O falso moralista constantemente aponta imoralidades e amoralidades de outrem, escondendo de forma sutil a sua real face e sua ideologia.
(Railan Oliveira)
O ex-juiz Sérgio Moro, desde que entrou na corrida para se cacifar como candidato ao Palácio do Planalto, tem levado pancada de todo lado. E a motivação dos calhordas que o atacam, de forma covarde e rasteira, é a mesma: não admitem que possa assumir o cargo máximo do país uma pessoa disposta a combater a corrupção endêmica entranhada em todos os extratos da República, especialmente na esfera política, mas com longa manus em todos os Poderes.
A cada legislatura do Congresso Nacional, a turma vai aprimorando os mecanismos que impedem a ação da Justiça sobre os corruptos, como foi a criação do CNJ, para por medo nos juízes; o CNMP, para frear o ímpeto investigativo dos procuradores de Justiça; o Orçamento Secreto (emendas do relator) para deputados e senadores roubarem com menos risco de serem apanhados; instrumentalizaram o Supremo Tribunal Federal, com bandidos togados dispostos a tudo para proteger seus corruptos de estimação, como bem sabe fazer o ministro Gilmar Mendes et caterva; instrumentalizaram o STJ, para servir de uma primeira filtragem para barrar ações contrárias aos interesses da corruptela política; acabaram com a Operação Lava Jato, para colocar na rua corruptos confessos e interromper 400 investigações que estavam em curso; declararam o ex-juiz Sérgio Moro suspeito, usando mensagens trocadas pela força tarefa de Curitiba com Moro, que foram fruto de hackeamento (roubo), ou seja, ação criminosa, com o único objetivo de libertar Lula e interromper processos que beneficia seus corruptos de estimação; instrumentalizaram o TCU para que este faça vista grossa em relação aos grandes desvios de dinheiro que estão acontecendo no país. Bilhões e bilhões de reais, indo para os largos bolsos dos corruptos e de seus protetores.
Eu falei em duas postagens sobre os ataques que Sérgio Moro vem sofrendo por parte do ministro Bruno Dantas do TCU e do papel que tem o procurador-geral junto ao TCU Lucas Rocha Furtado, nesse trabalho, em dupla criminosa, em ataques diários a Moro, na tentativa de desestabilizar o trabalho que ele tem feito para se mostrar como pré-candidato.
Demonstramos quem é, de fato, Bruno Dantas (leia aqui) e o papel imposto a ele por José Sarney e Renan Calheiros, para proteção dos interesses corruptos da claque política, além de seu suspeito envolvimento com a JBS, a maior distribuidora de propina em Brasília.
Falamos também sobre quem é o procurador Lucas Furtado e seu envolvimento com partidos, com políticos e com Gilmar Mendes (leia aqui).
Hoje, vamos demonstrar porque o ministro Bruno Dantas demonstra tanta raiva da Operação Lava Jato. Se preparem!
O ex-governador Sérgio Cabral delatou ao Ministério Público Federal e ao juiz Marcelo Bretas (Lava Jato do Rio de Janeiro) três ministros do Tribunal de Contas da União (TCU): Vital do Rêgo, Bruno Dantas e Raimundo Carreiro (aposentou).
Segundo Sérgio Cabral, o ministro Bruno Dantas, o guardião da "ética contratual" recebeu valores mensais de100 mil reais, por um período de mais de um ano, através de um contrato simulado (disso, o pilantra conhece!) entre a Fecomércio e um escritório de advocacia.
No esquema, segundo o ex-governador do Rio, teriam sido usados o escritório do filho do Aroldo Cedraz, membro do Tribunal de Contas da União desde 2007, e de Marcelo Nobre, responsável por operacionalizar a propina. O ex-governador também afirmou em sua delação (não premiada!) que outros 100 mil reais ficavam com o advogado Marcelo Nobre.
Em três anexos, que fazem parte do conteúdo da delação, Cabral conta como teria feito para Orlando conseguir favoráveis decisões judiciais que o mantivessem no cargo e, com isso, teria impedido a continuação das investigações conduzidas pelo TCU.
O ex-governador Sérgio Cabral foi ouvido aproximadamente dez vezes por dois delegados na Superintendência da Polícia Federal do Rio de Janeiro. Os relatos ensejaram a abertura de 19 inquéritos – sendo 12 arquivados pelo ministro Dias Toffoli [que também faz parte do Mecanismo), em agosto de 2020, em sua última semana na presidência do Supremo Tribunal Federal (STF).
O esquema, segundo Sérgio Cabral, teria se repetido em outra frente, através do advogado Marcelo Nobre: contratado pela Fecomércio para servir de fachada para que os ministros do TCU Vital do Rego, Bruno Dantas e Raimundo Carreiro recebessem, supostamente, cerca de R$ 400 mil mensais. O ex-governador entregou aos investigadores registros de jantares realizados em sua casa que, segundo ele, teriam ocorrido com a presença de Vital do Rego e Bruno Dantas.
A fim de checar as afirmações de Cabral, a PF encontrou 7 processos em que os ministros atuaram sempre em prol de Orlando Diniz.
Que moral esta bandidagem tem para atacar Sérgio Moro? Não vamos aceitar isto. Vamos envolver outras pessoas, chamar para a luta e atacar esta vagabundagem que tomou o país de assalto.
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