sexta-feira, 7 de janeiro de 2022

Entre o fanatismo e a blasfêmia: o vale-tudo!

Nada mais cretino e mais cretinizante do que a paixão política. É a única sem grandeza, a única que é capaz de imbecilizar o homem.

Nelson Rodrigues

Para Jair Bolsonaro, ganhar as eleições de 2022 é como as tantas outras que ele ganhou ao longo de sua carreira política. Ele não quer ter esforço para isto, ela aposta na burrice do eleitorado e na sua sempre disposição em ser enganado.

Antes, quando era para renovar seu mandato de deputado federal, ele sempre inventava uma polêmica para ficar na boca do povo e angariar votos. Assim foi com o "kit gay", que somente existiu em seus discursos e na cabeça de seus seguidores. Ele também alimentou por anos a intervenção no Congresso Nacional e no Poder Executivo, trazendo para seu lado os viúvos e viúvas da Ditadura Militar, mantendo sempre em pauta o culto a figuras degradantes do nefasto Regime, como é o caso do torturador coronal Ustra. Em seu estentor, ele chegou a pregar a morte de 30 mil brasileiros - no mínimo - "incluindo FHC", para, segundo ele, "acabar com o que os militares haviam iniciado".

Bolsonaro também pregou o ódio a grupos como os homossexuais, negros, índios, quilombolas, contra as mulheres.

Sobre os índios, ele sempre defendeu a não demarcação de suas terras e a pura e simples extinção dos mesmos, alegando que competente foi a Cavalaria Americana, que destruiu os indígenas que defendiam suas terras contra a invasão do homem branco.

As mulheres nunca tiveram chance com ele; o negócio dele é homem. Aristides que o diga! Até a sua filha Laura, de 11 anos, é traumatizada com a fala de Bolsonaro de que ela é fruto de uma fraquejada, depois que ele teve quatro filhos machos.

Bolsonaro sempre achou que teria em sua primeira tentativa de concorrer à Presidência da República - que deveria ter sido em 2014, quando o seu partido o preteriu para apoiar a Dilma Rousseff -, o máximo de 10% do total de votos, o que, para ele, seria um bom termômetro, para se preparar para a próxima.

Em 2017, ele começou a se alinhar com os evangélicos, com a desculpa de ser evangélica a sua mulher Michelle, mas o fato é que a igreja tem muito peso na eleição. Assim, ele chegou a ser batizado no Rio Jordão e todas as presepadas que se somaram a isto.

Aí, chegou 2018. Em quatro anos, Bolsonaro havia se consolidado nas redes sociais, com mais de 14 milhões de seguidores, um espaço enorme para atuar livremente e plantar as suas polêmicas diárias que, logo passariam a ser mais criativas, com a participação efetiva de seu filho Carlos Bolsonaro. Chegava a Era das Fake News.

Ele receberia um auxílio providencial: uma facada de um militante de esquerda, que o deixaria fora de combate durante toda a campanha eleitoral, especialmente quando o assunto era Debate. Nem vem!

Aproveitou para inserir em sua plataforma de campanha o combate à corrupção e a lava jato, assuntos que não eram de seu dia-a-dia, mas que empolgava um grande percentual de eleitores. Era moda ser apoiador da Lava Jato. Então, por que não?

E ele tem repertório pra todo tipo de idiota que o apoia. É por isso que Bolsonaro sempre teve esta necessidade de todo dia requentar uma de suas polêmicas. É preciso alimentar o gado!

E sua equipe que o assessora nas redes sociais, também chamada de Gabinete do Ódio, deita e rola em criar fake news, como esta que ilustra este artigo.

E a cretinice desses bolsonarista é tamanha que a ex-secretária da Cultura, a atriz Regina Duarte, depois de alertada pelo Instagram de que a postagem feita por ela continha algo não verídico, ela ainda teve o desplante de dizer que achava ser real.

Veja como lidar com Fake News:

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