domingo, 30 de agosto de 2020

Os fã-clubes políticos costumam destruir a Cidadania

O Rei do Gado é o boiadeiro que toca a boiada para o abatedouro

 Marco Martim


Tenho comigo uma teoria que todo aquele político que fosse eleito, ato contínuo deveria assinar um documento abrindo mão de todos os seus sigilos (bancário, fiscal, telemático) e o Ministério Público do local de atuação do referido político ou o Ministério Público Federal, para o caso de parlamentares federais, deveria abrir um Processo Investigatório Preventivo e já esmiuçasse a vida do indivíduo e de todos os seus familiares até um determinado grau, como se fosse um momento "zero", acompanhando pari passu as movimentações bancárias destas pessoas, evolução patrimonial e tendo abertura para receber de qualquer cidadão denúncias de atos criminosos ou suspeitos praticados por tais indivíduos. Afinal de contas, político é um empregado do povo e não um ser superior que pode fazer o que bem entende, enriquecer com dinheiro público ou recebido de propina e por outros métodos criminosos.

Bom, calma! Não precisa me xingar de radical ou de maluco, é somente uma ideia, diante da enormidade de corruptos que existe em nossa sociedade e que se elegem na política apenas para roubar os cofres públicos. Pense assim: político não vira corrupto, porque entrou no Repetindo: POLÍTICO NÃO VIRA CORRUPTO, mas corrupto vira político, e com o meu, o seu voto.

No impedimento de se adotar a medida proposta no início deste artigo, mesmo porque teria de ser aprovado pelos próprios corruptos e eles se unem quando o negócio é sobreviver no meio, duas outras medidas teriam que ser exponencialmente empoderadas: a Justiça - que também está infestada de corruptos - e a Cidadania.

Não, não pense que a luta está perdida, embora seja muito difícil sairmos deste circulo vicioso em que se encontra a sociedade brasileira, porque é do meio da sociedade que despontam as lideranças corruptas que se tornam políticos, com o seu e o meu voto.

Gosto muito de exemplos, pois ajuda melhor do que somente minha fala. Desta feita, volto ao ano de 1972, quando o mundo ainda estava envolvido pela Corrida Espacial e quando teve o lançamento da Missão Apolo 17 com a última descida e exploração da Lua. Nesta ocasião, o jornalista Mário Giudicelli, brasileiro nacionalizado norte-americano (ver detalhes abaixo) fez uma longa entrevista com o cientista "pai dos foguetes" Wernher von Braun,para O Globo, que não a publicou e somente foi divulgada, em 2019, pelo site "defesa.tv.br", em comemoração aos 50 anos da descida do homem à Lua.

Mário Giudicelli conversava pela segunda vez com von Braun; a primeira foi em 1864, quando o cientista também visitava o Brasil. Ele conheceu Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo.

Giudicelli não perdeu tempo e cutucou feroz von Braun:  

- Como explica que um país tão enormemente informado e ilustrado, com altíssimo percentual de universitários, com cidadãos como Beethoven e Kant tenha caído sob  o total poder de influência de um Adolf Hitler ?

Wernher Von Braun não se recusou a responder as perguntas, por mais provocantes que tinham sido e também não se importou em responder com o mesmo tom crítico:

-  Pelas mesmas razões que  vocês no Brasil; e aqui, também, nos Estados Unidos nos apaixonamos por torcer por clubes de futebol, por Lana Turner  ou Clark Gable. As massas são facilmente influenciáveis com  a combinação de vários elementos :  o poder da palavra, a personalidade  do  líder, as condições sociais ou econômicas do momento e o estado de ignorância  sobre política ou  condição do pais de um modo geral.Coloque tudo isso num saco e você leva as massas para qualquer lado. No caso da Alemanha nós tínhamos perdido a  Primeira Guerra Mundial e sofríamos vários problemas.  Logo apareceu um brilhante orador, que se valendo dessa situação  incrivelmente instável e dramática, levantou as massas, sobretudo porque  os grandes industriais alemães, que pagavam agora o preço da derrota, viam em Adolf Hitler uma pessoa que os ajudaria a recuperar as perdas.

Giudicelli continua cutucando:

– Mas o senhor não poderia estar incluído nesse grupo de pessoas, por ser um intelectual, um cientista, e, portanto, não se deixaria levar por demagogos.

Mas Von Braun não perdeu a pose:

- (...) A política, as aventuras amorosas não faziam parte de nosso dia-a-dia. Nosso tempo livre era para ler revistas cientificas, mas os jornais ficavam de lado. Além disso, éramos, de um certo modo, influenciados pela ação da imprensa e tínhamos uma  devida atitude de preguiça intelectual para  desafiar aquilo que os jornalistas escreviam, mesmo porque, o  governo de Adolf Hitler sempre apoiou organizações que pudessem, eventualmente, servir a seus interesses militares, embora isso , estou certo,  não ocorria com freqüência em nossas mentes.

Giudicelli quer saber sobre a impressão que von Braun que ele levava do Brasil e de seu povo:

– Mudando de um polo a outro. Durante os poucos dias que o Sr esteve em visita ao Brasil, que impressões pode recolher daquela breve permanência no Rio de Janeiro? O que mais lhe chamou a atenção, tanto do ponto positivo, como do negativo?

