quinta-feira, 2 de dezembro de 2021

Adversários de Moro tentam convencer a sociedade que não dá para governar o Brasil sem pagar propina

Caminhante, não há um caminho; faz-se o caminho ao andar.

Antônio Machado

Ontem (1º/12/2021), mais uma vez, assistimos um desfile de mentiras na sessão da Comissão de Constituição e Justiça do Senado Federal, de um candidato ao cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal, já apinhado de bandidos de toga.

Ver aqui: https://clubedeautores.com.br/livro/operacao-lava-toga

O indicado de Jair Bolsonaro, André Mendonça, a exemplo de seu colega Marques Nunes, entra na Suprema Corte com a missão de barrar ou melar as ações contra a famiglia Bozonaro, envolvida em mil e uma maracutaias, como improbidade administrativa, lavagem de dinheiro, desvio de dinheiro de salários de assessores, advocacia administrativa e outros. E Mendonça, quem diria, foi eleito com ajuda da oposição, já que a bancada bolsonarista trabalhava contra sua aprovação em Plenário.

Em sua sabatina, Mendonça defendeu um Estado laico (Segundo o José Simão Mendonça defesa o Estado LIKE) e sem qualquer ingerência religiosa, tendo inclusive afirmado que o STF não tinha espaço para manifestação evangélica, como vinha pregando Jair Bolsonaro que chamava Mendonça de "terrivelmente evangélico" e dizia que seu indicado iria promover orações durante as plenárias da Corte. Mas, apesar de sua fala à CCJ bastaram apenas 30 minutos depois de aprovado em Plenário para Mendonça parafrasear, em sua fala à imprensa, a máxima dita pelo astronauta Neil Armstrong, comandante da Missão Apolo 11, ao colocar o pé na Lua, no dia 20 de julho de 1969: "Um pequeno passo para o homem, um salto para os evangélicos". É isto, a safadeza desses indicados políticos para o STF não tem limites.

Ainda em sua sabatina, André Mendonça repetiu palavras do ministro Gilmar Mendes - aliás, que disse depois parabenizá-lo "efusivamente" -, dizendo que era contra a criminalização da Política, retórica que os defensores da corrupção sistêmica vêm usando desde que decidiram atropelar a Lava Jato antes que ela pegasse os caciques do PSDB e MDB e interrompesse as ações contra os corruptos que infestam os demais partidos. Boa parte do STF (aliás, a má parte) se posiciona sempre a favor da bandidagem do colarinho branco e contra os verdadeiros anseios da sociedade, que quer o combate à corrupção como bandeira maior.

De acordo com o jornalista Diogo Mainardi, de O Antagonista, O Globo está errado ao escrever a respeito do tema:

A intensa movimentação no cenário político nas últimas semanas sugere que a entrada de Sergio Moro na corrida presidencial tem potencial para alterar a correlação de forças na eleição. Mas o crescente interesse pela candidatura também o colocou bem cedo diante da pergunta que o acompanhará enquanto tiver alguma chance no pleito: de que forma Moro lidará com o Congresso, caso seja eleito? Que tipo de negociação o ex-juiz da Lava Jato pretende fazer com as lideranças de partidos que foram alvo da operação conduzida por ele?

Para Mainardi, esta pergunta não deveria ser feita a Sérgio Moro, mas aos senhores parlamentares. E questiona: "Eles só votam na base do suborno".

Na verdade, um eventual governo Moro poderia representar uma espécie de compliance para o Congresso Nacional, capaz de estabelecer práticas menos corruptas num ambiente deteriorado e, dessa maneira, permitir a reciclagem dos partidos. Além de ser um bom negócio para o Brasil, pode ser um bom negócio também para os próprios políticos. (MAINARDI, Diogo. O Antagonista).

Na verdade mesmo, Brasília é o maior antro de corrupção mundial e atacar a corrupção praticada pelos digníssimos membros do Congresso Nacional não é criminalizar a política, como tenta enganar a sociedade esta recorrente tentativa de se manipular a verdade. O Congresso Nacional e a máquina estatal está atolada de vagabundo, que só adentra para a vida pública para desviar dinheiro e se enriquecer à custa da miséria de milhões e milhões de brasileiros.

Vamos continuar firmes na luta pela candidatura de Sérgio Moro e dá-lhe apoio para combater com rigor a bandidagem que está na política, não para trabalhar pela Nação, mas para sangrá-la de morte.

Isto não é obra de arte, mas fonte de câncer e morte


Isto não é obra de arte, mas poluição tóxica que, por 53 anos foi jogada ao nível de mais de 70 milhões de litros por dia no lago do Porto de Barcos, em Nova Scotia, Canadá. A empresa Northern Pulp de propriedade da Paper Excellence, sócia da Eldorado Brasil Celulose, foi fechada em 31 de janeiro de 2020 e só deverá voltar a funcionar, se voltar, em 2025. Foram 53 anos de luta e sofrimento de uma comunidade que viu seus sonhos e saúde sendo corroídos pelo Racismo Ambiental e pela corrupção dos políticos locais, até que, finalmente, o despejo tóxico foi barrado por força da Lei do Porto de Barcos, de 2015. Mas, a Paper Excellence insiste em voltar a operar e tenta "comprar" o apoio de pessoas influentes do condado de Pictou, onde a fábrica de celulose está instalada.
Mesmo distante mais de 7 mil quilômetros, tenho acompanhado este drama e escrito e publicado sobre o tema. Veja abaixo:


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