| Procurador Lucas Rocha Furtado - Fotografia de 2003 - Crédito: Correio Braziliense |
Para o mau-caráter trair e enganar é algo normal. Ele é um canalha que não tem misericórdia nem compaixão de ninguém. É um ser ambicioso, falso, egoísta e maléfico. (Izzo Rocha)
Que o ministro Bruno Dantas está no Tribunal de Contas da União (TCU) a serviço da corruptela política, não se tem mais dúvida. Conforme já expus aqui (clica que abrirá em outra aba) em outra postagem, ele está no TCU por obra e graça da presidente Dilma Rousseff que aprovou sua indicação, bancada pelos seus padrinhos políticos José Sarney, Renan Calheiros e Vital do Rego, apenas para citar alguns calhordas Só gente "boa"!
Lá eu não disse, mas vou aqui me redimir: Bruno Dantas e Vital do Rego foram delatados pelo ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral:
O esquema, segundo Cabral, teria se repetido através do advogado Marcelo Nobre: contratado pela Fecomércio para servir de fachada para que os ministros do TCU Vital do Rego, Bruno Dantas e Raimundo Carreiro recebessem, supostamente, cerca de R$ 400 mil mensais. O ex-governador entregou aos investigadores registros de jantares realizados em sua casa que, segundo ele, teriam ocorrido com a presença de Vital do Rego e Bruno Dantas.
Mas, ele não trabalha sozinho na tarefa de tentar infernizar a vida de Sérgio Moro. Por trás, atua o procurador-geral do Ministério Público junto ao TCU, o não menos envolvido com a política rasteira, Lucas Rocha Furtado.
Tanto Bruno Dantas, quanto Lucas Furtado, foram para o TCU depois de ocuparem cargo de assessor Legislativo: Dantas no Senado Federal e Furtado na Câmara dos Deputados.
Quem, afinal de contas, é Lucas Furtado?
Para começar e aí, talvez, resida o seu maior ímpeto vingativo, Lucas Furtado é aliado do ministro do STF Gilmar Mendes, de quem parece estar recebendo orientação do que fazer para atacar a candidatura de Sérgio Moro. Furtado foi, por muitos anos, professor do Instituto de Direito Público (IDP) de propriedade de Mendes, vindo daí o laço que os une.
Em 1994, Lucas Furtado concluiu seu Mestrado na Universidade de Brasília. Sabe quem foi orientador? Inocêncio Mártires Coelho, então sócio de Gilmar Mendes no IDP.
Outra coisa que unifica as ações de Gilmar Mendes e Lucas Furtado: o PSDB. Ambos foram indicados aos seus atuais cargos pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.
Gilmar Mendes, todos sabem, devota todo seu empenho e autoridade do cargo na defesa de corruptos ligados ao PSDB e, nestas eleições, claro, ao candidato do Partido à Presidência da República, o governador João Dória, com quem Mendes mantém afetuosa ligação e por quem está sempre de "plantão" no STF para derrubar qualquer decisão judicial contrária ao seu Governo ou que afete seus auxiliares.
Já Lucas Furtado parece ter uma admiração quase sobrenatural pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Veja como FHC é citado no currículo de Lucas Rocha Furtado, que pode ser visto no portal do TCU:
Mas, engana-se quem pensa que a motivação de Furtado em atacar Sérgio Moro seja somente em função de sua afinidade com o tucanato paulista.
Ele também tem fortes ligações com o MDB, de José Sarney, Renan Calheiros et caterva. No caso, a falsa defesa do fisco e posição contrária à suposta "pejotização" na contratação de Sérgio Moro pela Consultoria norte-americana Alvarez & Marsal - o que não é ilícito nem proibido -, apenas esconde a real motivação que une Lucas Furtado e os caciques do MDB: ressuscitar uma antiga especulação de sua indicação como ministro de uma Corte Superior.
Lá atrás, era para o próprio TCU, mas agora, com um futuro governo petista, do qual o MDB será sempre aliado, poderia até ser no STF, onde o próximo governo terá de indicar dois ministros.
E para Furtado, tanto faz se o presidente for Lula ou Dória; ele somente não quer que o Sérgio Moro ganhe, pois conhece sua postura intransigente contra a corrupção, o que fere princípios da dupla Dantas-Furtado, que conhecem muito bem os meandros da corrupção no Congresso Nacional e, devido à dívida de gratidão que têm para os principais caciques daquele antro de canalhas, ousa atravessar todas as barreiras éticas e organizacionais para tentar atingir a imagem do ex-juiz da Lava Jato.