Von Braun falou sobre os três aspectos que mais o marcaram sua visão sobre o brasileiro:

Três coisas mais se destacaram na minha impressão e eu as descrevo sem ser por ordem de importância e sim à medida que vou me lembrando delas. A primeira foi  que os brasileiros parecem não se dar conta ou importância da imensa riqueza que possuem em todos os sentidos. Veja este simples exemplo para começar : durante minha permanência no Brasil fui convidado várias vezes para almoçar e jantar. Logo nos dois primeiros dias sempre me levaram a um tipo de restaurante que não parava de servir carnes de todos os tipos , mas não me lembro seu nome. Além do fato curioso que eu nunca havia visto, que é o de servirem os garçons uma enorme variedade de tipos de carne, o que me espantou foi que  pensei, inicialmente, ser aquele tipo de restaurante  algo assim especial e reservado somente para a classe rica, ou para dar boa impressão a visitantes estrangeiros. O público, a massa comum, não poderia ter acesso a tanta carne. Acontece, entretanto, que depois de quatro almoços e jantares em variadas churrascarias sempre cheias e em várias partes diferentes do Rio de Janeiro, num dia quando nosso avião que nos levaria para outra cidade teve um problema técnico e tivemos que seguir de carro, duas horas depois do começo da viagem terrestre paramos num pequeno lugarejo e ai, sem que nada tivesse sido preparado previamente, voltamos a parar noutra enorme churrascaria, também, cheia de gente de todo tipo e onde voltamos a nos empanturrar de uma grande variedade de carnes deliciosas a preços incrivelmente baratos. Ora, isso eu nunca vi em toda minha vida na Alemanha, como também nunca vi mesmo no rico e vasto Estados Unidos. Vocês, portanto, devem sentir-se muito felizes em poder comer, com tanta abundância, essa quantidade de carne, que era completamente inaccessível a não ser para os muito ricos na Alemanha.

As duas outras coisas que impressionaram von Braun: a grande miscigenação da população e a convivência pacífica e harmoniosa entre as muitas raças que formam o nosso caldeirão social. E a terceira coisa foi o clima que permite diversas colheiras de alimentos durante todo o ano, ao contrários dos Estados Unidos que sofre com um rigoroso inverno.

Veja que o que Wernher von Braun disse em 1972 espelha plenamente a nossa realidade. Somos um país com um potencial enorme para ser destaque no mundo em diversas áreas do conhecimento e não somente como um fornecedor de commodities, mas temos uma sociedade que não evolui.

Grande parcela da nossa população vive abaixo da linha de pobreza, dependendo, para sobreviver, de migalhas dadas pelos políticos, que não fazem qualquer esforço para que esta situação mude. Eles querem o povo submisso, seja pela barriga, seja pela falta de educação. Assim, o domínio é fácil e os poderosos corruptos, entranhados nos três Poderes da República se mantêm no luxo enquanto observam os milhões e milhões passando fome ou sem qualquer apoio decente nos campos da educação, da saúde, da segurança, da habitação. São apenas votos!

Na entrevista acima citada, von Braun também fala sobre um aspecto singular do povo brasileiro: achar que o problema não é com ele e vive de fazer festa. Claro, ele disse isso de forma elegante e irônica:

Em todos os restaurantes que conheci havia um ruído insuportável, os garçons gritando, as pessoas conversando aos gritos e nada disso ocorre na Alemanha, porque  há muito respeito em relação ao barulho  nas ruas e nos locais  públicos. Mas, quem sabe, isso possa ser uma característica de uma nação alegre. Afinal, vocês não perderam duas guerras mundiais e continuam a ganhar os campeonatos do mundo em futebol.., ( disse o Dr Braun  com um meio sorriso irônico).

Precisamos acabar com este faroeste das redes sociais, do entrevero que vemos todos os dias, de pessoas defendendo com unhas e dentes seus corruptos de estimação e procurar construir um Brasil Cidadão. Político algum merece ter fá-clube, mas cidadãos que não só lhes deem os votos para se elegerem, mas que cobrem postura ética e cumprimento de ações que se reflitam em bem geral para a sociedade.

E que a corrupção seja banida de nosso meio!

sábado, 29 de agosto de 2020

Abram alas, porque os corruptos querem passar!

 Se a única coisa que de o homem terá certeza é a morte; a única certeza do brasileiro é o carnaval no próximo ano. [Mesmo com coronavírus no ar]

Graciliano Ramos

De acordo com O Antagonista, a Câmara de Combate à Corrupção do Ministério Público Federal emitiu nota técnica sobre um projeto de lei que, se aprovado, significará “um dos maiores retrocessos no combate à corrupção e na defesa da moralidade administrativa”. Trata-se do substitutivo ao Projeto de Lei nº 10.887, de 17 de outubro de 2018, que, na prática, mutila a Lei de Improbidade Administrativa (Lei n° 8.429, de 2 de junho de 1992) e abre caminho para o carnaval dos corruptos.

Situação: Comissão em funcionamento; Aguardando Parecer do Relator na Comissão Especial destinada a proferir parecer ao Projeto de Lei nº 10887, de 2018, do Sr. Roberto de Lucena, que "altera a Lei n° 8.429, de 2 de junho de 1992, que dispõe sobre improbidade administrativa" (P.L. nº 10887)

Uma das mudanças simplesmente suprime uma parte que tipifica atos que violam deveres de honestidade, imparcialidade, legalidade e lealdade às instituições dentro da administração pública.

