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| Ridículo é pouco para adjetivar esta foto, parece coisa de louco |
O que me preocupa não é nem o grito dos corruptos, dos violentos, dos desonestos, dos sem caráter, dos sem ética... O que me preocupa é o silêncio dos bons.
(Martin Luther King)
Durante os governos petistas, Lula e Dilma compraram os partidos do Centrão - que sempre estão disponíveis para uma negociata - dando cargos ministeriais, cargos no segundo e terceiro escalões. Mas, logo se viu que a coisa era bem mais do que isto, depois da descoberta do Mensalão e do Petrolão, do assalto aos Fundos de Pensão das Estatais, da cobrança de propina na Caixa Econômica Federal, do BNDES, do Ministério da Agricultura, do Banco do Nordeste e tantos outros organismos estatais que tinham dinheiro a ser desviado. Tudo em nome de uma pseudo Governabilidade.
Vimos depois o julgamento histórico dos mensaleiros, o surgimento da Operação Lava Jato e a brilhante atuação da Força Tarefa da Lava Jato em Curitiba e a coragem do juiz Sérgio Moro em mandar para a prisão tantas cabeças coroadas da República.
Depois de tudo isto, a lógica era o povo brasileiro se entusiasmar pela candidatura de alguém que prometia manter a luta contra a corrupção como uma de suas bandeiras de governo. E elegemos Jair Bolsonaro.
A decepção não tardaria. Por trás daquela figura que pregava contra os corruptos, quem diria, escondia um corrupto. Bolsonaro logo colocaria suas manguinhas de fora e achava um jeito de voltar às origens, ao baixo clero que ele apenas tinha deixado de mentirinha. Ele se aliou ao Centrão não por questão de Governabilidade, pois tinha tudo para se manter no cargo com o apoio da grande maioria da população brasileira. Ele estava sendo apenas Jair Bolsonaro, um corrupto, que agora sabemos, enriqueceu à custa de "rachadinhas" e apropriação de sobras de campanha. Ele e seus filhos políticos e ex-mulheres e atual mulher.
O Centrão foi chamado para o Governo Bolsonaro, não para dar sustentação política, mas para dividir o butim com aquele que durante 27 anos pertenceu ao grupo que hoje deita e rola com as verbas públicas de estatais e bancos de fomento, com verbas do orçamento secreto e cobranças de propinas.
E o Centrão agora inverte a lógica. De comprado passa a comprador e oferece uma fatia de R$ 146 milhões para a campanha de Jair Bolsonaro à reeleição, caso o mesmo se filie no PP de Ciro Nogueira e Arthur Lira. Além disso, o PP aceitaria que Bolsonaro indicasse seu candidato ao Senado pelo Estado do Rio de Janeiro. Bolsonaro queria indicar todos os candidatos em todos os estados, mas isto não dá.
Bolsonaro e seus filhos corruptos terão preferência na distribuição de verbas do Partido, todos comprados pela máquina de corrupção do Centrão, agora livre da Lava Jato, livre de punição da Lei de Improbidade, que foi desmantelada.
A quem não consegue engolir tanta safadeza só resta a opção de votar em um candidato da 3ª via, seja Sérgio Moro ou outro, para não deixar o PT voltar ao Poder e que, além da expertise em roubar, tem planos malignos contra a mídia e contra as liberdades individuais.