quarta-feira, 2 de setembro de 2020

O Satélite da discórdia: a estratégia do Governo Bolsonaro para apoiar a destruição da Amazônia

 Quantos psicólogos são necessários parar mudar uma lâmpada queimada? Nenhum. Ela precisa querer mudar.

Desconhecido

Que o presidente Jair Bolsonaro só escuta o que lhe agrada, isto todo mundo sabe. Mas, na condição de governante de uma nação tão extensa em área territorial e diversificação cultural, seria razoável que ele, vez ou outra, quisesse saber o que se passa além de seu fechado grupo de bajuladores bolsonaristas e olavistas. Aqui, não vale citar o Centrão, porque essa turma não bajula para fazer parte do esquema; o Centrão age com extorsão, é jogo criminoso pesado e a eles, o presidente não dá ouvidos; ele obedece! 

Infelizmente, o nível de ignorância do senhor presidente é tamanho que ele vem causando sérios prejuízos ao país em diversas áreas e ainda acha que está certo ao demitir ministros sérios e comprometidos com suas pastas, ao abraçar os mais corruptos parlamentares e dá-lhes cargos onde eles possam roubar mais, ao insistir em sabotar as ações de prevenção do novo coronavírus, ao se negar a deixar o palanque e acreditar que já é presidente da República, ao insistir em atacar de todos os meios possíveis o combate à corrupção, embora tenha prometido o contrário, e tantas outras maluquices que é até difícil se aceitar como real.

Um exemplo cruel é o que Bolsonaro está fazendo com a área ambiental, que insiste em um retrocesso sem igual comparação no mundo: incentiva o garimpo irregular na Amazônia, proíbe os fiscais do Ibama usar suas prerrogativas funcionais para expulsar os garimpeiros e destruir os equipamentos que destroem a florestas e o meio ambiente, insiste em não dar a devida proteção e assistência aos índios pela pura cobiça que tem das riquezas mantidas no subsolo das reservas indígenas, coisa que ele sempre fez questão de dizer em público, em alto e bom tom, com registro oficial.
"A cavalaria brasileira foi muito incompetente. Competente, sim, foi a cavalaria norte-americana, que dizimou seus índios no passado e hoje em dia não tem esse problema em seu país"
Jair Bolsonaro em 15 de abril de 1998, em pronunciamento realizado por ele quando ainda era deputado federal pelo PPB (atual PP). O conteúdo foi republicado no Diário Oficial da Câmara no dia seguinte.    

Em agosto de 2019, Bolsonaro demitiu o diretor-geral do INPE, Dr. Ricardo Galvão, por conta de um relatório do órgão indicar que havia aumentado o desmatamento na Amazônia, o que o presidente não queria que fosse divulgado, em proteção a delinquentes empresários que destroem a floresta para alargar suas propriedades pastoris e agrícolas, o que o atual governo vê como sendo algo normal.

Bolsonaro mudou a direção do INPE, mas não conseguiu censurar os relatórios sobre desmatamento, que só aumentam junto com as queimadas. Para combater isto, da mesma forma como criou um Sistema de Inteligência extraoficial, Bolsonaro agora vai gastar R$ 145 milhões para comprar microssatélites para fazer o seu próprio monitoramento da Amazônia, através do Ministério da Defesa, que ficará responsável pelo operação de tais sistemas, embora hoje o INPE detenha com brilhantismo a tecnologia de monitoramento da Amazônia, mas se recusa a fornecer informações na medida bolsonarista.

E esta é somente o primeiro passo...

É inacreditável o que está sendo feito por este governo formado por bajuladores, corruptos, negacionistas e criminosos de todas as estirpes. Sabe de onde está saindo o dinheiro para comprar os satélites? Do fundo formado de recursos obtidos da Lava Jato, ou seja, além de ajudar de todas as formas possíveis a destruição da Operação Lava Jato, Jair Messias Bolsonaro está usando dinheiro recebido de multas e delações premiadas, para montar um esquema criminoso que envolverá a própria destruição do INPE.

Como ele não conseguiu tirar a autonomia que o Instituto tem de monitorar e divulgar os dados sobre desmatamento na Amazônia, o corrupto Bolsonaro vai destruir a instituição, divulgando dados falsos e cortando todas as verbas para o desenvolvimento de novos projetos espaciais.

Enquanto isto, o ministro-astronauta-plantador de feijão se mantém calado, apenas segurando a boquinha e o Poder de destruir o que deveria construir, a Ciência e a Tecnologia. 



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