terça-feira, 1 de setembro de 2020

Sanatório Geral de Brasília

Nos indivíduos, a loucura é algo raro, mas nos grupos, nos partidos, nos povos, nas épocas, a loucura é regra.

Friedrich Nietzsche

No último dia 28 de agosto, o ministro interino da Saúde, o onipresente general Pazuello - que até dez dias antes também era titular da 12ª Região Militar - nomeou o veterinário Laurício Monteiro Cruz, especialista em saúde animal, para coordenar o Programa Nacional de Imunização  do Ministério da Saúde, e ficará responsável pelas novas fases do combate à Pandemia do novo coronavírus, com a aprovação da vacina a ser utilizada no Brasil.
“Eu fui secretário, coordenador-geral e técnico por anos. Nunca ouvi falar e nunca presenciei essa pessoa em nenhuma atividade do Programa Nacional de Imunização. Nunca. Desconheço completamente” (Wanderson Oliveira - ex-secretário de Vigilância em Saúde do MS)
Será mais uma cruz que fincam no Planalto esperando algum milagre, já que de saúde que é bom, o governo não quer nem saber. E a coisa pelas bandas do Pazuello está tão ruim que o próprio Ministério da Saúde recomenda que "se você não se sentir bem, siga as orientações da autoridade de saúde local". É só fazer qualquer pesquisa no Google sobre saúde que vem esta recomendação antes.
As contradições e contraindicações deste desgoverno fuderal são tamanhas que o general Pazuello teve de se aposentar do cargo efetivo de comandante da 12ª Região Militar (Manaus) para conseguir permanecer como interino à frente do Ministério da Saúde; isto, quando sentiu que a temperatura da frigideira estava já quase queimando seu traseiro. Mas, antes mesmo de deixar a boquinha em Manaus, ele, que não é nada bobo, para não perder a pose e a continência, emplacou 25 militares na pasta da Saúde. É um reforço e tanto, considerando que apenas um cabo e um soldado, na visão do filho "03" do presidente, seriam capazes de fechar o Olimpo Supremo, que, aliás, também tem corrupto a rodo.

Mas o problema em Brasília não é só de saúde viral; tem também muito ministro doente mental. Afinal, o que seria do Manicômio Geral de não tivesse os maluquinhos, não é mesmo? Por exemplo, o laranjeiro e piromaníaco Ricardo de Aquino Salles, formado em Direito e especialista em Administração de Empresas (agropecuárias, mineradoras e madeireiras), colocado no meio da galera para botar fogo na Amazônia, no Cerrado e no Pantanal. Aliás, o Pantanal que está em chamas para delírio do Malles, que não diz uma única palavra sobre o fato.

No último dia 28 foi pedido aos ministros que contribuíssem para o Plano de reeleição do Bolsonaro, cortando verbas de seus Ministérios para sobrar dinheiro para obras eleitoreiras. Mais que depressa, o ministro laranjal mandou cortar todas as verbas para combate a incêndios na Amazônia e fiscalização contra queimadas irregulares e garimpos. E muito alegre anunciou milhares de demissões a partir de ontem (31).

Logo, a tresloucada pirotecnia de Malles caiu na boca do povo, que pressionou por todos os meios, fazendo com que, no mesmo dia, ele tivesse que voltar atrás, contrariando o seu chefe que está doidinho para passar a Amazônia no cobre e entregar para exploração do Trump.

Até o vice-presidente, general Hamilton Mourão, entrou na briga e desautorizou o ministro dizendo que a verba não seria cortada, arranjando briga com o presidente que acha uma sacanagem não deixar os sofridos garimpeiros matar os índios e destruir a floresta para tirar o ouro que irá alimentar suas famílias e famílias de outros (políticos, doleiros, políticos, atravessadores, políticos, políticos...).

A coisa ficou feia para as bandas do MMA. Não é a famosa Mixed Martial Art, mas quase chegou a isto, se não fosse a interferência do maluquinho Carluxo (o filho 02 do presidente), que interveio em favor do Malles, já quase na contagem final. Salvo pelo gongo!  

Mas, o Manicômio Geral tem de tudo, a começar pelo Louco Master, que de loucura não tem nada; é só ver a quantidade de patrimônio que ele e a família constituiu nestes 30 anos de política. Já, os ministros, somente sobrevivem, se imitam o chefe em suas gaiatices, fingindo-se de loucos. Se quiser dar uma de sadio, vai estar fora do jogo.


Para descontrair: 0 hospício tava lotadaço, os médicos queriam se desfazer de alguns doidos. Então colocaram todos os malucos para pular em um trampolim em uma piscina. Só que estava totalmente vazia. Foi o primeiro, pulou e se esborrachou no chão, o segundo, o terceiro, e todos caiam direto no fundo da piscina. Aí o nosso conhecido amigo doido chegou, subiu no trampolim, olhou para baixo e voltou. O médico pensou Oba, esse aí eu posso liberar, ele não pulou. - Por que você não pulou? -Não conta pra ninguém não, mas é porque não sei nadar. (Crédito: piadasnet.com)

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