bolsonaro: da Caserna ao Palácio do Planalto". É uma obra fiel aos fatos que foram notícia nos 28 anos de mandato federal, dois anos como vereador no Rio de Janeiro e sua vida no Exército e antes desta época. Portanto, a obra é apenas uma biografia, sem rebuscamentos e fatos ficcionais; um simples relato.Lembro que no dia 15 de março daquele ano eu estive no Programa O Pânico, da Jovem Pan, com transmissão pelo YouTube, para divulgar meu livro "Nome aos Bois: a história das falcatruas da JBS" e, em determinado momento, o apresentador Emílio Surita me perguntou: "E aí Bernardino, você vai votar em quem para presidente da República?" e eu respondi sem titubear: "Bolsonaro". Então, Surita quis saber porque este seria meu voto e eu respondi expressando o conceito que o próprio Jair Bolsonaro tinha dele, ou seja, "é o menos pior".Veio a eleição e Bolsonaro ganhou, com a promessa de ser um combatente ferrenho da corrupção e escolheu o juiz Sérgio Moro para ser o ministro da Justiça e da Segurança Pública prometendo a ele total independência para escolher seu auxiliares do segundo escalão e outras coisas que ele não cumpriu, a ponto de Moro decidir por deixar o Ministério para não se tornar cúmplice de uma Organização Criminosa e não enterrar na mesma lama que chafurda Bolsonaro a sua biografia de homem íntegro. Perdeu o cargo, a carreira de juiz, mas não se curvou à bandidagem explícita instalada no Planalto.O vídeo abaixo é um resumo disso tudo, feito durante a Convenção do PSL que escolheu Bolsonaro como seu candidato à Presidência da República. Escute bem o que fala o general Heleno sobre o Centrão e observe a cara de desaprovação do vereador Carlos Bolsonaro diante dos ataques aos corruptos feitos naquela ocasião pelo atual ministro chefe do GSI (Gabinete de Segurança Institucional), que parece ter esquecido de tudo.
Ele esqueceu por conveniência, por ter gostado do cargo ministerial e por se dar bem como bajulador estrelado. Mas, muitos continuaram apoiando Bolsonaro em suas tresloucadas atitudes e em seu "casamento" com o que há de pior na política brasileira, o tal do Centrão. Antes, Bolsonaro fez todas as besteiras possíveis e imagináveis e agora, diante da ameaça de Impeachment, se vende ao Centrão para se proteger e proteger seus filhos pegos com a boca na botija, especialmente o senador Flávio Bolsonaro, envolvido em toda sorte de maracutaia.Nós, cidadãos, temos que ser mais do que meros idiotas a serviço do Poder, contentando-se com as migalhas que se deixar cair, propositalmente, dos banquetes elitistas para nos tornarmos senhores de nossas ações, de nosso tempo. Votar em alguém é uma atitude de coragem, mas rever seu apoio diante da traição do eleito passa a ser uma questão de honra.Bolsonaro demonstrou ser um inepto governante, corrupto e que hoje pode ser enquadrado como chefe de organização criminosa, ao se aliar a renomados corruptos da República, simplesmente, para se safar das garras da Justiça. E isto custa caro, porque o Centrão não tem pudor, não tem ética nem moral. São apenas corruptos que vendem seus votos a favor do governo em troca de proteção, colocando Bolsonaro mais próximo do que se viu prosperar nas famosas organizações mafiosas.Hoje, eu sou Sérgio Moro e atuarei para que ele, caso se candidate, seja eleito o novo presidente da República, a partir de 2023. Depois, com absoluta certeza, voltarei à minha condição de fiscal, papel que compete ao cidadão!Conclamo a todos a seguirem este caminho e ajudar na construção de um novo projeto para o Brasil, com o ex-juiz Sérgio Fernando Moro como chefe do Executivo Federal, cumprindo sua missão de combater as milícias políticas que infestam o Congresso Nacional.