sábado, 30 de setembro de 2023

Geraldo Alckmin: um vice na vitrine da Odebrecht

Vivam os meus inimigos! Eles, ao menos, não me podem trair.

Henry de Montherlant (1896-1972) foi um escritor, ensaísta e novelista francês.

Parece coisa da última semana:

- O que nós vemos diariamente é a corrosão da credibilidade do presidente. Acho que ninguém mais acredita no Lula. É muito triste o que está acontecendo no Brasil.

Não, esta fala não é porque o “Picolé de Chuchu” foi escanteado, com a Esbanja assumindo o papel que deveria ser dele, com o Lula revivendo seus dias de criança usando andador no Palácio da Alvorada, de onde vai, secretamente, despachar.

E, engraçado, que Geraldo Alckmin nem reclama. E você sabe por quê?

Veja bem: em 2018, o MPF de São Paulo abriu investigação para apurar se o tucano praticou improbidade administrativa, ou seja, se recebeu benefício ou vantagem indevida em decorrência do cargo que ocupava.

Alckmin foi citado em três delações de executivos da Construtora Odebrecht, por ter supostamente recebido R$ 10 milhões, via caixa dois. Deste total, R$ 8 milhões teriam relação indireta com as obras da linha seis do Metrô. Seu codinome nas planilhas da Odebrecht era “Belém”.

Benedito Júnior, chefe do Departamento de Operações Estruturadas da Odebrecht (o chamado Departamento de Propina) disse que a empresa repassou o dinheiro para duas campanhas de Alckmin, em 2010 e 2014.

Nestes anos eleitorais, ainda eram permitidas doações de empresas, o que somente seria proibido pelo STF em 2015. Mas, segundo a acusação, as doações não foram registradas na prestação de contas de Alckmin à Justiça Eleitoral, o que configura crime.

Os pagamentos teriam sido feitos a Adhemar César Ribeiro, cunhado de Alckmin, e Marcos Monteiro, que foi secretário de Planejamento na gestão do ex-governador e atualmente chefia a pasta do Desenvolvimento Econômico.

Depois que Alckmin deixou o governo de S. Paulo e perdeu o foro privilegiado, a ação que corria contra ele no STJ foi para S. Paulo, mas por conta de manobras espúrias do STF, esta foi parar na Justiça Eleitoral de S. Paulo.

A intenção do STF é que a Justiça Eleitoral fizesse como os semideuses do Olimpo brasiliano fazem: engavetar. Mas, a Justiça Eleitoral de São Paulo ratificou no dia 17 de março de 2022, a denúncia contra o ex-governador Geraldo Alckmin de receber R$ 11 milhões em doações ilegais da Odebrecht.

E o bravo Geraldo Alckmin, que comparou Lula a ladrão de carro, correu para puxar saco de Lula para conseguir um foro privilegiado junto ao bondoso [para os políticos] Supremo Tribunal Federal.

Virou vice-presidente.

A ação contra Alckmin foi trancada pelo não menos corrupto ministro Ricardo Lewandowski, mas o crime está apenas na geladeira.

Lula, como não queria sombra, logo depois de eleito deu um jeito de colocar Alckmin à frente de um Ministério com muito trabalho a ser feito e sem muita visibilidade, para ele não ter tempo de fazer política e chegar cacifado para 2026.

Agora, em processo de recuperação de uma cirurgia no quadril, o presidente não quer saber de colocar Alckmin à frente do governo e prefere transferir o Poder, mesmo que de forma irregular, à sua esposa, como se faz naqueles países comandados por ditadores de quinta categoria.

Lula sempre sonhou em ser um Ditador, até mesmo de quinta categoria, como tantos que ele adora e vive de braços dados, e a quem entrega bilhões de dólares do Brasil.

Por hora, ele está sob a proteção da canalha do Centrão, que aproveita de sua fraqueza moral, ética e estrutural (desgaste de junta?) para se lambuzar com o dinheiro público, que carreiam de todos os cofres disponibilizados por Lula e sua companheirada.


Nenhum comentário:

Postar um comentário