quinta-feira, 28 de abril de 2022

Espelho, espelho meu...

O mundo é um lugar perigoso de se viver, não por causa daqueles que fazem o mal, mas sim por causa daqueles que observam e deixam o mal acontecer.

(Albert Einstein)

Os contos infantis são sempre inspiradores, porque, regra geral, eles trazem embutido na narrativa um que de moral e doutrinação, que sempre se encaixa em nosso cotidiano e ajuda na formação do caráter das crianças e dos jovens. 

Branca de Neve, publicado em 1812, é um clássico, que foi registrado pelos irmãos Jacob e Wilhelm Grimm, entre mais de 200 contos de fadas que deixaram de herança de uma longa dedicação a compilar aquilo que circulava "na boca do povo", ao longo de séculos.

O conto, tem várias versões, mas vai sempre ter uma linda menina, uma bruxa alucinada pela beleza, os sete anões, cada qual com sua idiossincrasia, um príncipe montado em um belo cavalo e o espelho que, historicamente, é visto como o instrumento que reflete a consciência de quem o encara, sendo, por isso mesmo, símbolo da verdade e da sinceridade.

Ontem (27/4), o presidente da República Jair Bolsonaro reuniu parlamentares que pensam (?) como ele e que estão sempre afim de alguma treta, para reforçar seus ataques ao Supremo Tribunal Federal, tendo como mote o Decreto inconstitucional que ele assinou concedendo Graça - herança da Idade Média -, ao deputado Daniel Silveira. [1]

Em determinado momento de seu discurso, como se estivesse diante de um espelho (e estava, pois lá somente tinha marginais como ele!) Bolsonaro disse: "O Executivo tem um chefe que mente". Parte da imprensa disse que isto foi um ato falho, mas Bolsonaro estava apenas externando o que ele, de fato, pensa e age. Ele é um mentiroso contumaz e faz disso sua plataforma política.

Se tomarem de seus asseclas as redes sociais, onde destilam ódio e espalham notícias falsas, Bolsonaro será um nada de nada. Seria o mesmo que quebrar o espelho a que ele recorre todos os dias para ver se continua sendo o bacana do pedaço. Como as últimas respostas do espelho não tem sido favoráveis a ele, Bolsonaro distribui maçãs envenenadas para tentar matar aqueles que o enfrentam e que enfrentam os seus comparsas de crime. 

QUEM É DANIEL SILVEIRA

O deputado federal bolsonarista Daniel Silveira (PSL-RJ) foi preso no dia 16 de fevereiro de 2021, por decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após publicar vídeo com agressões ao STF e apologias ao Ato Institucional nº 5 (AI-5), principal instrumento de repressão da ditadura civil-militar no Brasil.

Conforme o próprio deputado admite em outro vídeo, gravado no momento em que a Polícia Federal (PF) entra em sua casa, em Petrópolis, na região serrana do Rio, ser preso não é uma novidade em sua biografia. Antes de assumir o mandato, em 2019, Silveira atuou como policial militar e passou 80 dias detido no quartel entre 2013 e 2017 “em virtude de numerosas transgressões disciplinares, por atrasos e faltas aos serviços”.

O portal The Intercept Brasil publicou detalhes do seu histórico disciplinar no ano passado. Segundo relato de seus superiores, “os atos praticados pelo soldado revelam atitudes incompatíveis com a condição de policial militar.

Com 60 sanções disciplinares, 14 repreensões e duas advertências, Silveira deixou “cristalina a sua inadequação ao serviço na Polícia Militar” e precisou “empilhar licenças médicas”, segundo o Intercept, para evitar ser expulso da corporação e driblar a Lei da Ficha Limpa.


