
Benjamin Franklin (1706-1790) foi diplomata, escritor, jornalista, filósofo e cientista norte-americano.
Ah, vamos começar então pela piada, porque depois a coisa não será de muita graça.
O professor de Direito pergunta ao aluno: "Você poderia nos indicar a diferença entre um juiz de instâncias inferiores e um ministro do Supremo Tribunal Federal?"
O aluno querendo ganhar logo um 10 desfila todo seu conhecimento sobre instâncias, processos, método de entrada, etc., num blá blá blá que durou uns bons e chatos minutos.
O professou elogiou o pupilo, mas brincou com a situação: "Bastava você dizer que os juízes de instâncias inferiores pensam que são deuses e os ministros do STF têm certeza disso!
Fecham-se as cortinas...
Não tenho intenção, com este artigo, de defender o ex-presidente Jair Bolsonaro nem qualquer de seus companheiros, indiciados pela PF, em colossal Relatório de 878 páginas, por atentarem contra o Estado de Direito Democrático e outros muitos crimes.
Mas, de que raio de Estado de Direito Democrático a Polícia Federal está falando, mesmo?
Ora bolas, para livrar Lula e seus comparsas, incluindo abastados corruptores, das garras da Justiça, ministros do Supremo Tribunal Federal agiram em uníssona associação de pensamentos para aceitar como prova infalível uma prova ilícita e não periciada e conseguida através de um hacker, que continua solto e quase idolatrado pelo PT como herói nacional.
Afinal, ele foi responsável por conseguir unir alho com bugalho dentro da Corte Suprema e destruir a Operação Lava Jato e beneficiar uma penca de corruptos e corruptores, a maioria com algum tipo de ligação com Lula e o Partido dos Trabalhadores.
Meu capetinha sussurra, até babando, nos meus ouvidos: "Fala que eles fizeram isto de olho nos milhões de dólares que a JBS depositava no exterior na conta Lula".
"Não, tá doido? Não te atenderei, porque não tenho provas disso. Mas, para seu consolo, digo que há mais mistérios entre os céus e a terra do que a nossa vã e esquizofrênica filosofia.
Só para sacanear com o finado Shakespeare.
Quanto ao nosso estado, pensando bem, ele em nada parece com Estado de Direito e, muito menos Democrático.
Veja bem:
- As leis brasileiras sempre foram feitas e continuam sendo feitas, sob medida, por comparsas de organizações criminosas transvestidas de partidos políticos;
- Juiz vende sentenças, dorme com o réu ou dá razão absoluta aos argumentos apresentados pela mulher advogada, pelo filho advogado ou pelo amigo de confiança, talvez depois de um período de construção a quatro ou mais mãos, durante o churrasquinho do final de semana;
- Em torno de farta mesa no Palácio da Alvorada reúnem para discutir - sabe lá o que! - o chefe do Poder Executivo, o chefe da Polícia Federal, o chefe da Procuradoria Geral da República e ministros do STF.
Ora bolas, não foi justamente por semelhante arranjo que a Operação Lava Jato foi destruída?
Ou os deuses do Olimpo Supremo podem combinar ações de investigação e processuais com o procurador geral e com a Polícia Federal, tendo um corrupto como testemunha, sem que isto configure suspeição?
- Que raio de Democracia é esta quando toda eleição gera suspeita de indevida manipulação dos resultados contabilizados no TSE?
- Que raio de Estado de Direito é este que permite a um ministro do STF usar de sua condição de despachante "monocrático" para liberar de pagamento bilionário de multa de corruptores de alta estirpe?
- Que raio de Democracia é esta que dá a um único ministro do STF o direito de ditar o que você pode ou não usar como rede social ou falar abertamente sobre o que nos faz sofrer?
Não, meu amigo, há muito estamos em uma Ditadura e, conforme disse Rui Barbosa "A pior ditadura é a do Judiciário; contra ela não há a quem recorrer".
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