domingo, 14 de março de 2021

Augusto Aras e Gilmar Mendes atacam a Lava Jato e Sérgio Moro a mando do presidente Jair Bolsonaro

 Capacho por capacho eu prefiro o desempregado que não se submete as ordens de quem não sabe ser um rei.

Gabriela Stacul

Gilmar Mendes é um velho transeunte dos gabinetes palacianos de Brasília e sempre esteve a serviço do Poder Central, sem se importar com a ideologia que estes defendiam ou com o quanto de estrago causavam ao país, seja pelas políticas equivocadas ou pela roubalheira explícita.

Ele começou a carreira no serviço público como

auxiliar de Chancelaria, tendo trabalhado no Itamaraty, em Brasília e em Bonn, na Alemanha. Ele também foi procurador da República (1985-1988), adjunto da Subsecretaria Geral da Presidência da República (1990-1991), consultor jurídico da Secretaria Geral da Presidência da República (1991-1992), assessor técnico na Relatoria da Revisão Constitucional na Câmara dos Deputados (1993-1994), assessor técnico do Ministério da Justiça (1995-1996), subchefe para Assuntos Jurídicos da Casa Civil (1996-2000) e advogado-geral da União (2000-2002). Daí foi indicado pelo presidente FHC para o STF.

Veja que, como procurador da República, ele nunca chegou a investigar qualquer ato de corrupção, pois logo foi fisgado pela administração do presidente Fernando Collor de Mello e foi trabalhar como consultor Jurídico do ministro da Justiça, mas sua função mesmo era coordenar a defesa de Collor junto ao Supremo Tribunal Federal. Ou seja, ele, como procurador da República, ganhava da União para defender o corrupto "caçador de marajás". Depois para o Itamar Franco e FHC, quando foi levado para o Supremo onde, até hoje, defende com vigor a bandeira do PSDB. Mas, mesmo para os presidentes que ele não teve oportunidade de servir diretamente, ele nunca se furtou a dar sua colaboração. Ele sempre foi capacho dos demais poderes, usando a toga que desonrosamente veste, para proteger a bandidagem da Praça dos Três Poderes, da Esplanada dos Ministérios e em capitais diversas, onde sempre arranja um jeito de se enturmar.

Ele sempre está disponível para ajudar...

Como ministro do STF foi voto decisivo na mudança de Jurisprudência da prisão em 2ª Instância, depois que a Lava Jato e outras forças tarefas do MPF passaram a investigar e prender pessoas de sua relação pessoal e se aproximar perigosamente dele próprio e de familiares envolvidos em mil e uma tramoias, além de políticos do PSDB. Ele também sempre foi um ferrenho crítico da Lei da Ficha Limpa, tendo chegado a afirmar em 2016 que ela teria sido feito por um "bando de bêbados". 


Augusto Aras ingressou no Ministério Público Federal como procurador da República em 1987. Foi procurador regional eleitoral na Bahia (1991-1993). Atuou na Câmara de Direitos Sociais e Fiscalização de Atos Administrativos em Geral (1993-1995), Câmara Criminal (2011-2012) e Câmara do Consumidor e Ordem Econômica (2008-2014), sendo ainda representante do MPF no Cade, entre 2008 e 2010. Foi promovido a subprocurador-geral da República em 2011. No dia 26 de setembro de 2019, tomou posse como procurador-geral da República indicado pelo presidente Jair Bolsonaro

Veja que Augusto Aras era, até ser "descoberto" por Bolsonaro, um ilustre desconhecido e que sequer foi indicado na listra tríplice preparada pelo MPF, por meio de votação entre os integrantes da instituição. É bom lembrar que foi o advogado do Flávio Bolsonaro, Frederick Wassef, quem apresentou Aras para Jair Bolsonaro e ele, mesmo não votado por seus companheiros do MPF caiu nas graças de Bolsonaro. Pelo que, você deve ter uma ideia, mas, certamente, constava acabar com as forças tarefas, já que algumas estavam chegando muito perto dele e de seus filhos, sendo investigados por apropriação indébita, lavagem de dinheiro, fraude na contratação de assessores parlamentares e outros crimes. E, como este tipo de gente, que se vende pelo poder, faz o que mandam, Augusto Aras acabou com as forças tarefas e, juntamente com Gilmar Mendes, trabalham para denegrir a imagem do ex-juiz Sérgio Moro.

Como Bolsonaro gosta muito de antecipar as notícias envolvendo seus subordinados e capachos, em 2020, ele abriu o bocão para se vangloriar de ter acabado com a Lava Jato. Foi no dia 7 de outubro, em uma solenidade no Palácio do Planalto:

"É um orgulho, é uma satisfação que eu tenho, dizer a essa imprensa maravilhosa que eu não quero acabar com a Lava Jato. Eu acabei com a Lava Jato, porque não tem mais corrupção no governo. Eu sei que isso não é virtude, é obrigação", disse Bolsonaro.

Ele sempre faz isto, misturar as coisas para se safar de acusações. Claro que crime de corrupção não se flagra facilmente e ninguém passa recibo de propina recebida.

A destruição da Lava Jato de Curitiba é apenas uma fase do processo engendrado por Gilmar Mendes e Augusto Aras. Eles ainda agirão com a mesma violência contra a Justiça Federal, como um todo, porque esta ganhou dinâmica com o trabalho de Curitiba sob a batuta de Sérgio Moro, que não poderá ter sucessor. O Rio de Janeiro é o próximo alvo, pois lá estão sendo condenados a cúpula da política fluminense e amigos de Gilmar Mendes, como o "Rei do Ônibus", Jacob Barata Filho. O ministro é padrinho de casamento de uma filha do magnata dos contratos de transporte público.

Depois, ele vai virar sua metralhadora contra os juízes federais de Brasília, onde estão sendo processados os irmãos Batista, da JBS (doadora oculta do Instituto de Direito Privado, de Gilmar Mendes). Aguarde!

Quer saber mais sobre as maracutaias de Gilmar Mendes/ Leia o livro "Operação Lava Toga: deu a louca em Zeus". Click no figura no lado direito da página ou entre com o link: https://clubedeautores.com.br/livro/operacao-lava-toga.

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