
Chuang Tzu - famoso filósofo da China antiga, do Século IV a.C.
-
Olha Ricardo, tem R$ 1 milhão que eu quero
que você entregue em dinheiro neste endereço aqui.
Quem teria
feito este pedido, de acordo com a delação premiada de Ricardo Saud, foi o
então vice-presidente da República Michel Temer.
Isto
teria ocorrido quando Temer recebeu de Saud - enviado de Joesley Batista -, a
informação de que a JBS estava destinando – da conta do PT de 300 milhões,
mantida pela JBS e derivada de propina por negociatas com o BNDES -, R$ 15
milhões para a Campanha Eleitoral do MDB em 2018.
Ricardo
Saud, o homem das Relações Institucionais
da JBS, disse aos procuradores:
- O Michel Temer fez uma coisa muito deselegante, porque
nessa eleição eu só vi dois caras roubarem deles mesmos: um foi o Gilberto Kassab
e o outro, o Temer. O Temer me deu um papelzinho com o endereço de entrega. [1]
E
completou, em tom de ironia:
− Eu já vi o cara pegar o dinheiro na
campanha e gastar na campanha. Agora, o cara ganhar um dinheiro do PT e guardar
no bolso dele, isso aí é demais!
No
depoimento de Joesley Batista, a coisa foi pior, porque, como é de conhecimento
geral, o cowboy goiano gravou conversa nada republicana com Michel Temer e
entregou o gravador de voz USB (pen drive gravador) para o MPF.
Desde
então, Joesley Batista e Michel Temer cortaram relações.
E agora,
o ex-presidente está do lado oposto, prestando Consultoria em uma guerra
bilionária envolvendo os irmãos Batista e o grupo indonésio Paper Excellence,
que negocia com a J&F a aquisição definitiva da Eldorado Brasil Celulose,
que Joesley Batista desistiu de forma unilateral de interromper as negociações
para venda de 100% da empresa por R$ 15 bilhões.
A Paper
Excellence conseguiu adquirir, numa primeira rodada, 49,41% das ações, mas
Joesley Batista decidiu não vender os 100% como prometido, porque, deixou de
ser um bom negócio para ele, com a valorização da celulose no mercado
internacional e diante da potencialidade da fábrica brasileira.
Agora,
me diga com sinceridade: você acha que algum conselho ou parecer feito por Michel
Temer vai resolver a contenda, ou a Paper Excellence contratou o ex-presidente da República Michel Temer e o
ex-governador de São Paulo, João Dória, para atuarem neste processo em “Petições
Auriculares”?
[1] O
endereço em questão era da empresa Argeplan Arquitetura e Engenharia, do
coronel reformado
João Baptista Lima Filho, amigo de Michel Temer. Segundo o delator Ricardo Saud,
o dinheiro, em espécie, foi entregue por Florisvaldo, outro delator do grupo
JBS.
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