Deixaria de ser punido, por exemplo, um agente público que retarda ou deixa de praticar, indevidamente, um ato de ofício; que revela fato em segredo; que esconde atos oficiais; que frustra a licitude de concurso público; que deixa de prestar contas; ou que dá a alguém informação privilegiada que afete o mercado.

Pela proposta, seriam considerados atos de improbidade somente condutas que implicassem em enriquecimento ilícito do agente ou em lesão ao cofres públicos.

Outra excrecência é a redução, de 8 para 4 anos, as penas de suspensão de direitos políticos de quem for condenado por improbidade. Pior: se mudar de função, o servidor condenado pode continuar no serviço público.

Cairia também de 8 para 4 anos a proibição de empresa que foi condenada por participar de desvios ser contratada pela administração pública.

Não acaba por aí.

Para bloquear bens de alguém processado por improbidade, o Ministério Público precisaria comprovar a urgência da medida. Hoje, basta apresentar indícios de que ela embolsou o dinheiro desviado, de modo que, se condenada, o recurso seja usado para reparar o dano.

O projeto ainda obriga o juiz a só abrir a ação de improbidade se tiver certeza da responsabilidade do agente no caso. O prazo de defesa para alguém acusado de improbidade ainda passaria dos atuais 15 dias para 60, o que levará a uma demora bem maior no processo.

A investigação deverá durar, no máximo, um ano.

“O substitutivo em apreço traz forte prejuízo ao combate à corrupção e à improbidade no país, com retrocessos materiais e processuais”, escreveu na nota técnica a subprocuradora Maria Iraneide Olinda Santoro Facchini, coordenadora da câmara anticorrupção.

O projeto de lei é de autoria do deputado Roberto de Lucena (Podemos-SP) e, desde o ano passado, está em análise numa comissão especial sobre improbidade da Câmara.

Fonte: O Antagonista


sexta-feira, 28 de agosto de 2020

URGENTE: Governo Bolsonaro libera Amazônia para desmatadores e garimpeiros a partir do dia 31/8

 Onde havia peixes, há mercúrio. Onde havia florestas, há cinzas.

Roberto Burle Marx

O Ministério do Meio Ambiente acaba de anunciar um bloqueio de R$ 60 milhões do orçamento do IBAMA e do ICMBio.

Em nota, a pasta anunciou a suspensão das “operações de combate ao desmatamento ilegal na Amazônia Legal, bem como todas as operações de combate às queimadas no Pantanal e demais regiões do país” a partir de segunda-feira (31).

“Segundo informado ao MMA pelo Secretário Esteves Colnago do Ministério da Economia, o bloqueio atual de cerca de R$ 60 milhões de reais para IBAMA e ICMBIO foi decidido pela Secretaria de Governo/SEGOV e pela Casa Civil da Presidência da República e vem a se somar à redução de outros R$ 120 milhões já previstos como corte do orçamento na área de meio ambiente para o exercício de 2021.”

E completou:

“As operações que serão afetadas já na 2.feira (31/08) compreendem, no âmbito do combate às queimadas no IBAMA, a desmobilização de 1.346 brigadistas, 86 caminhonetes, 10 caminhões e 4 helicópteros. Nas atividades do IBAMA relativas ao combate ao desmatamento ilegal serão desmobilizados 77 fiscais, 48 viaturas e 2 helicópteros. No âmbito do ICMBIO, nas operações de combate ao desmatamento ilegal serão desmobilizados 324 fiscais, além de 459 brigadistas e 10 aeronaves Air Tractor que atuam no combate às queimadas.


A sexta-feira (28) começou com boas notícias para o Brasil

 A história é apenas uma série de crimes e desgraças.

Voltaire

Esta sexta-feira (28) começou pra lá animada. Só espero que continue assim, pois nossa Justiça está complicada: um juiz condena e prende o bandido com todas as provas e logo aparece outro - 99,9% das vezes o Gilmar Mendes - para mandar soltar ou invalidar as provas. Mas, nesta sexta-feira temos de bater palmas para a primeira boa notícia da manhã: o STJ mandou que o governador do Rio de Janeiro seja imediatamente afastado do cargo e que o pastor Everaldo - aquele da sementinha milagrosa, tal qual a cloroquina do Bolsonaro.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) afirma que o governo do RJ estabeleceu um esquema de propina para a contratação emergencial e para liberação de pagamentos a organizações sociais (OSs) que prestam serviços ao governo, especialmente nas áreas de saúde e educação.

A PGR sustenta que Witzel usou o escritório de advocacia da mulher, Helena, para receber dinheiro desviado por intermédio de quatro contratos simulados no valor aproximado de R$ 500 mil - cerca de R$ 15 mil mensais de cada uma das quatro.
  Apesar desta boa notícia, o Brasil está carente de muitas outras, pois a bandidagem tomou de vez nosso país e agora se mostra às claras em todos os três Poderes da União: Legislativo, Executivo e Judiciário. Precisamos de uma limpeza geral!

A cerimônia do batizado de Bolsonaro no Rio Jordão, que foi dirigida pelo pastor Everaldo Dias Pereira, tendo havido o seguinte diálogo:

- Bolsonaro, você acredita que Jesus é filho de Deus?

- Acredito.

- Você crê que Ele morreu na cruz?

- sim.

- Que Ele ressuscitou?

- Sim.

