Só se recorre à injúria quando faltam as provas.
Denis Diderot (1713-1784) filósofo, escritor e tradutor francês
Não é agora esta sanha criminosa do ministro Gilmar Mendes contra os procuradores da Lava Jato e o ex-juiz Sérgio Moro, pregando o uso de provas ilícitas para condená-los e, com isto, salvar o ex-presidente Lula e todos os corruptos condenados pela maior operação contra o crime organizado já realizada no Brasil. Isto está em sua índole corrupta...
Por exemplo, no dia 9 de agosto de 2019, quando estava em efervescência a divulgação de mensagens obtidas por hackers, o ministro, mais uma vez, falava para profissionais da Associação dos Advogados
de São Paulo. E, em contrapartida à estes convites, ele sempre procura dar aos advogados alguma dica que considera preciosa. Desta feita, ele os induzia a questionar a isenção da força tarefa de Curitiba e o ex-juiz Sérgio Moro no processo e julgamento do ex-presidente Lula."A mim me parece que o efeito [das mensagens vazadas] já é deslegitimador dessas sentenças. Quando a gente vai para o exterior, as pessoas perguntam: como é que vocês fizeram isto? Vocês lograram um sistema de combate à corrupção, agora estão com a credibilidade do sistema afetada. Como um juiz sai para integrar um governo de oposição àquele que está preso?"
Durante sua fala aos advogados paulistas, o ministro Gilmar Mendes afirmou: "Há uma jurisprudência em alguns casos em que se diz: a prova, mesmo ilícita, em alguns casos serve para isentar determinada sanção ou inocentar alguém". Em seguida, o ministro foi perguntado se, em tese, isso caberia ao caso de Lula. "Em tese, pode ser", afirmou Gilmar.
Depois disso, em incontáveis oportunidades, Gilmar Mendes vem pregando contra o ex-juiz Sérgio Moro e enaltecendo os hackers, embora estes apenas tenham cometido crimes e não uma ação patriótica. O hacker Delgatti trabalhou para bandidos, assim como faz, diuturnamente, Gilmar Mendes e os demais membros da banda podre do STF: Kássio Nunes, indicado por Bolsonaro, Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli, indicados por Lula. Eles lutam para favorecer a bandidagem de colarinho branco e corruptos de larga estirpe.
Mas, a principal razão disso tudo é militar contra uma eventual candidatura de Sérgio Moro à Presidência da República em 2022. Vale tudo para tentar queimá-lo e favorecer candidatos do PSDB - partido de Gilmar Mendes, indicado por FHC ao STF -, do PT - Partido de coração de Lewandowski e Toffoli -, e Kássio Numes - preposto de Bolsonaro na Suprema Corte.
O ministro Luis Roberto Barroso, um dos magistrados do STF e agora presidente do TSE, que mais tem credibilidade e honradez, afirmou sobre estes fatos hoje (25/2), durante teleconferência com procuradores da República que o Brasil vive um momento de “exaltação de provas ilícitas” e de “legitimação da profissão de hacker”.
De acordo com o Antagonista, estas foram as palavras de Barroso:
“Nós vivemos um momento de recuo, nós vivemos um momento de exaltação das provas ilícitas e da legitimação da profissão de hacker. Mas a verdade é que, apesar dos retrocessos que nós vivemos neste momento, e parodiando uma frase famosa de [Albert] Einstein, quando as pessoas adquirem uma nova ideia, o cérebro não volta ao seu tamanho original”, afirmou o ministro do STF.
Barroso sustentou que, “apesar dos retrocessos, não estamos voltando lá para trás”; para ele, está “cada vez mais difícil de um vigarista sair na rua”, visto que “os riscos jurídicos aumentaram”.
“Apesar de vivermos uma operação abafa, nós já mudamos, eu penso, a história do Brasil”, acrescentou o ministro, esse otimista.
Como visto, o jogo é pesado e só lograremos êxito na luta contra a corrupção, se unirmos forças contra esta corja de salafrários que domina a política brasileira e parte do Judiciário, contaminado que foi por indicados políticos para, justamente, destruir, de dentro, o sistema jurídico. Não se acovarde neste momento tão crucial para a nossa Democracia.
#moro2022

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