Nem o presidente nem os ministros são acrobatas de circo para fazer piruetas, receber aplausos e desaparecer nos bastidores.
Fernando Henrique Cardoso
- Senhoras e senhores passageiros; quem vos fala é o comandante Chaves. Sejam bem-vindos ao voo 234 da Azul Linhas Aéreas. Tenho o prazer de comunicar a todos que está a bordo deste avião o excelentíssimo senhor presidente da República Jair Messias Bolsonaro.
- Fora Bolsonaro. Fora, fora, fora. Genocida do c@&%$#@. Fora, fora, fora... Genocida, genocida, genocida. (gestos obscenos leves).
(Risos amarelos)
- (Depois do susto) "Vocês estão bem hoje, hein? Quem fala 'fora, Bolsonaro' devia estar viajando de jegue, não de avião. É o ou não é? Para ser solidário ao candidato deles.
Para quem queria aplausos, as vaias espontâneas a Bolsonaro assinalaram, mais uma vez, que os não-idiotizados são maioria e que já perderam a paciência com as loucuras do presidente da República e que não o respeitam mais.
Mesmo, porque, Bolsonaro parece não ter aprendido nada no exercício da Presidência, agindo de forma autoritária e preconceituosa.
Primeiro, ele não deveria ter tido franqueada a ida a um avião que aguardava liberação para o voo, com todos os passageiros em seus lugares. Isto somente aconteceu porque ele não respeita as normas vigentes e quer sempre se mostrar superior e que pode tudo.
Segundo, conseguiu atingir, em sua breve fala aos comissários do voo, demonstrar seu eterno preconceito com o povo nordestino.
Parabéns para as mulheres, que foram maioria no protesto contra o marginal presidente da República, vergonha do Exército Brasileiro, se o EB tivesse ainda homens de valor em seu alto escalão, o que foi trocado por polpudos salários para serem serviçais da Presidência.

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