segunda-feira, 3 de janeiro de 2022

O Brasil não merece ter que escolher entre Lula e Bolsonaro, diz Pedro Simon, aliado declarado de Moro

Cada segundo é tempo para mudar tudo para sempre

Charles Chaplin

Crédito: Eduardo Amaral. Jornal ABC. 31 dez. 2021

Durante 56 anos ininterruptos o caxiense Pedro Simon, ocupou cargos políticos - sempre eleito, mesmo no período ditatorial. Sua atuação política começa em 1953, ainda no movimento estudantil em sua terra natal. Em 1958 é eleito vereador em Caxias ainda pelo PTB de Jango e Brizola. Quando surge o bipartidarismo, migra para o MDB, sigla que ao longo de 21 anos arregimentou a oposição ao governo militar.

Além de vereador, Simon também foi eleito deputado estadual, governador e senador. E foi no Senado que sua retórica inflamada e os discursos contra a corrupção lhe deram destaque. Como opositor à ditadura militar, esteve envolvido em campanhas como a Lei da Anistia e as Diretas Já.

Seu nome ficou conhecido quando perdeu por uma diferença de 22,6 mil votos naquela que, na sua avaliação, "foi a eleição mais cachorra que teve". Quatro anos depois voltaria a concorrer, mas, desta vez, em meio a uma tragédia pessoal. Enlutado pela morte do filho Mateus e da esposa Tânia, falecidos em 1984 e 1985, respectivamente, Simon se encontrava em autoexílio e, mesmo assim, foi lançado candidato naquele ano.

Venceu nas urnas e iniciou uma tradição no Rio Grande do Sul: desde então, nenhum partido com origem na Arena saiu vencedor na disputa pelo [Palácio do] Piratini. Prestes c completar 92 anos, em 31 de janeiro, o veterano da política gaúcha viveu em 2021 a perda de mais um filho - Thomaz, aos 49 anos, após um ataque cardíaco.

Ao concluir seu mandato de governador do Rio Grande do Sul, Pedro Simon preferiu concorrer ao Senado Federal, onde cumpriu sucessivos mandatos até deixar a carreira política em fins de 2014, se recolhendo à sua casa, no centro de Porto Alegre.

Na entrevista concedida ao ABC, Pedro Simon "fez uma defesa afetuosa do ex-ministro da Justiça Sérgio Moro, que considera um exemplo no combate aos crimes de colarinho branco".

Depois de fazer uma avaliação de toda a sua carreira política, especialmente durante a vigência da ditadura militar, Pedro Simon disse ao repórter do ABC que vê com grande esperança a possibilidade de uma possível dobradinha entre Sérgio Moro e Simone Tebet, concluindo que ninguém merece ver uma disputa entre Lula e Bolsonaro. "O Brasil não merece ter que votar entre Lula e Bolsonaro", concluiu Pedro Simon.

Um comentário:

  1. Pra lembrar quando senador abriu mão do salário de ex governador que tem direito eu sempre admirei homens e mulheres honesto independente de partido quero outro ex deputado Jarbas Lima do pds

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