- Está vivo para todo o sempre?

- Sim.

- É o Salvador da Humanidade?

- Sim.

- Mediante a sua confissão pública, eu te batizo em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.

Depois de mergulhar Jair Bolsonaro na água, o pastor Everaldo arriscou uma brincadeira.

- Peso pesado (risadas).

Bolsonaro, então, se afasta agradecendo os aplausos:

- Obrigado, obrigado.


Mas faltou aquela perguntinha clássica:

- Confessa que, junto com seus filhos políticos, você se apropria de dinheiro público? 



quarta-feira, 26 de agosto de 2020

Quem será o Az de espada? Faça a sua aposta!

 A partir de um certo ponto, o dinheiro deixa de ser o objetivo.

O interessante é o jogo.

Aristóteles Onassis

Preâmbulo: O presidente Jair Messias Bolsonaro assume uma posição muito intrigante quando o assunto é dinheiro. Em 1983, o primeiro-tenente Bolsonaro completava dez anos no serviço militar e acabava de concluir sua formação em Educação Física. Em seguida, ele saiu de férias, mas não foi uma boa ideia o destino escolhido. No seu retorno ao quartel, Jair Bolsonaro foi submetido a um Conselho de Justificação [1] porque, ao invés de ir descansar, viajou na companhia de três tenentes e dois sargentos, estes, diretamente ligados ao seu comando, para Jacobina, na Bahia, com o propósito de garimpar ilegalmente.

Como é bem o seu estilo, ao ser ouvido pelo Conselho disse que não havia obtido qualquer lucro com o garimpo e que isto era apenas  um hobby, um passatempo. Seu superior, coronel Carlos Alfredo Pellegrino, também ouvido na Sindicância, afirmou que tentou demover Bolsonaro da ideia de ir garimpar, mas que conheceu "pela primeira vez sua grande aspiração em poder desfrutar das comodidades (conforto) que uma fortuna poderia proporcionar". Pellegrino também disse que a tentativa de justificativa de Bolsonaro apenas "confirmava a sua ambição em buscar por outros meios a oportunidade de realizar a sua aspiração de ser um homem rico".

Em decorrência dos fatos aludidos, a Diretoria de Cadastro e Avaliação do Ministério do Exército fez assentar na 'Ficha de Informações' do tenente Bolsonaro que ele "havia dado mostras de imaturidade ao ser atraído por empreendimento de garimpo de ouro e que ele necessitava ser colocado em funções que exigissem esforço e dedicação, a fim de reorientar a sua carreira". A anotação também afirmava que Bolsonaro havia demonstrado "excessiva ambição em realizar-se financeira e economicamente".

Apartamento Funcional: Passados quase seis anos deste evento, Bolsonaro deixava o Exército Militar para ser empossado como vereador do Rio de Janeiro e também era despejado com a família do apartamento funcional que ocupava na Vila Militar, tendo que arranjar às pressas uma casa para se mudar. Estamos falando de 1989. Dois anos depois, ele abandonava a Vereança para ser deputado federal e se mandou para Brasília, onde teve sérias dificuldades para conseguir da Câmara dos Deputados um apartamento para morar da capital federal, tendo feito até ameaças para acelerar o processo:

"Não aceito ficar sem teto. Se não receber urgente um apartamento e um gabinete, armo uma barraca em frente ao Congresso Nacional e acampo lá com o sargento que trouxe comigo", disse Bolsonaro da tribuna da Câmara dos Deputados.

Auxílio-Moradia: Bolsonaro logo seria atendido em seu pleito por um apartamento funcional e um gabinete, mas, em outubro de 1995, ele devolveu o apartamento funcional e optou por receber o Auxílio-Moradia. Neste período de tempo, ele comprou um apartamento de dois quartos "na planta", que foi-lhe entregue em 2000. Mas, Bolsonaro nada disse sobre o fato e continuou recebendo o Auxílio-Moradia, mesmo tendo apartamento em Brasília. Em fevereiro de 2015, seu filho Eduardo Bolsonaro tomou posse na Câmara dos Deputados e foi morar com o pai. Em janeiro de 2018, quando a imprensa passou a vasculhar sua vida, por ter se colocado como candidato à Presidência da República, Jair Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro recebiam cada qual o auxílio-moradia no valor de R$ 3.083,50 mesmo os dois morando em apartamento próprio. Até dezembro de 2017, pai e filho receberam juntos a quantia de R$ 730.000,00 já descontado o Imposto de Renda.

Jair Bolsonaro nunca gostou de ser questionado sobre seus atos suspeitos, sempre dando respostas ríspidas e ameaçando os repórteres. Nesta caso, não foi diferente. No dia 11 de janeiro de 2018, questionado por um repórter da Folha de S. Paulo se ele havia utilizado a verba do auxílio-moradia para comprar o apartamento em Brasília, o deputado Jair Bolsonaro respondeu: "Como eu estava solteiro naquela época, este dinheiro do auxílio-moradia eu usava para comer gente". Foi, além de grosseira, uma resposta um tanto suspeita, porque pelo tanto que ele fala contra a ideologia do gênero "comer gente" parece que se refere a ambos os sexos, trans e outras terminologias... Mas isto são outros quinhentos...

