A corrupção dos governantes quase sempre começa com a corrupção dos seus princípios.
Barão de Montesquieu
Entenda esta polêmica desde o seu abortamento... Não deixe de ler integralmente o texto, pois somente poderá atuar politicamente com efetividade - assim, como em outras áreas da vida - se estiver municiado de informações relevantes.
Vamos em frente?
Na última segunda-feira (7/6/21) o presidente Jair Bolsonaro, como sempre faz ao sair e chegar ao Palácio da Alvorada, parou no "cercadinho" destinado aos seus idiotizados mais fanáticos que vão lá para bajular o chefe da Nação; o mito, como costumam reverenciá-lo. Coisa de retardado mental! E, talvez por não ter resultado a apresentar ou apenas para realimentar a idiotice coletiva de seus apoiadores, disse que um relatório do TCU que ainda não havia sido divulgado mostraria que metade das mortes por Covid-19 registradas no ano passado, na verdade, tiveram outras causas, levantando dúvidas sobre o alcance mortífero da doença, que já matou quase 500 mil brasileiros.
Os ministros do TCU, pegos de surpresa com esta fala atravessada do presidente da República tiveram de investigar internamente para saber do que se tratava, já que o Tribunal de Contas da União nunca produziu tal relatório. E a história é pra lá de bizarra e demonstra bem o malcaratismo de Jair Bolsonaro, que vem instrumentalizando as instituições para criar um poder paralelo dentro do Estado Brasileiro, coisa que ele sempre criticou estivesse sendo feito pelo PT.
Ainda na manhã da segunda-feira, o TCU tratou de informar que nunca havia sido produzido relatório oficial do Tribunal de Contas com relação a este tema e que estava avaliando o ocorrido.
Conheça os fatos:
O auditor do Tribunal de Contas da União (TCU) Alexandre Figueiredo Costa Silva Marques, filho de pai militar e amigo do presidente Jair Bolsonaro, também mantém laços de amizade com os filhos mafiosos do presidente da República. E foi, com base nisso, que ele foi convidado em 2019 para ser diretor do BNDES, cargo no qual ele não foi empossado por proibição do TCU, já que isto configurava conflito de interesse.
Marques, que é lotado na Secretaria do TCU, pediu em 2020 para trabalhar no grupo que acompanhava os dispêndios por Estados e Municípios de verbas repassadas pelo governo federal para enfrentamento da pandemia da covid-19, onde ele assumiu a coordenação do grupo.
A partir dali, o auditor começou a elaborar o “estudo paralelo”. Quando apresentou os resultados de sua tese aos colegas de trabalho, foi veemente repreendido, pois ficou claro que ele queria desqualificar os governadores e favorecer o discurso de Bolsonaro. Nenhum outro auditor do TCU endossou o “estudo” por considerá-lo uma farsa.
Assustados com a insistência de Alexandre, os colegas de trabalho comunicaram os ministros da Corte de Contas o que estava acontecendo. Mas o auditor entregou a sua tese aos filhos de Bolsonaro, que a tornou pública. Não satisfeito com isto, Marques entregou cópia de tal "relatório paralelo" - feito sem o timbre do TCU e sem assinatura -, ao pai militar, que o repassou a Jair Bolsonaro, que usou tal documento apócrifo para tentar desqualificar a pandemia e todos os males que dele temos sofrido e, pelo jeito, ainda vamos continuar sofrendo por longo prazo, face à insistência do presidente da República em negar a pandemia.
Mas, não ficou somente nisto. Marques estava inserindo as falsas informações no relatório de acompanhamento de gastos de Estados e Municípios, mesmo tendo sido alertado por ministros da Corte de que os dados eram forjados e as informações falsas não poderiam ser utilizadas internamente, pois se tratavam de matéria conspiratória e não técnica.
O auditor do Tribunal de Contas da União (TCU) Alexandre Figueiredo Costa e Silva foi afastado de suas funções e confessou à chefia imediata que ele fez as análises citadas por Jair Bolsonaro, questionando o número de mortes pela covid-19 no Brasil.
O Tribunal de Contas da União (TCU) determinou nesta quarta-feira, 9/6/21, o afastamento do auditor Alexandre Figueiredo Costa Silva Marques das funções de supervisor no Núcleo de Supervisão de Auditoria do órgão. Além disso, durante 60 dias, Alexandre estará suspenso do cargo, sem acesso remoto aos computadores do TCU e proibido de entrar nas dependências do Tribunal.
Bolsonaro, mais uma vez, demonstra sua falta de caráter e do quanto não está preocupado com o povo brasileiro, mas apenas consegue pensar nele próprio, indiferente ao sofrimento de milhares de famílias que perderam seus entes queridos, grande parte pelo negacionismo de Bolsonaro e pela obediência de um monte de milico que não quer perder a boquinha de faturar um belo salário, somado aos soldos que não são nada desprezíveis.

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