[1] Embora a Carta Política se refira apenas ao indulto e à comutação de pena (art. 84, XII, CF/88), o benefício da graça está implícito (art. 5º, XLIII, CF/88), não tem o poder de extinguir o crime nem a condenação imposta, apenas impede a execução da pena não anulando seus efeitos. O direito de graça era tão só um ato do Poder Público em favor do réu, definitivamente condenado, para conceder-lhe a extinção, diminuição ou comutação da pena que lhe fora imposta, confundindo-se com o indulto individual. Sua origem emana da Idade Média, das denominadas chartes du pardon, constituindo-se em verdadeiro bill of indemnty, ou melhor, autorização para cometer crime. Foi confundida com o indulto e utilizada nos países que adotaram a pena de morte, a fim de comutá-la para prisão perpétua. Abrange somente a pena e sua execução e não o crime, mantendo todos os seus efeitos.

quarta-feira, 27 de abril de 2022

Quem tem medo do lobo mau... lobo mau...lobo mau!


Era uma vez uma história ... ou não?
Lembras-te?
Eu esqueci. Pois então...

(Diogo Maia)

"Os Três Porquinhos" é um conto da tradição anglo-saxônica e que, praticamente, é conhecido por todo mundo. Estima-se que tenha sido escrito no ano 1000 de nossa Era, cujo autor não se sabe precisar. A história, em sua singeleza, tem como moral que o trabalho, o esforço e a inteligência são recompensados.

A maioria das pessoas que tiveram contato com o conto dos três porquinhos, em sua infância, com certeza, queriam ser o Prático, o terceiro porquinho que era muito trabalhador e esforçado e que, por isso mesmo, preferiu construir a sua casa de pedra, resistente a qualquer investida do lobo mau e ainda salvou os dois irmãos preguiçosos que viram suas casas ruírem com o sopro do lobo mau.

Aqui, encerramos o conto e vamos à realidade, à nossa triste realidade. A realidade de um país que tem na sua classe política  que legisla e que executa -, e na casta do Judiciário, exemplos diários de que o trabalho e o esforço não compensam tanto quanto a inteligência criminosa.

Definitivamente, no Brasil, o crime compensa.

Todo dia cria-se ou se descobre um escândalo novo para abafar o ruído que o anterior deu origem. E vem sempre de uma turma que prefere manter viva a chama da mentira, porque a verdade é dolorida. E fazem isto mentindo, inventando versões fantasiosas que escondem a verdade.

E o Palácio do Planalto faz isto com maestria. Bolsonaro poderia ser comparado a Cícero, não o grande advogado e filósofo Marco Antônio Cícero, da Era pré-cristã, mas ao porquinho mais preguiçoso que, com os mesmos recursos de seus dois irmãos - Heitor e Prático - resolveu construir sua casa de palha "porque dava menos trabalho".

Bolsonaro não apenas está fazendo mal o seu trabalho, mas diferente de tudo que prometeu e pelo que foi eleito. Bolsonaro está destruindo tudo em seu entorno e dando exemplos diários de que não vale a pena trabalhar e se esforçar. E este conceito débil abateu em cheio as Forças Armadas, outrora aplaudidas e tidas como exemplos e pilares da Democracia.

Por exemplo, a Aeronáutica, depois de Bolsonaro assumir o governo, abandonou o projeto espacial brasileiro a "deus dará", pois dá muito trabalho projetar e fabricar foguetes. 

A Marinha está levando nas coxas o projeto dos submarinos, porque, especialmente aquele que será movido a energia nuclear dá muito trabalho e daqui algumas décadas a gente faz.

O Exército coitado, este foi cooptado primeiro para o projeto bolsonarista. Onde estão os 2 mil carros de transporte de tropas que estavam sendo fabricados pela Iveco, em Minas Gerais? Pra que, não vamos ter guerra. Defender o país dá muito trabalho. Os generais da Reserva e da Ativa preferem repetir as insanidades ditadas por Bolsonaro e jogar no lixo décadas de história.

Juntas, as Armas preferem, no lugar de trabalhar duro para ajudar na construção ética e moral da Nação brasileira, não faltar o leite condensado, o viagra, lubrificante íntimo, prótese peniana.

