Na boca do mentiroso, até a verdade é suspeita.
Jacinto Benavente y Martinez
Seria muita inocência acreditar que o ministro Gilmar Mendes coloca na rua os grandes canalhas da República para fazer Justiça, com o tal Garantismo. O objetivo é apenas patrimonialista; ele ajuda empresas e empresários a se safarem dos rigores da lei e, em contrapartida, recebe doações ocultas para o seu Instituto de Direito Privado (IDP), que ele é sócio juntamente com seu filho Francisco Mendes, que também
é o administrador da entidade.Por exemplo, a construção do IDP e a compra das participações de seus dois sócios originais foi bancada pelo Bradesco, com parcelinhas camaradas e a perder de vista e que, com tantas negociações quanto as pedidas pelo ministro para reduzir os encargos e o montante a pagar em prazos a perder de vista. Em 18 de agosto de 2017, Francisco Schertel Mendes (32 anos) comprou as ações do sócio remanescente, o ex-procurador Paulo Gustavo Gonet Branco, pela bagatela de R$ 12 milhões, ocasião em que o Bradesco liberou ao IDP um empréstimo de R$ 26 milhões, a juro bastante camarada, pois, segundo o Banco Central teria sido melhor do que 99,92% dos empréstimos do banco.
Este foi um dos empréstimos do Bradesco para o IDP de Gilmar Mendes. No total, a entidade recebeu de empréstimo do banco quase R$ 40 milhões.
Esta transação, assim como outros fatos ainda mais "cabeludos" estão descritos com detalhes no livro "Operação Lava Toga: deu a louca em Zeus", que não fala apenas dos malfeitos de Gilmar Mendes, mas também de outros ministros daquela corte suprema envolvidos em mil e uma maracutaias. Acesse o link "https://clubedeautores.com.br/livro/operacao-lava-toga" e faça a sua compra.
Mas, voltando ao tema principal de nossa interação de hoje, de acordo com o Regimento Interno do STF artigo 38 ii, caso o ministro Kássio Nunes Filho, que pediu vistas no processo, empatado por 2 a 2, vote pela suspeição de Sérgio Moro, o relator da operação Lava Jato no Supremo deixa de ser do ministro Edson Fachin para ir para as mãos do ministro Gilmar Mendes, conforme define o item do RI "pelo Ministro designado para lavrar o acórdão, quando vencido no julgamento", no caso o vencido seria Fachin e quem lavraria o acórdão e assumiria os processos da Lava Jato seria Gilmar Mendes.
Considere que Moro condenou executivos da Odebrecht, da OAS, Camargo Correa, Andrade Gutierrez, Queiróz Galvão, UTC, e muitas outras. São muitos bilhões de mutas envolvidos, que, caso tenham seus processos anulados, receberão de volta e deixarão de pagar bilhões e bilhões de reais. Veja que o poder do ministro é multiplicado zil vezes.
É isto que está em jogo. Moro é vítima de crápulas como Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski e os interesses vão além de uma canetada de justiça; é dim-dim no bolso para nunca mais precisar se preocupar com isso.

Gilmar Mendes é um ser desprezível, merece todo nosso repúdio, um verdadeiro crápula!
ResponderExcluirSusana, você sabe que o Gilmar Mendes teve como primeiro cargo federal o de Procurador da República? Ele quis ser o procurador-geral, mas não conseguiu e passou a odiar todos os procuradores, a quem ele nem conhece. Ele não é somente um crápula; ele é PSOCIPATA.
ExcluirTerei que analisar mais profundamente este artigo, inclusive com mais font s. Contudo, penso que o Sr. Moro não seja a vítima. Nós é que somos.
ResponderExcluirComo será com essa palhaçada que resolveram praticar agora? Quer dizer que a lava jato errou? E os bilhões que retornaram aos cofres públicos? Serão devolvidos aos corruptos?
ResponderExcluirComo será com essa palhaçada que resolveram praticar agora? Quer dizer que a lava jato errou? E os bilhões que retornaram aos cofres públicos? Serão devolvidos aos corruptos?
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