quarta-feira, 9 de fevereiro de 2022

Lula, Bolsonaro e Monark: o que os três têm em comum na enviesada e criminosa defesa de Hitler e do Nazismo

Memorial de Lidice, na República Checa, que retrata as 82 crianças mortas pelos nazistas em 1942, quando o vilarejo foi destruído, os homens assassinados e as mulheres e crianças foram levadas para um campo de concentração, onde foram mortas.

É bom ficar sempre com um pé atrás: o momento em que acreditamos ter vencido é sempre o mais perigoso.

(Da obra: Os meninos que enganavam nazistas)

Lula, em julho de 1979, quando ainda era sindicalista e enganava os trabalhadores fazendo um pesado discurso nas portas das fábricas e outro descontraído ao sabor de whisky 20 anos nos salões da Fiesp, negociando com o patrões, elogiou a "disposição, força e dedicação" de Hitler e afirmou: "O Hitler, mesmo errado, tinha aquilo que eu admiro num homem, o fogo de se propor a fazer alguma coisa e tentar fazer".

Sobre Khomeini - líder da revolução xiita (radicais islâmicos), Lula, na entrevista concedida à Folha, disse: "Eu não conheço muita coisa sobre o Irã, mas a força que o Khomeini mostrou, a determinação de acabar com aquele regime do xá [Reza Pahlevi] foi um negócio sério".

De acordo com a Folha, a lista de figuras admiradas por Lula em 1979 incluía ainda Tiradentes, Gandhi, Che Guevara, Fidel Castro e Mao Tsé-Tung. Ele afirmou que não era "coincidência" o fato de todos eles terem lutado para derrubar governos.
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Na verdade, Lula apenas tentava agradar a todas as alas (dos xiitas aos moderados e nacionalistas) do PT, que sempre foi um partido segmentado, onde os opostos se digladiavam, até que os mais radicais e intolerantes saíram do partido e formaram outras legendas, como o PSOL, PSTU e o PCO.
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Em relação ao presidente Jair Bolsonaro engana-se quem acha que ele vomita tanta asneira todos os dias por mera ignorância ou porque ele, de fato, acredita em tudo que fala. 
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Não, ele faz tudo de caso pensado.
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Na maioria das vezes, ele é aconselhado por assessores que administram suas redes sociais, sobre o que falar, para levantar a audiência de algum grupo destes idiotizados que está "carente" de suas falas asquerosas. Por isso, todo dia ele aparece com uma infâmia diferente e dirigida a um público específico.
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Assim, ele vai mantendo vivos os diversos grupos de idiotizados, que forma o que se convencionou chamar de Bolsonarismo.

Bolsonaro é uma pessoa má, covarde, traiçoeira, inépta, mas que conseguiu, durante 27 anos de frívolo mandato parlamentar, arregimentar mais de 11 milhões de seguidores ("adoradores de mito") somente no Facebook, o que correspondia a cerca de 7% do eleitorado brasileiro cadastrado para as eleições de 2018.

E neste contingente de seguidores - nesta e em outras redes sociais - tem de tudo: os caras que defendem que a Terra é plana; gente que defende o extermínio dos índios, dos quilombolas e de outras minorias; os caras que acham que o nióbio vale mais que ouro e que poderia ser a redenção do Brasil; os milhões de indivíduos que preferem a Ditadura Militar à Democracia e à liberdade; os que defendem a liberação do garimpo indiscriminado na Amazônia e a consequente destruição de seus rios e floresta; gente que acredita que a vacina contra a covid-19 contém um chip para monitorar e controlar a Humanidade. E tem gente que vai além, ao bater palmas para o presidente da República quando este fala que a vacina vai transformar o vacinado em jacaré.

Enfim, nosso país tem "idiota" para todos os gostos e eles conseguiram construir, sob medida, um "mito" para liderá-los.

