
O poder é a escola do crime
William Shakespeare (1564-1616) dramaturgo e poeta inglês.
Há décadas - desde o Governo de Juscelino Kubitschek (1956) -, o Brasil vem apoiando a implantação e o desenvolvimento de uma indústria automobilística nacional, com cifras bilionárias em incentivos para instalação e modernização, além de renúncias fiscais - abrir mão de receber parte ou totalidade de tributos -, que nunca são suficientes.
Segundo dados da Receita Federal, somente entre os anos de 2000 e 2021, a indústria automobilística nacional foi beneficiada com R$ 69,1 bilhões - valor atualizado - em incentivos fiscais concedidos pelo Governo Federal com anuência do Congresso Nacional.
No apagar das luzes de 2023, o Governo Federal concedeu R$ 1,5 bilhão (MP 1.205) à indústria automobilística para que esta desenvolvesse carros mais baratos e eficientes, mas não há, de fato, qualquer compromisso das montadoras com isso. O que elas querem e parece que vão conseguir, é desqualificar os carros elétricos importados.
No Relatório apresentado hoje (4/7) pela Comissão da Reforma Tributária, esta incluiu o carro elétrico na mesma categoria tributária dos demais veículos a gasolina e diesel, tributação que está sendo chamada de "tributo do pecado", pois engloba na mesma salada, o cigarro, as bebidas.
Alguém está ganhando muito dinheiro para condenar o uso do carro elétrico no Brasil e, com certeza, não é quem sustenta esta canalha política.
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