William Shakespeare (1564-1616) foi dramaturgo e poeta, reconhecido como o maior dramaturgo de todos os tempos.
Uns
dizem que mais parece briga de colegiais, rolando na poeira depois de
prometerem o famoso “te pego lá fora”, mas, o local não é muito apropriado para
este tipo de arroubo juvenil, pois se trata do Plenário do Supremo Tribunal
Federal.
Outros
afiançam que se deve deixar pra lá, pois “aquilo ali é briga de cachorro grande”;
fazendo o famoso “finge que não viu”.
O
fato é que não se trata nem de uma coisa nem de outra e o grande perdedor de
todas as rusgas que, volta-e-meia surgem no Plenário, nos corredores e no
“cafezinho” do Supremo Tribunal Federal é a própria imagem da instituição,
enlameada por agressões entre ministros, que quase chegam às vias-de-fato,
quando deveriam ser exemplos de ética, moral e honestidade intelectual, pelo
menos.
Entretanto,
sabemos que a Corte Suprema é uma instância mais política do que jurídica,
formada por indicados e sabatinados por políticos, às vezes, sem base
intelectual e ética para ser alçado ao posto de ministro de um Tribunal
Constitucional.
Além
disso, é fartamente sabido que alguns ministros foram indicados ao cargo com a
única missão de desempenhar um papel bem diverso do que deles espera a sociedade:
libertar seus corruptos de estimação e trabalhar para engessar a Justiça e as
investigações policiais contra os políticos do grupo que representam e pelos
quais chegaram ao Poder.
E o
protagonista maior dessas discussões acaloradas e, não raras vezes, que
provocam a suspensão da sessão de julgamento, é o ministro Gilmar Mendes. Sobre
isso, assertivamente disse o ministro Barroso: “(...) Vossa Excelência está sempre
com ódio de alguém, sempre com raiva de alguém”.
E
sempre é assim: vossa excelência pra lá, vossa excelência pra cá, e o pau come
solto, e as línguas e mentes contaminadas pelo ódio e pela vaidade que graça o
recinto da Suprema Corte, deixam fluir pelos quatro cantos do mundo, via TV Justiça, o lado mesquinho, arrogante
- e, por que, não? -, criminoso daqueles que deveriam agir como atores do equilíbrio
da República.
Relembre
os mais espetaculares – no mau sentido, é claro -, embates travados pelo ministro
Gilmar Mendes e outros de seus pares no Supremo. Esta é somente a parte visível
do que ocorre naquela Corte de Justiça, onde os semideuses do Olimpo se
digladiam em nababescos recintos, que transcendem o que os reles mortais jamais
terão acesso nem em delírio.
Gilmar
Mendes brigou com ‘deuses’ e o povo, mas o mais marcante mesmo foram algumas de
suas rusgas com o ministro Luis Roberto Barroso, que não levou desaforo para
casa:
- Vossa Excelência vai mudando a jurisprudência de acordo com
o réu. Isso não é Estado de Direito, isso é Estado de compadrio. Juiz não pode
ter correligionário.
- Me deixa de fora desse seu mau
sentimento; você é uma pessoa horrível, uma mistura do mal com atraso e pitadas
de psicopatia. Isso não tem nada a ver com o que está sendo julgado. É um
absurdo, Vossa Excelência vir aqui fazer um comício cheio de ofensas,
grosserias. Vossa excelência não consegue articular um argumento, fica
procurando, já ofendeu a presidente, já ofendeu o ministro Fux, agora chegou a
mim. A vida para Vossa Excelência é ofender as pessoas, não tem nenhuma ideia,
nenhuma, nenhuma, só ofende as pessoas.Só ofende as pessoas, ofende. Qual a sua
ideia? Qual é a sua proposta? Nenhuma; nenhuma. É bílis, ódio, mau sentimento,
mal secreto. É uma coisa horrível. Vossa
Excelência nos envergonha; você é uma desonra para o tribunal. Uma desonra para
todos nós. Um temperamento agressivo, grosseiro, rude. É péssimo isso. Vossa
Excelência, sozinho, desmoraliza o tribunal. É muito ruim. É muito penoso para
todos nós termos que conviver com Vossa Excelência aqui. Não tem ideia, não tem
patriotismo, tá sempre atrás de algum interesse que não é o da Justiça. Uma
coisa horrorosa. Uma vergonha.
Constrangimento. É
muito feio isso. Esse é o Supremo Tribunal Federal.
Estes
foram apenas dois exemplos do que disse Barroso em relação e Gilmar Mendes.
Será que, depois de tudo, este abraço sela alguma pacificação. A não ser que
isto apenas sinalize que eles passarão a brigar somente lá fora, longe dos
holofotes da TV Justiça.
Gilmar
Mendes, em qualquer hipótese, continuará agindo com canalhice, pela convicção
que ele tem de que precisa desestruturar o sistema judicial para não ser pego
pelos crimes de responsabilidade cometidos e fartamente expostos.
Judas
antes de vender Jesus por 30 dinheiros também o abraçou e o beijou na face,
chamando-o de mestre.


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