Esta ligação de Lucas Furtado com o MDB vem de longe...
Vamos relembrar o caso de grilagem de terras no Distrito Federal, em 2002, no qual atuou o indefectível procurador-geral do TCU Lucas Rocha Furtado.
No dia 3 de dezembro de 2002, o Correio Braziliense informava, que uma semana atrás, o procurador Lucas Furtado disse que pediria aos ministros do TCU a indisponibilidade dos bens dos responsáveis pelas operações irregulares na Terracap (grilagem), como forma de garantir o ressarcimento aos cofres públicos dos prejuízos.
Para surpresa de ninguém, lá estava o Correio Braziliense do dia 7 de dezembro informando que o procurador Lucas Furtado havia voltado atrás na decisão de incluir no processo o governador Joaquim Roriz (PMDB-DF). Segundo ele, "não havia provas suficientes para alegar a participação do governador nas irregularidades".
E olha que se tratava de um prejuízo auditado de R$ 55 milhões, valor-base de 2002 e não salários acumulados e indenização totalizando meros R$ 3,7 milhões.
Já em 2003, o PMDB de Joaquim Roriz, agora senador da República, tentou retribuir a ajudinha recebida do procurador do TCU.
E a perseguição de Lucas Furtado a Sérgio Moro não tem a ver com salários por ele recebido da Alvarez & Marsal, nem a forma como ele foi contratado. Furtado, mente ao dizer que está preocupado com eventual contratação como PJ tenha sido para reduzir a carga de impostos sobre o salário do ex-juiz da Lava Jato. O que ele faz é um ataque à candidatura de Sérgio Moro à Presidência da República e o medo dele atacar o que Furtado mais preza: seus corruptos preferidos do MDB, do PSDB e do PT. Ponto final!
Alguém acredita que ao cancelar a publicidade em torno do projeto de lei chamado pacote anticrime era a preocupação de Lucas Furtado e Vital do Rego com o gasto de R$ 10 milhões?
A publicidade do pacote anticrime, de autoria do ex-ministro Sergio Moro, por exemplo, foi suspensa pelo ministro Vital do Rêgo após pedido do cearense que, com base em matéria do jornal carioca O Globo, argumentou que a campanha havia custado R$ 10 milhões, sem que os valores tivessem sido expostos.
Veja outro exemplo da atuação duvidosa de Lucas Furtado em defesa de corruptos:
A investigação do Tribunal de Contas da União (TCU) sobre os contratos do governo para impressão e distribuição de material de propaganda institucional produziu uma briga política entre dois ministros: Ubiratan Aguiar, ex-deputado do PSDB, e Marcos Vilaça, afinado com o senador José Sarney (PMDB-AP), aliado do governo. Segundo outro ministro do TCU que acompanhou o caso, Vilaça, que estava de férias, pediu a Aguiar que adiasse a inclusão do caso em pauta, pois tinha interesse em conhecer os detalhes da investigação. Aguiar, que desejava colocar o caso em discussão no plenário desde novembro, não atendeu ao colega e apresentou o processo em sessão na semana passada.
A saída de Vilaça foi ter acesso ao processo de uma forma pouco usual. Solicitou ao procurador da República junto ao TCU, Lucas Furtado, que pedisse vistas em seu nome.
Ao pedir vistas, Vilaça [através de Furtado] adiou a votação do pedido de Aguiar, que desejava submeter aos demais ministros um voto no sentido de transformar a investigação, até então preliminar, em uma tomada de contas especial. (G1. 15 set. 2006).
Nossa República está podre, com muitos homens podres no Poder. Isto só irá mudar no dia em que a sociedade aprender a valorizar quem, de fato, merece valor e repudiar esta corja que está infiltrada em todos os Poderes.
A República precisa ser refundada.
ISSO DARA MAIS FORÇA MORO PRESIDENTE 2022
ResponderExcluirSérgio Moro tem muito a lutar contra a cegueira da maioria dos eleitores brasileiros. Um país onde uma engenheira química viaja para participar de uma carreata em apoio ao pior presidente da nossa história nos causa preocupação. O que farão os analfabetos que ão a maioria no Brasil?
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