sexta-feira, 18 de setembro de 2020

O advogado Sérgio Moro incomoda muita gente!

O juiz não é nomeado para fazer favores com a justiça, mas para julgar segundo as leis.

Platão

O governo Bolsonaro não se aliou ao Centrão, antes da eleições de 2018, apenas por ter a leitura de que milhões de pessoas poderiam migrar o voto para ele, caso sustentasse como promessa de campanha o combate à corrupção, o que esses eleitores viam como a redenção do Brasil, tão espoliado pelos políticos corruptos e empresários inescrupulosos.

E o símbolo do combate à corrupção era o juiz Sérgio Moro, a quem Bolsonaro procurou capturar, a partir das inúmeras campanhas feitas por grupos bolsonaristas pedindo que o Ministro da Justiça fosse Sérgio Moro. Bolsonaro apenas se apropriou desta vontade popular para puxar para si o apoio de mais pessoas, que torcem para o Brasil sair deste eterno círculo vicioso de bandidagem política.

Bom, deu no que deu. Bolsonaro usou o prestígio de Sérgio Moro até quanto pode, ou seja, até que a PF batesse às portas de seu filho mais velho e, pelo que parece, atua como um tesoureiro da Famiglia Bozonaro,como numa verdadeira quadrilha familiar. Sérgio Moro, não concordando com isto, pediu para sair do governo, para não se submeter à corruptela palaciana.

Depois de deixar para trás 22 anos de magistratura, fora do governo, ele precisava continuar sua vida em outro trabalho. A primeira opção a ele dada pelo Conselho de Ética da Presidência da República, foi a Docência, durante o período de Quarentena, antes de assumir outro cargo. Mas, Moro é bacharel em Direito e, portanto, poderia também, depois de cumprir a quarentena, exercer a Advocacia e, para tanto, entrou com pedido de inscrição na OAB do Paraná.

A banca ligada a grandes corruptos logo estrilou, pedindo que a OAB do Paraná negasse a inscrição de Moro, o que é ilegal, mas que daria notícia negativa a Moro. A OAB, entretanto, não atendeu à ala dos criminosos advogados e concedeu a Sérgio Moro a inscrição mais que merecida no quadro de advogados da entidade.

Por exemplo, o advogado Ticiano Figueiredo, conselheiro federal da Ordem ligado ao advogado brasiliense Kakay, em grupo de Whatsapp, chamou a seccional da OAB no Paraná de “covarde” e que a entrega da licença ao ex-ministro da Justiça “envergonha a advocacia”.

Em nota, a OAB paranaense lamentou “a forma precipitada e o tom agressivo” da crítica de Ticiano. 

V. S. tem todo o direito de discordar das decisões da OAB/PR, mas, certamente, não deveria usar adjetivos pejorativos contra a OAB-PR e a advocacia paranaense, assim como contra os nossos conselheiros federais que tem história ilibada e ficha extensa de serviços prestados.

A advocacia e a OAB do Paraná são reconhecidas pelo respeito à legalidade, assim como pela defesa intransigente das prerrogativas, da valorização da advocacia, dos valores democráticos e, como sempre, por garantir a presunção de inocência e o devido processo legal.

Temos a convicção de que as palavras utilizadas merecerão sua reflexão para que, se achar prudente o fazer, possamos receber a sua retratação, que será muito bem recebida.

Neste sentido, concluímos afirmando que nos sentimos sim ofendidos pela sua postagem e repelimos veementemente os adjetivos utilizados. (Fonte: O Antagonista)

O texto é assinado pelos advogados Airton Martins Molina, Arthur Humberto Piancastelli, Flavio Pansieri, Graciela Iurk Marins, José Augusto Aaraujo de Noronha e Juliano José Breda.

5 comentários:

  1. A OAB tem se mostrado curriolas, só o dinheiro de bandido a seu favor, denegrindo a imagem da justiça brasileira.

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  3. Infelizmente a esquerda está infiltrada na OAB capitaneada pelo tal Kaykay que só presta desserviço à legalidade.
    Muito justa a concessão do direito do Sr.Sergio Moro exercer a profissão de advogado. Não é nenhum favor. É mérito!!

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    1. Temos um STF aparelhado por ministros corruptos, como Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski, justamente para proteger a bandidagem de colarinho branco, que sustenta o luxo de muitos advogados brasileiros, que deixaram há muito de atuar como "auxiliares da Justiça" para integrarem organizações criminosas, tendo por proteção as tais "prerrogativas da Advocacia", entre elas o sigilo entre advogado e cliente. Da mesma forma como você não elege um político para ele roubar, a "carteirinha" da OAB não deveria servir como passaporte para o crime.

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  4. FHC armou o início da Lava Jato, para derrubar o PT, uma vez que Lula, após o segundo mandato, rompeu o pacto que haviam feito antes, para se alternarem no poder.
    Era a vez do PSDB assumir a presidência mas, Lula gostou do poder e resolveu não entregá-lo, lançando a candidatura de Dilma para manter quente, a cadeira que ele pretendia voltar a ocupar.

    FHC municiou Moro de informações que derrubariam o PT, como era a intenção. Por isso Moro não mexia com o PSDB.
    No entanto, surgiu a surpresa do Bolsonaro, estragando os planos do PSDB. A saída foi colocar no governo, o único "sócio do clube", que dispunha de credibilidade, inclusive porque a sua adesão não era de conhecimento público.

    Mas, o serviço de inteligência da presidência descobriu as ligações de Moro com os adversários políticos do presidente.
    O apático ministro que não defendia as mesmas bandeiras conservadoras do presidente e não defendia a população contra os abusos de poder de prefeitos e governadores, ia ser demitido mas, o presidente, ainda em consideração, deu a ele o direito de pedir demissão.

    Com a decisão do presidente em demiti-lo, o orgulho daquele que já havia sido homenageado por grandes universidades, pela realeza e por chefes de estado, não aguentou, ele convocou uma coletiva de imprensa e num showzinho midiático, pediu demissão em frente às câmeras saindo com um ódio que o cegou e o levou a fazer acusações que não conseguiu provar.
    Uma vez fora do ministério foi que pudemos conhecer quem era de verdade, o homem a quem a nação havia alçado à condição de herói nacional da direita. Só que a população não gostou do que viu. O ex-juiz e ex-ministro não correspondeu à imagem de herói conservador de direita. Uma vez livre dos compromissos de juiz e ministro, o globalista, desarmamentista e abortista Moro, pode mostrar que tem simpatias e ligações é com os adversários políticos do presidente Bolsonaro.

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