domingo, 5 de abril de 2026

A SUPREMA ORGIA DEMOCRÁTICA


Até o início de 2026, o Supremo Tribunal Federal (STF) condenou um total de 1.399 pessoas pelos chamados atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023.

As penas totais acumuladas ultrapassam centenas de anos. Para os envolvidos em crimes graves (tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, etc.), as penas variam de 3 a 27 anos de prisão.

Mais de 200 pessoas foram condenadas a penas elevadas, muitas passando de 12 a 14 anos de prisão. Outros envolvidos foram condenados por incitação e associação criminosa, com penas alternativas (tornozeleira, prestação de serviços, multa). Além das condenações, 502 pessoas admitiram a prática de crimes menos graves e fizeram acordos com o Ministério Público Federal (MPF).

Neste momento, 29 pessoas estão presas preventivamente e 112 cumprem prisão definitiva, ou seja, com julgamento já encerrado e em fase de cumprimento da pena. Outras 44 pessoas — investigadas ou acusadas — estão em prisão domiciliar, com ou sem tornozeleira eletrônica. (Dados do STF).

Enquanto isto, no Planalto Central do Brasil...

Viviane Barci de Moraes, mulher do rígido ministro Alexandre de Moraes - o algoz do 8 de janeiro - tem um contrato de R$ 131 milhões para defender o Banco Master, que deu um prejuízo de R$ 71 bilhões aos brasileiros;

O ministro Alexandre de Moraes e sua “com sorte” viajaram diversas vezes de Brasília para São Paulo em jatinhos de empresa Prime Aviation ligada a Daniel Vorcaro, inclusive para se encontrar com o próprio ex-banqueiro em seu luxuoso apartamento na capital paulista. Segundo Viviane ela pagava pelos voos, que eram descontados da sua “folha de pagamento” junto ao Banco Master.

Ah, está explicado! Como o brasileiro é maldoso...

Antes de ser preso, no dia 17 de novembro de 2025 Daniel Vorcaro teve longos papos com o ministro Alexandre de Moraes, incluindo a mensagem: “Alguma novidade? Conseguiu ter notícia ou bloquear?”, perguntou Vorcaro, a respeito da ordem de prisão expedida naquele dia pela 10ª Vara Federal do Distrito Federal, com previsão de ser cumprida no dia seguinte, mas que foi antecipada antes dele fugir para Dubai.

O dia 17 de novembro é “Dia da Criatividade”, mas Alexandre de Moraes não foi nem um pouquinho criativo, já que esta mensagem foi trocada com Vorcaro às 17h26, enquanto ele ainda estava nas dependências do STF. Segundo acusação do presidente da CPI do INSS, senador Carlos Viana, o telefone que recebeu esta mensagem por WhatsApp pertenceria a alguém do STF, que a Corte mantém sob sigilo.

Outro ministro também afeito ao desregramento democrático à La Suprema Corte é José Antônio Dias Toffoli, que adora viajar nas asas das Linhas Aéreas Vorcaro e de outros empresários amigos e levar para o “seu resort”, o Tayayá, seguranças pagos pelo Judiciário para que ele possa curtir tranquilamente suas estadias por lá, sem o risco de ser importunado por algum cidadão que não concorda com as atitudes antiéticas de alguns ministros da Suprema Corte.

No total, Toffoli passou, pelo menos, 170 dias no Tayayá Aqua Resort, entre 2022 e início de 2026. Mesmo após a formalização da venda de sua participação societária no empreendimento – coisa que ninguém acredita - ocorrida em abril de 2025, Toffoli voltou ao resort cerca de sete vezes, passando 58 dias no local.

Só com pagamento de diárias de seguranças para proteger o ministro, o Judiciário teve de desembolsar mais de R$ 560 mil. Dinheiro público para custear eventos privados de um ministro do Supremo que deveria ser exemplo de honradez e ética. Ops! Disso, a maioria não quer nem saber.

Dias Toffoli esteve envolvido secretamente com o Tayayá Resort, pelo menos desde 2016, quando o Bradesco emprestou ao empreendimento R$ 20 milhões. Este texto consta do Projeto de Decreto Legislativo aprovado pela Câmara dos Vereadores de Ribeirão Claro (PR), é foi a Justificativa dos digníssimos edis para conceder ao eminente ministro o título de “Cidadão Honorário de Ribeirão Claro”

 (...) Além de sua notável e imprescindível atuação jurídica, na defesa do Direito e da Justiça, o homenageado tem colaborado para o desenvolvimento e incremento turístico do Município de Ribeirão Claro, notadamente por meio do apoio decisivo na implantação da empresa “Tayayá Aquaparque Hotel e Resort”, empreendimento que se destaca no ramos em toda a região, e, assim, contribui para a geração de empregos e o desenvolvimento local. (...)

 Entre 2016 e 2018, Toffoli se declarou suspeito de julgar ações do banco no STF, mas depois, como ninguém descobriu o real motivo de seu “motivo de foro íntimo”, ele mandou a suspeição para a lata de lixo, assim como fez ao querer se manter à frente da relatoria do Caso Banco Master.

Na democracia Jurídica do Supremo, além das penas privativas de liberdade (prisão), dos condenados pelo 8 de janeiro, também foram estabelecidas multas para sete dos réus. Todos também foram condenados a pagar, de forma solidária, uma indenização de R$ 30 milhões por danos morais coletivos.

Pergunto: e quem vai pagar nossos danos coletivos pelo ministro Dias Toffoli ter perdoado a multa de R$ 10,3 bilhões que os irmãos Batista deveriam pagar pelas dezenas de crimes cometidos contra a Democracia, com a compra de leis para beneficiar seus negócios e empréstimos feitos a eles pela Caixa, com pagamento de propina em contas no exterior para Lula & Cia?

Será que os R$ 35 milhões investidos pela teia de fundos do Banco Master na construção do Tayayá Resort foi o pagamento por gesto tão altruísta do ministro Dias Toffoli? Isto explicaria muita coisa...


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