Diante dessa resposta truncada, o repórter da Folha insistiu em seu questionamento, tendo Bolsonaro respondido:

O dinheiro que entrava do auxílio-moradia... eu dormia em hotel, dormia em casa de colega militar em Brasília, o dinheiro foi gasto em alguma coisa ou você quer que eu preste continha: olha, recebi R$ 3 mil, gastei R$ 2 mil em hotel, vou devolver R$ 1 mil, tem cabimento isso?

Partilha de Bens do segundo casamento: Em 2007, Jair Bolsonaro e Ana Cristina, sua segunda mulher, entraram na fase de esgotamento do relacionamento. Ele alegou que os entreveros com a companheira começaram quando ela comprou um apartamento em um hotel em construção na Avenida Lúcio Costa, na Barra da Tijuca, sem tê-lo consultado. Para ela, isso era dispensável, pois o dinheiro era de conta conjunta mantida com o marido.

Bolsonaro então propôs a Ana Cristina a separação e divisão dos bens, com base no que ele havia declarado ao Tribunal Superior Eleitoral na inscrição de candidatura para a campanha eleitoral de 2006, ou seja, R$ 433.934,00.

Ana Cristina, contudo, alegando que Jair Bolsonaro não estava sendo justo ao fazer a partilha de bens, entrou com uma ação na 1ª Vara de Família do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, na qual anexou uma lista de bens mais extensa do que a declarada pelo deputado federal, que peritos do Tribunal de Justiça calcularam em R$ 4,001 milhões, quase dez vezes mais do que ele havia declarado, à Justiça Eleitoral, ter como patrimônio.

A lista apresentada por Ana Cristina incluía 17 bens, sendo três casas, três salas, um apartamento, três lotes, cinco veículos e uma moto-aquática. Ainda no referido processo de separação judicial, Ana Cristina afirmou que Jair Bolsonaro tinha uma próspera condição financeira e que a renda mensal dele chegava a R$ 100 mil reais, muito superior ao que ganhava como deputado federal e como militar da Reserva.

Ana Cristina também registrou um Boletim de Ocorrência na 5ª Delegacia de Polícia Civil, no centro do Rio de Janeiro, acusando Jair Bolsonaro de ter furtado R$ 200 mil e US$ 30 mil em espécie e joias avaliadas em R$ 600 mil de um cofre mantido por ela em uma agência do Banco do Brasil, também no Centro.

Não se sabe o nível de acordo feito por Ana Cristina com Bolsonaro, para que ela não comparecesse a duas intimações para depor no inquérito policial que investigava o sumiço do cofre, e o mesmo foi encerrado sem esclarecimento.

Estes eventos contribuem para explicar parte da fortuna amealhada pela família Bolsonaro, mas não é tudo e é preciso ir a fundo nesta história.

Será Ana Cristina a carta que falta para o MP ganhar este jogo contra o truculento corrupto Jair Messias Bolsonaro e seu filhos? Ou vão prender a filha do Queiróz para que ela conte tudo que sabe? Dê o seu palpite.

E uma coisa não podia faltar: "Presidente, por que sua mulher Michele recebeu R$ 89 mil do Queiróz?


[1] O Conselho de Justificação é processo especial instaurado nas Forças Armadas, com a finalidade de julgar “da incapacidade do oficial para permanecer na ativa”, permitindo-lhe também “condições para se justificar”. Preponderantemente previsto para o Oficial de carreira do serviço ativo, é também cabível para o oficial da reserva remunerada ou reformado.

terça-feira, 25 de agosto de 2020

Perguntas muito (in) convenientes

 A inteligência é a insolência educada.

Aristóteles

Ontem, os internautas repetiram, no Twitter, mais de 1 milhão de vezes a pergunta feita pelo repórter de O Globo ao presidente Jair Bolsonaro: "Por que sua esposa Michele recebeu R$ 89 mil do Queiróz?" E a resposta dele, calçado com quatro ferraduras ecoou no Brasil e no exterior, com diversos jornais relatando o episódio e,mais um vez, nos colocando na sarjeta da política internacional.

Bolsonaro é mesmo um crápula, um corrupto que conseguiu sobreviver 28 anos na Câmara dos Deputados, só aprontando polêmicas, mas, conseguiu se eleger presidente com mil e uma promessas, mas grande parte de seus eleitores queriam que ele cumprisse mesmo a de combater a corrupção.

Entretanto, o que se viu foi um presidente acuado pelas próprias artimanhas que construiu junto com seus filhos para enricar a família à custa de dinheiro de rachadinhas, caixa 2, investimentos suspeitos em projetos imobiliários de milícias cariocas. Mas, não é somente a esta pergunta que Bolsonaro está devendo uma resposta.

Vejam três das 32 perguntas feitas pela Folha em 2018 e que o presidente Jair Bolsonaro até hoje não quis responder:

- O senhor declarou possuir 5 imóveis cujo valor de mercado somam R$ 8 milhões. O senhor usou outros recursos que não o de deputado federal?

- O senhor e seus filhos declararam possuir 13 imóveis que têm valor de mercado de R$ 16,5 milhões. O senhor considera a compra destes imóveis compatível com seus vencimentos de político?

- O senhor pagou o apartamento que comprou em Brasília com dinheiro de auxílio-moradia, morando em seu próprio apartamento?

Mas, poderíamos acrescentar outras:

- Com que dinheiro sua ex-segunda-mulher - Ana Cristina - comprou 14 imóveis no Rio de Janeiro, chegando a pagar parte deles em dinheiro vivo?

