domingo, 9 de agosto de 2020

Dàjá Vu Micheque e nadinha gostei!

 Na minha vida é tudo tão DÉJÀ VU, que quando chegar o fim, meu último pensamento vai ser "hey eu já vi esse fim antes".

Farmeson Venâncio
A corrupção no Brasil já teve eras de mais elegância e bom gosto. Vamos ser sinceros: se é para arriscar tomar uns bons anos de xilindró, então é preciso roubar para viver 50 anos em 5. Não é assim? De que adianta ter milhões, bilhões de dólares depositados em algum paraíso fiscal, se você é obrigado a viver em um condomínio de classe média, não poder curtir uma vida de mordomias e compartilhar momentos de exibição explícita com seus seguidores? E para que ter tanta joia valiosa, se não puder dar um rolé com algumas dessas preciosidades?

Assim é a mulher do ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, a advogada Adriana Ancelmo, que somente não ganhou uma cela ao lado do marido, no Presídio de Bangu, porque o juiz Marcelo Bretas parece ter ficado com pena dela, de tanto que ela chorou nos depoimentos. E as roupinhas mequetrefe que ela usava na frente do juiz? Coisa de pobre, mesmo! Veja os precinhos de seus adornos. Coisa de rainha...

Isto aí (e abaixo) é somente uma pequena parcela, referente ao que a Justiça conseguiu localizar e apreender, pois Cabral, que descobriu uma mina na Política, também gastava seu suado dinheirinho, em mansões, iates, barras de ouro, diamantes, quadros e estátuas de artistas famosos.

A coisa para o ex-governador do RJ estava tão bem azeitada, que ele não tinha qualquer escrúpulo em pedir propina e até mesmo sem qualquer fator suficiente para justificar, como aconteceu num de seus passeios no Principado de Mônaco, onde se encontrou com o empreiteiro goiano, Fernando Cavendish. O empreiteiro disse, em negociação de delação premiada, com a força-tarefa da Lava Jato do Rio de Janeiro, que o ex-governador Sérgio Cabral o teria convidado "para bater perna pelas lojas de Mônaco" e o fez pagar o anel que escolheu para a mulher. A joalheria Van Cleef & Arpels, em Mônaco, onde foi comprada a joia, é a queridinha de celebridades, principalmente as de Hollywood.

E olha, que Sérgio Cabral, antes de ser condenado pela Justiça, jurava de pés juntos que nunca se corrompera. À Polícia Federal, em 21 de novembro de 2016, ele se disse indignado com a situação, alegou desconhecer qualquer pedido de propina a empreiteiras e ressaltou que "sua política foi voltada para o crescimento econômico do Estado do Rio de Janeiro. O ex-governador Sérgio Cabral disse à PF que tinha "a consciência tranquila quanto às mentiras absurdas que lhe foram imputadas e que acreditava na Justiça".

Mas, apesar da impunidade seletiva que tem em Brasília, ali nos subterrâneos do STJ e do STF, nada fica encoberto e a verdade, mais dia menos dia, aparece. E Sérgio Cabral já foi condenado em 14 denúncias e acumula 282 anos de prisão, sendo mantido trancafiado em Bangu (RJ).

Mas, mesmo preso e sem vislumbrar que um dia volte à liberdade, Sérgio Cabral continua elegante e resolveu municiar os investigadores com as informações que detém sobre outros corruptos, para salvar da prisão sua linda mulher e sua filha, que usufruíram bem do dinheiro fácil e fato de propina.

Outros corruptos já são chinfrins e vivem de rachadinhas, salário de funcionário fantasma e usam as mulheres como laranjas para esconder o dinheiro ilícito que recebem. Agora, com o aprofundamento das investigações contra Flávio Bolsonaro, filho mais novo do presidente, fica-se sabendo que aquela primeira-dama, pintada com tintas da humildade e da solidariedade, também era usada para esconder o dinheiro recebido pelo Queiróz e destinado ao chefe do clã Bolsonaro.
O diário argentino Clarín publicou, logo depois da posse do presidente da República, um perfil da primeira-dama, Michelle Bolsonaro. No artigo, ela é descrita como discreta, "com fortes convicções religiosas e comprometida com a causa social". Segundo o jornal, embora ela tenha se mantido discreta, Michelle parece estar disposta a atender ao "maior número possível de programas sociais do governo". Entre as principais características da primeira dama, afirma o periódico argentino, estão a humildade e "a vocação para estender a mão ao próximo", conforme diz ter ouvido de pessoas próximas à sua família.

Não foi um discurso longo, nem escrito com esmero intelectual, mas apenas foi uma peça publicitária para saudar a chegada ao poder de alguém que todos acreditaram que seria o mentor de uma nova política e do combate à corrupção. Mas,o discurso inusitado e emocionante da primeira-dama, Michelle Bolsonaro, fez a maioria dos jornalistas que cobriam a posse ficarem mudos, pela surpresa e pela falta de alinhamento político.

Veja como ele encerra seu discurso:

"Estamos todos de um lado só. Juntos, alcançaremos o Brasil próspero, com amor, ordem, progresso, paz, educação e liberdade para todos", quanta hipocrisia, não é? Agora, um ano e meio depois, descobre-se que a mulher que cativou o brasileiro pela sua ousadia em quebrar o protocolo da Posse Presidencial para discursar antes do marido, é apenas mais uma "laranja" no imenso laranjal da Famiglia Bozonaro, ao ser confrontada com a realidade criminosa: recebeu de Queiróz e sua mulher um total de R$ 89 mil em cheques parcelados. E olha que ela nem está sendo investigada. Se for, aí a coisa pode ficar feia. A primeira-dama apenas dá mostras de que é farinha do mesmo saco...

Pois é, a gente está se cansando de ver este tipo de filme, de ver políticos pagando de honestos e,no fim, a gente fica sabendo que é tudo igual. Não existe esse negócio de "Nova Política"; vigora apenas a velha e suja política.

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