sexta-feira, 4 de junho de 2021

Vergonha nas trincheiras da República

 

Um homem nunca deveria ter vergonha de confessar que errou, pois na verdade é como dizer, por outras palavras, que hoje ele é mais sábio do que foi ontem.

Jonathan Swift

Muitos generais "quatro estrelas", da Ativa e da Reserva, se manifestaram contrários à decisão do Alto Comando Militar que arquivou o procedimento disciplinar contra o general "três estrelas" Pazuello, depois que

o presidente da República, capitão Bolsonaro, intercedeu junto ao Comandante do Exército, o cearense Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, para não punir o ex-ministro da Saúde, que participou de palanque político com o chefe no Rio de Janeiro, o que proibido pelo Regimento Disciplinar do Exército.

Não que Pazuello tenha falado alguma coisa no palanque, pois ele se limitou a dizer "O PR é gente boa" e "tamo junto" - uma mentira e uma agressão à língua pátria -, mas, porque o evento era, essencialmente, político e vetado à participação de militares da Ativa, que é o escabroso caso de Pazuello, que já deveria ter ido para a Reserva há muito.

Por exemplo, o general Sérgio Etchegoyen, antecessor de Augusto Heleno no GSI, considerou “indefensável” a decisão do Exército de poupar o o general Eduardo Pazuello, mesmo que a pedido do "PR gente boa". Ele disse para o Estadão:

“Sou um soldado disciplinado, fui assim minha vida inteira. Não vou criticar uma decisão do comandante do Exército, até porque a julgo indefensável.”

É esperar pra ver o que vai dar de desdobramentos esta história, que tem tudo para impactar no processo eleitoral de 2022, caso Bolsonaro perca nas urnas. E, mais do que nunca, precisamos estar preparados para enfrentar os militares, caso estes decidam apoiar o corrupto Bolsonaro a qualquer preço.

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