- O senhor que prometeu transparência por que agora esconde quanto gasta, e com que, no cartão corporativo?


Fale com o Presidente

Mensagem:
Senhor presidente Jair Messias Bolsonaro. Estive muito ocupado hoje e só agora reservei tempo para entrar em contato e gostaria de saber se o senhor já descobriu uma forma de mentir ao povo - seu gado já está te defendendo com força -, mas, o povo sério e não idiotizado precisa saber sobre o fato da primeira-dama Michele, ter recebido de seu capacho Queiróz R$ 89 mil; Isto é fruto de alguma venda de veículos que o magistral criado fez para sua esposa ou é mesmo daquela tal de rachadinha que os políticos fazem com seus assessores superfaturados ou fantasmas? Aguardo retorno. Não precisa ser diretamente a mim, mas pode chamar algum "bundão" da imprensa, como o senhor despudoradamente os qualificou, ou o próprio repórter de O Globo, a quem o senhor disse querer dar uma porrada, e dar a resposta que a sociedade espera; quanto mais o senhor demora em se explicar - disse explicar e não embromar - mais a gente acredita que o problema pelas bandas do Planalto é muito mais séria. Agora, então, rodeado de todos os lados por corruptos do Centrão é que a coisa vai de mal a pior.

Atenciosamente,

Bernardino Coelho da Silva




Fale com o Presidente
Gabinete Pessoal da Presidente da República
Presidência da República

 


sexta-feira, 21 de agosto de 2020

Bolsonaro envolvido em pendência de delação da JBS

 A corrupção não é uma invenção brasileira, mas a impunidade é uma coisa muito nossa.

Jô Soares

Refrescando a memória (1): nas eleições de 2014, a JBS e outras empresas do grupo empresarial dos irmãos Batista protagonizaram a mais escandalosa distribuição de verbas para as campanhas políticas de todos os partidos políticos, com destaque para o PT e PSDB, num total de mais de 400 milhões de reais. O Partido Progressista (PP), presidido pelo deputado Ciro Nogueira - o mesmo que hoje anda pra baixo e pra cima com Bolsonaro -, e que apoiava a reeleição da presidente Dilma Rousseff, também entrou na lista de beneficiados da JBS, tendo sido entregue um cheque de R$ 200 mil para a campanha do deputado Jair Bolsonaro. Como a coisa vazou ele devolveu o cheque e pegou o dinheiro equivalente de outra fonte. Jair Bolsonaro fez de conta que era honesto e a coisa esfriou.

Refrescando a memória (2): em 2017, os irmãos Batista foram pressionados a fazer um Acordo de Delação com a PGR, devido as muitas investigações em curso contra os muitos indícios de crimes de corrupção praticados em diversas empresas e o envolvimento de cerca de 1.800 políticos, aos quais os Batistas distribuíram bilhões de reais em troca de empréstimos favorecidos no BNDES, Caixa Econômica Federal e a participação de fundos de pensão em projetos do grupo J&F. Para tentarem se livrar da prisão, Joesley e Wesley Batista e mais alguns de seus executivos, assinaram um acordo para pagamento de R$ 10 bilhões, para serem pagos em 20 anos. Como eles omitiram muitos dos crimes praticados, a PGR pediu ao STF para anular tal acordo, o que continua pendente de decisão da Corte. Os irmãos Batista querem que o acordo não seja anulado e, para tanto, vem tentando de todas as formas fazer com que os ministros aceitem manter o acordo vigente.

Dos novos fatos: o Ministério Público do Rio de Janeiro, que investiga a "rachadinha" do Flávio Bolsonaro, em que é implicado o Queiróz & Cia, descobriu que a JBS depositou na conta do advogado Frederick Wassef - o cara que escondeu o Queiróz em sua casa em Atibaia - o montante de R$ 9 milhões. Então, aprofundando as investigações, foi descoberto que o Wassef esteve no final de 2019 em reunião com o PGR Augusto Aras, tendo o presidente Jair Bolsonaro intermediado o encontro dos dois.

Na Crusoé, Fábio Leite conta que há pouco mais de um mês, quando a revista já apurava a atuação de Frederick Wassef junto à PGR para tentar salvar o acordo de colaboração premiada da JBS,  o advogado negou tudo. Bem ao seu estilo, o defensor de Jair e Flávio Bolsonaro negou peremptoriamente que tivesse sido contratado pela empresa de Joesley e Wesley Batista: “Isso é outra fake. Vocês estão me arrumando cliente que não existe”. (Fonte: O Antagonista)

Segundo a revista Crusoé, o presidente Jair Bolsonaro teria pedido diretamente ao procurador-geral da República, Augusto Aras, para receber Wassef, a fim de tratar com o advogado do acordo de colaboração da JBS, que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF). 

Detalhe: segundo a Crusoé, a visita, informal de Wassef à PGR foi marcada pelo próprio procurador-geral da República, Augusto Aras, a pedido do presidente Jair Bolsonaro...

Ainda segundo a Crusoé “Com Frederick Wassef já na sua lista de colaboradores, a JBS se moveu para ter por perto outras figuras com trânsito livre no clã Bolsonaro”. “Não faz muito tempo, a empresa tentou contratar Karina Kufa, advogada do presidente, para tocar alguns de seus processos”.

