O encontro entre o ex-juiz Sérgio Moro e o apresentador da TV Globo, Luciano Hück, reverbera nas redes sociais intensamente e os políticos começam a se manifestar, a maioria, aproveitando para tentar tirar uma lasquinha na ótima imagem que Moro cultiva junto à população brasileira, que não tolera mais tanta corrupção.
O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia ou mais conhecido como "Nhonho", disse, em reunião com Luciano Hück que não apoiaria Sérgio Moro porque ele é radical-direitista. Hück almoçou com Rodrigo Maia hoje no Rio de Janeiro. A um interlocutor, o apresentador disse: “Minha turma é essa aqui”, informa Lauro Jardim, de O Globo.
Isto soou como se ele dissesse que Sérgio Moro iria ser radicalmente contra os corruptos do Centrão e com a maioria dos políticos que andam encrencados com a Justiça. Mas Maia disse que hoje seu partido, o Democratas, pende mais para o Hück do que para o João Dória, eventual candidato do PSDB à Presidência da República.
O presidente nacional do PSB, o socialista Carlos Siqueira, para surpresa de ninguém, disse achar que Luciano Hück “jogou um pá de cal” em sua pretensão de ser presidente do Brasil somente pelo fato de ter se reunido com Moro.
“Se o Huck pensava em fazer uma chapa de centro, com certos apoios, eu acho que ele joga uma pá de cal em cima de suas pretensões ao sentar-se com o Moro. É um direito dele fazer as opções que quiser, mas foi um erro crasso”, afirmou Siqueira a O Antagonista.
Já o presidente nacional do partido Cidadania, Roberto Freire, disse a O Antagonista que as últimas horas deixaram claro que o processo de formação de uma “frente ampla” para 2022 envolverá “um debate intenso, radicalizado e intolerante”.
Ao comentar o fato de que Huck teria dito que sua turma é com Rodrigo Maia, Freire respondeu afirmando que o grupo está aberto a “quem quiser se juntar contra o obscurantismo e o negacionismo”.
Para Freire, o encontro entre Huck e Moro teve “um impacto muito grande”, porque “mexeu com todas as bolhas”.
“O processo está começando e isso vai aumentando daqui para frente. Tudo tem, claro, um objetivo: 2022. O que vai acontecer? Ainda não se sabe, são os primeiros passos, mas são passos importantes. A História não se repete, mas ensina. Nunca se derrotou o obscurantismo com exclusão, com intolerância. É preciso formar uma aliança para combater esse adversário, esse inimigo.”
Freire acrescentou, comparando a situação do Brasil com a dos Estados Unidos, que elegeram Joe Biden:
“Biden não derrubou Trump dizendo ‘esse não vai’ ou ‘aquele não vai’. Pelo contrário. Eu não quero continuar sendo oposição a Bolsonaro, eu quero derrotá-lo. Quem tiver esse objetivo tem que ser aceito.”
Este tem de ser o nosso objetivo para 2022. Deixe o radicalismo de lado e se una na luta por um Brasil melhor para todos e não somente para os corruptos amigos de Bolsonaro.

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