domingo, 18 de dezembro de 2022

"Queria dormir esta noite com o seu perdão": do ministro Dias Toffoli para Lula com amor e carinho

Num estado democrático existem duas classes de políticos: os suspeitos de corrupção e os corruptos.

David Zac

O ministro do Supremo Tribunal Federal Antônio Dias Toffoli, aquele mesmo que tentou quatro vezes entrar para a Magistratura e não conseguiu, por pura incompetência, e que foi indicado ao STF, por Lula, em 2009, acaba de protagonizar mais um momento hilário no âmbito da Justiça: pedir perdão a um condenado pela Justiça.

Motivo? Não ter permitido que Lula comparecesse ao cemitério onde seu irmão Vavá seria enterrado, mas sim, permitiu somente que o caixão fosse levado a uma corporação militar, onde Lula reencontraria com o irmão falecido.

Lula não aceitou a oferta e ficou magoado com o ministro. Mas o que Lula queria era estar livre diante de uma profusão de repórteres para discursar contra a sua prisão e contra a Lava Jato. Dias Toffoli tomou, assim, a melhor decisão que o caso requeria.

Mas diante de Lula, quando no dia 12 último foi diplomado no TSE, Dias Toffoli tentou resgatar a amizade de Lula, em atitude absolutamente desnecessária e vergonhosa:

- O senhor tinha o direito de ir ao velório. Me sinto mal com aquela decisão e queria dormir esta noite com o seu perdão. 

Há algo de muito podre no Supremo Tribunal Federal, outrora palco de memoráveis debates jurídicos e decisões valiosas para a Sociedade, agora convertido em casa de mãe joana e antro de corruptos, que trabalham apenas para proteger e bajular corruptos.

Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Antônio Dias Toffoli, Kassio Nunes e a fila só aumenta. 

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