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| Político não vira corrupto; corrupto vira político e somente sobrevive com o nosso voto e nossa indiferença ou nosso a esta canalha. |
O feriado de 7 de setembro, tradicionalmente um dia de celebração da Independência do Brasil, ganhou, nos últimos anos, um novo significado. Deixou de ser apenas um desfile cívico-militar para se tornar palco de intensas manifestações políticas, refletindo a polarização que se acentuou na sociedade brasileira.
A Esquerda nas Ruas
Para a esquerda, o 7 de setembro de 2025 provavelmente se configurará como um dia de reafirmação de valores democráticos e de celebração popular, mas o objetivo é simplesmente politiqueiro, com olhos em 2026.
É um momento para o movimento social, sindical e estudantil ocupar as ruas, não em mera comemoração à data, mas para tentar ressignificá-la. O objetivo explícito é destacar a independência não apenas como um ato histórico, mas como uma luta contínua por soberania nacional, justiça social e igualdade. O motivo implícito todos nós já sabemos: mostrar que o Governo Lula, que agora, despudoramente, fala que o Brasil precisa de ter arma nuclear para se defender, é a solução para as próximas eleições.
É provável que vejamos bandeiras vermelhas, camisas verdes e amarelas - que sempre renegaram -, cartazes com palavras de ordem contra o fascismo e o autoritarismo, e a presença de figuras históricas do famigerado PT, símbolo de corrupção.
A tônica deve ser a defesa do estado democrático de direito (o que é isso cumpanheiro?), o combate à desigualdade e a valorização da cultura e da identidade nacional.
Ordem, Pátria e Família
Do outro lado do espectro político, a direita enxerga o 7 de setembro como uma oportunidade para reafirmar seus valores e demonstrar força. As manifestações tendem a ser marcadas por um forte patriotismo, simbolizado pelas cores da bandeira, o verde e o amarelo.
A pauta é geralmente centrada na defesa da família tradicional, da propriedade privada, da liberdade econômica e de uma visão de ordem e progresso, muitas vezes com um forte apelo à figuras militares e aos símbolos nacionais.
Além, é claro, na defesa de uma Anistia Geral e Irrestrita, com o fim de colocar na rua o ex-presidente Bolsonaro, que passou a vida toda buscando motivos para o que hoje acontece com ele.
As convocações de grupos de direita para o feriado de 2025 focaram na defesa de pautas como o liberalismo econômico, a crítica ao que chamam de "ideologias de gênero" e a oposição a políticas de esquerda. A presença de bandeiras do Brasil, camisetas da seleção e a entoação do hino nacional em tom de celebração ou protesto são elementos constantes nesses eventos. A direita busca, em seu 7 de setembro, resgatar uma visão de Brasil que considera ter se perdido, e o feriado de Independência é a data perfeita para tal.
Diálogo ou Confronto?
A coexistência de manifestações de espectros políticos tão distintos no mesmo dia levanta uma questão crucial: haverá diálogo ou confronto? O cenário mais provável é de ocupações de espaços diferentes nas grandes cidades para evitar atritos, mas a tensão estará no ar. A polarização política, que se reflete na sociedade, tende a ser amplificada nas ruas.
O 7 de setembro de 2025 será, portanto, mais um capítulo na história recente do Brasil. Um dia para observar a forma como a sociedade se organiza, como as diferentes visões de país se manifestam e como a democracia brasileira lida com a sua própria diversidade e tensão. Independentemente do lado que se esteja, é inegável que o 7 de setembro se tornou um espelho do Brasil de hoje, refletindo as suas complexidades, contradições e a sua luta contínua para encontrar um caminho comum.

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