Os golpistas: Jair Messias Bolsonaro (presidente), general Walter Braga Netto (ministro da Defesa), almirante de Esquadra Almir Garnier Santos (ministro da Marinha), general de Exército Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira (ministro do Exército e tenente-brigadeiro do Ar Carlos de Almeida Baptista Júnior (ministro da Aeronáutica).
O amor-próprio é um animal curioso, que consegue dormir sob os golpes mais cruéis, mas que acorda, ferido de morte perante uma simples beliscadura.
Alberto Moravia, pseudônimo de Alberto Pincherle (1907-1990) foi um importante escritor italiano.
Se já não fosse motivo suficiente de indignação vermos tantos oficiais das Forças Armadas acusados de envolvimento em atos de corrupção, com dinheiro que deveria ser usado para defender os brasileiros do coronavírus, no curto prazo de dois dias, o ministro da Defesa "do Brasil" general Walter Braga Netto, ameaça a Democracia Brasileira.
Primeiro, no dia 7 de julho de 2021,
quando assinou juntamente com os três comandantes das Forças Armadas, uma nota atacando o presidente da Comissão que Investiga possíveis crimes durante a condução de ações de combate à covid-19, já tendo chegado ao Gabinete Presidencial e a vários auxiliares do presidente, alguns ainda no exercício de cargos efetivos das Forças Armadas, como é o caso do general Pazuello.Em sua nota de intempestivo repúdio, o general Braga Netto, que parece ter se encantado com o poder brasiliense, critica o senador Omar Aziz, presidente da CPI da Pandemia, por ter dito:
Há "membros do lado podre das Forças Armadas envolvidos com falcatrua dentro do governo", e que os "bons" das Forças Armadas devem estar "muito envergonhados".
Por que será que esta fala de Omar Aziz teria impactado tanto o general Braga Netto? E pior: levou a reboque seus comandantes militares que, por obra do ofício, não poderiam contestar o ministro e assinaram a malfadada nota de repúdio.
É bom lembrar que antes, o ministro colocou em caráter secreto o procedimento administrativo que investigou "nas coxas" o comportamento do ministro Pazuello - ainda na Ativa -, devido à sua participação em motociata promovida pelo genocida Jair Messias Bolsonaro no Rio de Janeiro. Quem quiser saber o que foi apurado tem de viver mais 100 anos. O que há de tão grave nesta investigação interna que as Forças Armadas querem tanto esconder?
O segundo momento destas ameaças militares foi revelado pelo jornal Estado de S. Paulo, na edição de 22 de julho de 2021 e dizia que no dia 8 de julho, Braga Netto acompanhado de seus três comandantes militares - que mais parecem os três patetas se envolvendo em trapalhada alheia - teria dito a um interlocutor político, em recado enviado ao presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira - outro vendido - que, se em 2022 não tiver voto auditável, não haverá eleição.
O que motivaria o general Braga Netto e os comandantes da Forças Armadas a ameaçarem de forma tão infame a nossa Democracia? Gosto pelo Poder? A certeza de que o presidente Bolsonaro irá perder as eleições de 2022 e, por isso, procuram criar meios de contestá-la e, por meio disso, também criar um ambiente interno de conflito social para justificar um autogolpe militar? O voto impresso só serve a este propósito: criar conflito, porque os bolsonaristas irão denunciar fraude de cabo a rabo e exigirão recontagem de votos, que nunca terá fim.
Autogolpe Militar? Sim, porque o que temos hoje no Brasil é um governo de fardas, tal é o número de militares da Ativa e da Reserva que ocupam cargos em Brasília, além do presidente ter instrumentalizado a Polícia Federal. Agora querem também adquirir software espião para vigiar de perto os adversários políticos.
Isto é muito grave e precisamos reagir enquanto há tempo. E é nas ruas que a população mostra sua verdadeira indignação e é vista pelo políticos.


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