Afinal, quem tem medo do lobo mau, não é? 

Ele também está se esbaldando em sua própria orgia com os amiguinhos do Centrão: um luxo que nunca havia experimentado, desvio e lavagem de dinheiro em quantidades absurdas, muita preguiça e motociatas!

terça-feira, 26 de abril de 2022

Bolsonaro e sua gangue contra a Lei e a Justiça

O estado nada mais é que um "grande bando de ladrões", uma máfia. Só que muito maior, mais opressiva e mais perigosa.

Santo Agostinho

Bandidagem é coisa de sangue. DNA puro. A prova viva de que a bandidagem não é produto dos morros e da pobreza é o Planalto Central. Em Brasília, a bandidagem é, em sua maioria absoluta, branca, de trajes elegantes, fala mansa e sempre disposta a agradar uns e outros. E entre estes outros estão os que preferem ver o circo pegar fogo. E blindam o palhaço da morte e o idolatram, como se fosse alguém digno de louvores.

Não há ameaça de golpe no ar nem na terra; ele já aconteceu em 2018, quando Bolsonaro foi eleito. Dizia uma coisa para enganar os incautos e faz exatamente o contrário, colocando o país à beira de uma Cleptocracia.

Indultam bandidos, para os quais pregavam a pena de morte; se aliam a toda espécie de corrupto, independente de partido político, cor da bandeira e credo. Antes da eleição pregavam combater os corruptos.

Pena que nada aprendemos com o "Caçador de Marajás" do Collor e com o "Xô Corrupção" do Lula. Vivemos numa eterna ciranda entre o mal e o mal. Não há nada de bom no ar, seja em Brasília ou em Cafundó do Judas, onde possa existir um único político.


O que Bolsonaro faz é somente repetir o que ele fez durante 28 anos em que teve o mandato de deputado federal: totalmente improdutivo e fabricando um conflito por dia e tentando achar chifre em cavalo, como foi o caso do "kit gay" que, inicialmente, era somente  um chavão, mas que ele conseguiu transformar em algo concreto, graças aos idiotizados que o seguem.

Pior foi que a Câmara dos Deputados teve 30 oportunidades de extirpar este câncer da vida nacional e, em todas elas, a Comissão de Ética absolveu Bolsonaro. Claro, se fizessem isto, poderia servir de exemplo para muitas outras cassações, pois o que não falta no Congresso Nacional é político sem ética. Sem Vergonha!

Mas, agora, Bolsonaro extrapolou: ele, através de sua gangue no Congresso Nacional quer anistiar todos os seus seguidores que estão sendo processados desde 2019. E, claro, cada um que votar neste indecente projeto terá um bandido de estimação - os tais "homens de confiança" - a ser também anistiado. Alguns, auto exilados no exterior. Estes, poderão voltar, caso vingue esta loucura, livres, leves e soltos para continuar a vingança contra a Justiça, que Bolsonaro deseja ver de joelhos e incapaz de continuar sua marcha em favor da maioria, que não compactua com os crimes destes calhordas.

segunda-feira, 25 de abril de 2022

Os soldadinhos de chumbo e a farra com o Erário


Às vezes construímos sonhos em cima de grandes pessoas... O tempo passa e descobrimos que grandes mesmo eram os sonhos e as pessoas pequenas demais para torná-los reais!

(Bob Marley)

"Se gritar pega Centrão, não fica um meu irmão". Quem se lembra disso?  Foi no lançamento oficial da candidatura de Bolsonaro à Presidência da República, ou seja, ainda era o tempo das promessas políticas e da caserna longe do pote de mel.

O general Augusto Heleno, que tão empolgadamente comandou o coro contra os corruptos do Centrão é o mesmo que hoje bate palmas para Valdemar da Costa Neto, Ciro Nogueira e outros tantos corruptos que se esbaldam impunes com o dinheiro público, seja através das centenas de emendas secretas, seja através de compras superfaturadas ou contratos aviltantes e que nunca serão executados, mas o dinheiro indo para os largos bolsos dos corruptos.

