segunda-feira, 19 de dezembro de 2022

Gilmar Mendes atropela o Congresso para ajudar Lula

 

Quando não punimos nem reprovamos os malfeitores, não estamos simplesmente protegendo sua velhice trivial, estamos, portanto, arrancando os alicerces da justiça de debaixo das novas gerações.

Aleksandr I. Solzhenitsyn

Há uma frase que se encaixa bem na decisão proferida ontem (18/12), em pleno domingo, pelo ministro do Supremo Gilmar Mendes: "cuida que o filho é teu".

Depois de ser a peça-chave no desmonte da Lava Jato e perseguição de seus principais atores, da derrubada da prisão depois da condenação em segunda instância e da declaração do juiz Sérgio Moro como suspeito, com o único propósito de soltar Lula e o tornar novamente elegível, o ministro Gilmar Mendes dá uma decisão monocrática para tornar o Bolsa Família "extra orçamento", apenas com abertura de crédito especial.

Lula está sendo chantageado (ele gosta!) pelo Congresso Nacional, que somente aprovaria a PEC da Transição com o aceite pelo novo governo do Orçamento Secreto e muitos cargos de ministros e cargos em escalões secundários, em ministérios com farto orçamento e que a turma do Centrão pudesse roubar bastante.

Gilmar Mendes, diante do questionamento do senador Randolfe Rodrigues de que o Bolsa Família estaria enquadrado no "mínimo existencial" defendido pela Constituição Brasileira, aproveitou para dar um chega pra lá no Centrão, que apoiou Jair Bolsonaro e demonstrar a força do STF para continuar sua saga criminosa em defesa da marginalidade política. Com certeza, Mendes, em nenhum momento em sua decisão, pensou de fato em pobre, mas apenas em se manter à vista dos holofotes, como o cara.


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