Até
o início de 2026, o Supremo Tribunal Federal (STF) condenou um total de 1.399
pessoas pelos chamados atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023.
As
penas totais acumuladas ultrapassam centenas de anos. Para os envolvidos em
crimes graves (tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito, golpe de
Estado, etc.), as penas variam de 3 a 27 anos de prisão.
Mais
de 200 pessoas foram condenadas a penas elevadas, muitas passando de 12 a 14
anos de prisão. Outros envolvidos foram condenados por incitação e associação
criminosa, com penas alternativas (tornozeleira, prestação de serviços, multa).
Além das condenações, 502 pessoas admitiram a prática de crimes menos graves e
fizeram acordos com o Ministério Público Federal (MPF).
Neste momento, 29 pessoas estão presas preventivamente e 112 cumprem prisão definitiva, ou seja, com julgamento já encerrado e em fase de cumprimento da pena. Outras 44 pessoas — investigadas ou acusadas — estão em prisão domiciliar, com ou sem tornozeleira eletrônica. (Dados do STF).
Enquanto
isto, no Planalto Central do Brasil...
Viviane
Barci de Moraes, mulher do rígido ministro Alexandre de Moraes - o algoz do 8
de janeiro - tem um contrato de R$ 131 milhões para defender o Banco Master,
que deu um prejuízo de R$ 71 bilhões aos brasileiros;
O
ministro Alexandre de Moraes e sua “com sorte” viajaram diversas vezes de
Brasília para São Paulo em jatinhos de empresa Prime Aviation ligada a Daniel
Vorcaro, inclusive para se encontrar com o próprio ex-banqueiro em seu luxuoso
apartamento na capital paulista. Segundo Viviane ela pagava pelos voos, que
eram descontados da sua “folha de pagamento” junto ao Banco Master.
Ah,
está explicado! Como o brasileiro é maldoso...
Antes
de ser preso, no dia 17 de novembro de 2025 Daniel Vorcaro teve longos papos
com o ministro Alexandre de Moraes, incluindo a mensagem: “Alguma novidade? Conseguiu ter notícia
ou bloquear?”, perguntou Vorcaro, a respeito da ordem de prisão expedida
naquele dia pela 10ª Vara Federal do Distrito Federal, com previsão de ser
cumprida no dia seguinte, mas que foi antecipada antes dele fugir para Dubai.
O
dia 17 de novembro é “Dia da Criatividade”, mas Alexandre de Moraes não foi nem
um pouquinho criativo, já que esta mensagem foi trocada com Vorcaro às 17h26,
enquanto ele ainda estava nas dependências do STF. Segundo acusação do
presidente da CPI do INSS, senador Carlos Viana, o telefone que recebeu esta
mensagem por WhatsApp pertenceria a alguém do STF, que a Corte mantém
sob sigilo.
Outro
ministro também afeito ao desregramento democrático à La Suprema Corte é José Antônio
Dias Toffoli, que adora viajar nas asas das Linhas Aéreas Vorcaro e de outros
empresários amigos e levar para o “seu resort”, o Tayayá, seguranças pagos pelo
Judiciário para que ele possa curtir tranquilamente suas estadias por lá, sem o
risco de ser importunado por algum cidadão que não concorda com as atitudes
antiéticas de alguns ministros da Suprema Corte.
No
total, Toffoli passou, pelo menos, 170 dias no Tayayá Aqua Resort, entre 2022 e
início de 2026. Mesmo após a formalização da venda de sua participação
societária no empreendimento – coisa que ninguém acredita - ocorrida em abril
de 2025, Toffoli voltou ao resort cerca de sete vezes, passando 58 dias no
local.
Só
com pagamento de diárias de seguranças para proteger o ministro, o Judiciário
teve de desembolsar mais de R$ 560 mil. Dinheiro público para custear eventos
privados de um ministro do Supremo que deveria ser exemplo de honradez e ética.
Ops! Disso, a maioria não quer nem saber.
(...) Além de sua notável e imprescindível
atuação jurídica, na defesa do Direito e da Justiça, o homenageado tem
colaborado para o desenvolvimento e incremento turístico do Município de
Ribeirão Claro, notadamente por meio do apoio decisivo na implantação da
empresa “Tayayá Aquaparque Hotel e Resort”, empreendimento que se destaca no
ramos em toda a região, e, assim, contribui para a geração de empregos e o
desenvolvimento local. (...)
Entre 2016 e 2018, Toffoli se declarou suspeito de julgar ações do banco no STF, mas depois, como ninguém descobriu o real motivo de seu “motivo de foro íntimo”, ele mandou a suspeição para a lata de lixo, assim como fez ao querer se manter à frente da relatoria do Caso Banco Master.
Na
democracia Jurídica do Supremo, além das penas privativas de liberdade
(prisão), dos condenados pelo 8 de janeiro, também foram estabelecidas multas
para sete dos réus. Todos também foram condenados a pagar, de forma solidária,
uma indenização de R$ 30 milhões por danos morais coletivos.
Pergunto:
e quem vai pagar nossos danos coletivos pelo ministro Dias Toffoli ter perdoado
a multa de R$ 10,3 bilhões que os irmãos Batista deveriam pagar pelas dezenas
de crimes cometidos contra a Democracia, com a compra de leis para beneficiar
seus negócios e empréstimos feitos a eles pela Caixa, com pagamento de propina
em contas no exterior para Lula & Cia?
Será
que os R$ 35 milhões investidos pela teia de fundos do Banco Master na construção
do Tayayá Resort foi o pagamento por gesto tão altruísta do ministro Dias Toffoli?
Isto explicaria muita coisa...

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