Augusto Heleno é o símbolo vivo de uma era que deve ser enterrada a bem da decência e da moral pública. Um quatro estrelas, 74 anos, que se iguala a um soldadinho de chumbo, que tomou gosto pelo cargo de ministro da Segurança Institucional e que aplaude e dá todo apoio ao "Comandante em chefe", mesmo este sendo alguém tão desqualificado e desequilibrado quanto Jair Bolsonaro, que prefere, ao invés de governar o país, acender todos os dias um estopim para gerar a próxima crise, com as quais ele conseguiu sobreviver 30 anos na política.

Mas o que interessa para esta turma - e não só o general Heleno - é partilhar do Erário que nunca esteve tão disponível para os milicos de seu naipe. Infelizmente, Bolsonaro somente trouxe desalento, mais roubalheira e a triste realidade de um país comandado por uma corruptela política, que mata a galinha dos ovos de ouro para arrancar-lhe o último ovo, que o deixará rico, para viver com os seus na fartura, enquanto o resto do país se vê na miséria.

Se Lula ou se Bolsonaro, quem dos dois ganhar as próximas eleições, só fará aumentar o Império dos Corruptos e o Brasil haverá de ser reconhecido mundialmente como a primeira Cleptocracia Institucional, comandada por corruptos, aplaudidos por corruptos, os eleitores que pensam com os mesmos desqualificados conceitos éticos e morais.

domingo, 24 de abril de 2022

A Banda Podre do STF se agita para ajudar a Odebrecht

Do mesmo papel em que lavrou a sentença contra um adúltero, o juiz rasgará um pedaço para nele escrever umas linhas amorosas à esposa de um colega.

Michel de Montaigne

Quanto vale uma vaga para o STF?

Com a sua sempre falta de postura ética, esta foi a pergunta que o presidente Jair Bolsonaro jogou ao vento poucos dias antes de indicar o seu ex-ministro da Justiça, o advogado André Mendonça, para uma vaga aberta no Supremo Tribunal Federal.

Não sei se Bolsonaro sabe quanto os ministros que formam a banda podre do STF recebem por cada HC concedido a bandidos de colarinho branco; quanto Gilmar Mendes recebeu para liderar o movimento de lavagem dos crimes de Lula para ele recuperar sua condição de elegível; quanto Gilmar Mendes está recebendo do Centrão, da Esquerda e da Direita, para  liderar o movimento de enlamear a imagem do ex-juiz Sérgio Moro para ele não ser candidato à Presidência. Mas, convenhamos, não deve ser pouca coisa.

Em 2018, Gilmar Mendes esbravejava contra o PT e seus corruptos, dizendo com voracidade que os petistas tinham acumulado tanta propina que daria para sustentar eleições do Partido até 2038. De repente, sem que nada tenha acontecido que o levasse a isto, Gilmar Mendes passa de anti-petista para Lulista "desde criancinha".

Não sei quanto vale uma vaga para o STF, mas que rola muito dinheiro por debaixo das togas, isto não dá para esconder.

A banda podre formada por Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli, Kássio Marques, Rosa Weber e Carmen Lúcia, não satisfeita com toda a bandalheira que tem aprontado em favor dos corruptos, agora, diz a mídia, se prepara para tornar os arquivos apreendidos pela PF da contabilidade de propinas da Odebrecht provas imprestáveis.

A única motivação para isto é salvar a Odebrecht de ter de pagar 8 bilhões de reais de multa pactuada com o MPF em acordo de leniência e de colaboração premiada. Isto abrirá caminho para anulação de toda a operação Lava Jato e a devolução de todo o dinheiro arrecadado. Só a JBS deixará de gastar 10,3 bilhões de reais em multa.

Tudo para agradar a Lula e sua gangue.

Ops! Pergunta-se novamente: quanto custa uma vaga ao STF?

VIVA a bandidagem nacional!!!