segunda-feira, 13 de fevereiro de 2023

Erros múltiplos de Lula ao procurar amizade com Biden


Eu não me envergonho de corrigir os meus erros e mudar de opinião, porque não me envergonho de raciocinar e aprender.

Alexandre Herculano

Com certeza, o presidente norte-americano Joe Biden não mordeu a isca lançada por Lula [bajulação] em sua rápida visita os Estados Unidos e, por isso, os resultados desta viagem foram pífios e até constrangedores.

Primeiro: faltou foco, faltou objetividade.

A Comitiva petista bem demonstra isto. O que foi fazer nos Estados Unidos o ministro da Fazenda Fernando Haddad? Simplesmente, ele foi passear ou usar deste tempo para pensar no que fazer na volta ao Brasil para tentar barrar a ingerência indevida de Lula no Banco Central e o que fazer para manter sob controle a inflação?

O que foi fazer nos Estados Unidos a ministra da Igualdade Racial Anielle Franco? Ensinar os norte-americanos como seus policiais devem agir com os pretos de lá? Ou aprender como os policiais norte-americanos tratam os pretos? Não precisava. Acho que sua participação na Comitiva Presidencial serviu apenas para ela desfilar com sua trancinhas

O que foi fazer nos Estados Unidos a ministra Marina Silva? Passar o pires para tentar arrecadar dinheiro para combate ao desmatamento e proteger os indígenas? Parece que os americanos não acreditaram muito nesta intenção do governo Lula, vista a quantia ridícula que o governo Biden prometeu injetar no Fundo Amazônia: US$ 50 milhões.

Aliás, foi a única coisa de concreto que resultou deste passeio. Mas, será que esta mixaria não vai fazer falta aos cofres ianques?

Ah, faltou falar da Janja. A única agenda que ela teria nos Estados Unidos era uma reunião com a primeira-dama norte-americana Jill Biden. Mas a brasileira tinha de dar vexame...

Ao entrar na Casa Branca o presidente Biden ofereceu seu braço para conduzi-la. Janja, entretanto, que deve adorar um velhinho com Poder, pegou a mão do presidente americano e entraram os dois de "mãos dadas". Isto bastou a que Jill mandasse dizer que estava doente e que não poderia receber Janja.

Joe Biden foi ao encontro de Lula com um script que usou todo o tempo em que esteve reunido com o brasileiro. Já Lula, como sempre, falou de improviso e foi muito repetitivo, além de demonstrar servidão, com várias vezes agradecendo a Biden por tê-lo reconhecido como presidente eleito.

Precisava tanto?

Lula queria ser alçado pelos Estados Unidos como emissário da paz entre Rússia e Ucrânia. Ele chegou a dizer aos repórteres, antes de se encontrar com Biden, que teria ido aos States para "acabar com a guerra", mas Biden não embarcou nesta canoa furada.

Para Lula, tudo parece ser muito fácil: ele chamaria Putin e Zelensky para uma conversa regada a cachaça brasileira e, bêbados, eles se abraçariam e a guerra chegava ao fim. Lula seria ovacionado na ONU e ganharia o tão sonhado Nobel da Paz.

Mas a paz, neste momento, é algo que, além das alucinações petistas, não tem lugar no mundo real. A Ucrânia se transformou em ambiente de teste de novas armas e desencalhe de armas paradas e precisando abrir espaço para que Biden encomende mais unidades à indústria de guerra norte-americana. França, Alemanha e outros também lutam pela continuidade da guerra, pois, além do já mencionado, eles acompanham com interesse o que a Rússia tem de potencial para uma futura guerra mundial.

Lula só perdeu...

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