Ainda de acordo com a revista Crusoé, depois da investida de Frederick Wassef na PGR, em defesa de obscuros interesses da JBS, com intermediação do presidente Jair Bolsonaro, o processo de delação premiada dos irmãos Batista voltou ao Gabinete do procurador-geral da República, Augusto Aras, cinco vezes. Não se sabe o que foi alterado.

A JBS trata de tirar o corpo fora... 

A JBS disse hoje, em nota, que o escritório de Frederick Wassef prestou serviços “em inquéritos na esfera policial”, mas que ele “não representa nem se manifesta em nome da Companhia junto à PGR”. A JBS informou ainda que o escritório de Frederick Wassef prestou serviços "em inquéritos na esfera policial", mas que ele "não representa nem se manifesta em nome da Companhia junto à PGR"...

Restam muitas dúvidas, que Bolsonaro e a JBS têm de esclarecer:

- Por que ele pediu ao PGR Augusto Aras que recebesse o advogado Frederick Wassef? 

- Qual a relação que ele mantém com a JBS?

- Se a JBS não tinha contrato com Wassef para tratar de assuntos junto à PGR, porque ela mantém pagamentos regulares ao advogado de Bolsonaro desde 2015?

- Em quais processos criminais Wassef atuou para a JBS, se seu nome nunca esteve ligado a qualquer ação judicial? 

Wassef tenta proteger seu ganha-pão...

Fredercik Wassef divulgou ontem (20), nota em que nega ter tratado com Augusto Aras da repactuação do acordo de delação da JBS. O advogado também negou que Jair Bolsonaro tenha ligado para Aras pedindo que ele fosse recebido na PGR. Crusoé mantém a informação publicada. (Fonte: O Antagonista).

O subprocurador atendeu Wassef fala...

O subprocurador José Adonis Callou disse ao Estadão que recebeu Frederick Wassef a pedido do gabinete de Augusto Aras, como publicou a Crusoé e O Antagonista. A conversa teria sido rápida, pois o advogado não tinha procuração da JBS: “Ele disse que apresentaria, mas não retornou. A conversa foi somente essa”.

Algumas horas antes do encontro, estranhamente, o próprio Jair Bolsonaro telefonou para José Adonis Callou. “O presidente não entrou em detalhes sobre o que seria tratado pelo advogado, mas fez questão de demonstrar seu contentamento com a disposição do procurador em atender Wassef.” (Fonte: O Antagonista)

A PGR toma atitude... 

Procuradoria-Geral da República (PGR) decidiu instaurar nesta quinta-feira (20) um procedimento de apuração sobre supostos pagamentos feitos pela empresa JBS ao advogado Frederick Wassef, que trabalhou para a família Bolsonaro. A PGR quer saber se esses pagamentos tiveram efeito no acordo de colaboração premiada firmado pela Procuradoria com os executivos da empresa. (Fonte: G1)

O procurador-geral da República, Augusto Aras, pediu ontem que o procurador-geral de Justiça do Rio, Eduardo Gussem, compartilhe informações sobre as relações entre o advogado Frederick Wassef e a JBS. De acordo com a PGR, pode haver nesse caso mais indícios de que os irmãos Batista, donos do frigorífico, omitiram informações de suas delações premiadas.

Aras quer ter acesso ao relatório do Coaf revelado pela Crusoé que mostra transferências de R$ 9 milhões da JBS para contas de Wassef entre 2015 e 2020. O procurador quer avaliar o impacto dessas informações no pedido feito por seu antecessor na PGR, Rodrigo Janot, de anulação dos acordos de delação dos executivos da JBS. (Fonte: O antagonista)

segunda-feira, 17 de agosto de 2020

A Educação e a Cultura na linha de fogo!

 O mestre disse: Por natureza, os homens são próximos; a educação é que os afasta.

Confúcio

Falar que político não gosta de investir em educação e cultura é quase como chover no molhado, mas a gente tem de insistir, pelo menos para alertar os cidadãos de que precisamos votar melhor. Bolsonaro, em seu discurso de posse afirmou, em relação à educação que viria “trabalhar na formulação de políticas públicas que fossem eficazes para combater o analfabetismo, ampliar as creches e a pré-escola, melhorar a gestão e funcionamento das escolas, promover o ingresso e conclusão dos estudantes na idade certa, introduzir inovações com mídias e tecnologias e pesquisas que efetivamente subsidiassem essas políticas. Mas, o que estamos vendo é o inverso de tudo que ele prometeu, assim como não está cumprindo outros pontos de suas promessas eleitorais. O Orçamento previsto pelo Governo para 2021 contempla mais verba para a Defesa, do que para a Educação. O Ministério da Educação, até agora, só gerou memes nas redes sociais com ministros falastrões e abestados, que sequer sabe usar corretamente a língua portuguesa. E um que até teve de fugir para os Estados Unidos, depois de tanta besteira que disse e escreveu nas redes sociais.

Se não bastasse tanto desastre, agora o governo Bolsonaro mira os livros e quer taxá-los à base de 12%, o que vai prejudicar ainda mais o combalido mercado editorial brasileiro.

O ATAQUE DO GOVERNOS ÀS EDITORAS E AUTORES

O ministro da Economia, Paulo Guedes encaminhou ao Congresso Nacional proposta de reforma tributária, pela qual pretende taxar em 12% (doze por cento) a produção de livros, que, atualmente, tem alíquota zero. O objetivo proposto por Jorge Amado, contemplava tornar o acesso à cultura mais fácil, o que, Infelizmente, esse acesso já não é tão fácil assim, com a área de educação e cultura sendo desmanteladas pelo Governo Bolsonaro.