Às vezes, eu fico pensando que idiotice é uma doença infectocontagiosa, tendo como vetor de transmissão do idiocy vírus o presidente da República, que não mede esforços para estar sempre a defender qualquer fala desprovida de um mínimo de lógica e bom senso, apenas para manter com vida o infectado da vez.

Conforme a IstoÉ O flerte de Bolsonaro com o nazismo é antigo e já se manifestava na década de 1990. Ele declarou simpaticamente que seu bisavô foi soldado de Hitler e demonstra, há pelo menos duas décadas, uma tolerância inaceitável em relação a algumas ideias e iniciativas do ditador e seus asseclas. Em 1998, defendeu, em um discurso na Câmara, oito alunos do Colégio Militar de Porto Alegre que elegeram Hitler como personagem histórico mais admirado em um levantamento feito pela revista Hyloea, publicada pela instituição. Hitler ficou à frente de Jesus Cristo, Tiradentes e Mahatma Gandhi. Na ocasião, os jovens argumentaram que escolheram o líder nazista por causa de sua “inteligência e audácia”, “dom da palavra” e “poder de indução”.

O espírito nazi-genocida de Bolsonaro se expressou por diversas ocasiões, como por exemplo, em 1999, quando ele defendeu o fechamento do Congresso Nacional e o fuzilamento de uns 30 mil, incluindo o presidente Fernando Henrique Cardoso.

Em abril de 1998, Bolsonaro defendeu o extermínio dos indígenas: "Competente foi a Cavalaria norte-americana, que dizimou seus índios no passado e hoje em dia não tem esse problema em seu país”.

Seu espírito genocida se viu exposto ao mundo diante de sua reação ao coronavírus, preferindo a morte de seus compatriotas à vacinação. Defendeu também a contaminação em massa da população, mesmo antes de se ter qualquer vacina disponível no mercado e outras barbaridades, como a falta de atenção aos índios, fazendo vista para a invasão de garimpeiros em suas terras e a contaminação indiscriminada dos indígenas pelo novo vírus levado pelos invasores. 

E quando a gente achava que já tinha visto e ouvido todas as barbaridades possíveis, aparece este polêmico Monark (Bruno Aiub) sócio e apresentador do Flow Podcast [chegou a ser cotado para o BBB 22] com um discurso inaceitável nos dias atuais:

A esquerda radical tem muito mais espaço que a direita radical, na minha opinião. As duas tinham que ter espaço [...] Eu acho que o nazista tinha que ter o partido nazista reconhecido pela lei", disse.

Monark, depois da polêmica que invadiu as redes sociais e a perda de patrocinadores para seu canal no YouTube, tentou justificar sua fala, dizendo que estava bêbado na hora da entrevista com os deputados federais Kim Kataguiri e Tabata Amaral, quando discutiam sobre a liberdade de pensamento e o direito de expressão, coisas arduamente defendidas por Jair Bolsonaro, com o propósito de justificar o Gabinete do Ódio e sua rede de robôs para disseminar Fake News.

A liberdade de pensamento e de expressão é garantida em nosso país pela Constituição Federal, mas defender o Nazismo ou usar de seus símbolos, o que é visto como apologia ao Regime Nazista é crime previsto no artigo 20, § 1º da Lei nº 7.716, com redação dada pela Lei nº 9.459: "Fabricar, comercializar, distribuir ou veicular símbolos, emblemas, ornamentos, distintivos ou propaganda que utilizem a cruz suástica ou gamada, para fins de divulgação do nazismo". Pena: reclusão de 2 a 5 anos e multa.

Além disso, cabe ressaltar o art. 2° da Convenção Internacional sobre a Eliminação de todas as Formas de Discriminação (Decreto n° 65.810/1969), no qual o Brasil se compromete a adotar uma política de eliminação da discriminação racial em todas as suas formas e por todos os meios possíveis.

Portanto, Lula, Bolsonaro, Monark e todos os outros idiotas de plantão que defendem de alguma forma qualquer forma de discriminação e o nazismo têm de se ver com os ditames da lei.

Simples assim!

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