Se aprovada a proposta do Planalto - Projeto de Lei 3.887/2020 -, os livros ficarão mais caros e ampliará ainda mais a crise a área editorial, que já causou pedidos de Recuperação Judicial das maiores editoras do Brasil.

A média de leitura do brasileiro é de apenas dois livros por ano e, mesmo assim, a reforma foi encaminhada. Qual o real intuito de aumentar um imposto de um mercado já defasado? Seria o intuito “acabar com privilégios” ou perpetuar um sistema que os permite existir?

Ao ser questionado sobre isso, o ministro Paulo Guedes afirmou que o governo iria doar livros para os "pobres e frágeis", mas os ricos deveriam pagar impostos sobre os livros. Ao invés de estar correndo atrás de políticas para que os livros possam ser acessados pela maior parte, ou até por toda a população, o governo está fazendo exatamente o contrário.

As editoras pagam pelos direitos autorais, em média, de 8 a 10% do preço de capa do livro. Se for mais de um autor, este valor é rateado entre eles; Caso a reforma seja aprovada, o governo passará a receber 12%. Ou seja, mais que o autor do livro.

 Se você também não concorda com esta política desastrada do Governo Bolsonaro, clique aqui e assine a Petição:

https://www.change.org/p/defenda-o-livro-diga-n%C3%A3o-%C3%A0-tributa%C3%A7%C3%A3o-de-livros

domingo, 16 de agosto de 2020

Brasília não é para os fracos

A notícia ruim é que o tempo voa. A notícia boa é que você é o piloto.

Michael Altshuler

Entra dia e sai dia e a coisa vai de mau a pior. Cada nova flertada de Bolsonaro com políticos do Centrão, mas a turma do "toma isso" se assanha mais em cima de cargos estratégicos para seus projetos de phoder (o povo, é claro!). Não conheço qualquer político que seja honesto, mas somente agora é que conheci um que supera toda a sacanagem de seus pares. Ele mesmo: Jair Bolsonaro! No popular: Bozo!!
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E ainda tem gente que tem a coragem de fala que ele passou 28 anos no Congresso sem nada produzir. Isto é cruel; ele apenas escondia o que realmente fazia antes, durante e depois de passar as tardes cochilando no conforto de seu gabinete ou na confortáveis cadeiras do plenário. Ele aprendia. E, olha, foi um ótimo aluno. Aprendeu tudo que pode saber um corrupto do baixo, médio e alto clero da Câmara dos Deputados. E soube mentir muito bem dizendo sempre que era contra a corrupção, contra a CPMF, contra a Reforma da Previdência, contra a bandidagem (Bandido bom é bandido morto!). Depois que foram descobertas as minas de ouro dele e dos filhos 01, 02 e 03; os laranjais plantados no Rio de Janeiro e São Paulo; d Imobiliária da Famiglia Bozonaro "Só Compramos em Cash Ltda"; a revoada de cheques do Queiróz para a Micheque e outras mutretas que estavam enrustidas, tal qual o Carluxo, Bozo resolveu sair do armário e chutar toda a mentirada fora e casou, de papel passado, com os piores elementos da Organização Criminosa Política chamada Centrão. Phoda-se o que eu disse sobre ideologia de gênero, de combate à corrupção e tudo o mais; agora, eu quero mesmo é me arrumar. O Lula não está aí solto e endinheirado? E nada vai acontecer com ele, talquei?
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SOBE no conceito do Gado...

👆O Datafolha, que indicou o aumento de popularidade do presidente, depois que o governo começou a distribuir o Coronavoucher de R$ 600,00.
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👆O ministro Gilmar Mendes, que manteve Queiróz e sua mulher Márcia, em prisão domiciliar, evitando assim que ela ou ele abra o bico e conte tudo que sabe sobre o esquema de corrupção que envolve a Famiglia Bozonaro.

👆Todos os mensaleiros condenados que agora se uniram para continuar a farra com o dinheiro público, com as bênçãos daquele que jurou derrotá-los.

DESCE no conceito do Gado...

👇Os defensores da Prisão em 2ª Instância. Claro, porque agora chegou a hora de prender aqueles que diziam ser contra a corrupção e foram pegos com as calças nas mãos.

👇A Operação Lava Jato, que poderá colocar alguns muitos apoiadores de Jair Bolsonaro atrás das grades.

👇A Polícia Federal que vive azucrinando a vida do filhinho mais velho do presidente Bozo e agora também do Carluxo.

Definitivamente, o Brasil não é para amadores. O cara que era ardente defensor da Lei e da Ordem, até ontem, de repente, como se tivesse sido inoculado pelo Bozovírus passa a não estar nem aí para o que dizia e exigia, e passa a apoiar a sórdida ralé que já roubou tudo que podia mas, que não se satisfaz jamais e quer continuar surrupiando os cofres públicos.

Onde vamos parar, não sei. Tem corrupto na Presidência da República, em todo o Congresso Nacional, na chefia da maioria dos Estados e Municípios e no STF, onde querem soltar a todo custo os corruptos presos e inocentar fraudulentamente os condenados, para que possam se reerguer da lama e continuar na vida pública, roubando o que resta.