
Caminhante, não há um caminho; faz-se o caminho ao andar.
Antônio Machado
Ontem (1º/12/2021), mais uma vez, assistimos um desfile de mentiras na sessão da Comissão de Constituição e Justiça do Senado Federal, de um candidato ao cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal, já apinhado de bandidos de toga.
Ver aqui: https://clubedeautores.com.br/livro/operacao-lava-toga
O indicado de Jair Bolsonaro, André Mendonça, a exemplo de seu colega Marques Nunes, entra na Suprema Corte com a missão de barrar ou melar as ações contra a famiglia Bozonaro, envolvida em mil e uma maracutaias, como improbidade administrativa, lavagem de dinheiro, desvio de dinheiro de salários de assessores, advocacia administrativa e outros. E Mendonça, quem diria, foi eleito com ajuda da oposição, já que a bancada bolsonarista trabalhava contra sua aprovação em Plenário.
Em sua sabatina, Mendonça defendeu um Estado laico (Segundo o José Simão Mendonça defesa o Estado LIKE) e sem qualquer ingerência religiosa, tendo inclusive afirmado que o STF não tinha espaço para manifestação evangélica, como vinha pregando Jair Bolsonaro que chamava Mendonça de "terrivelmente evangélico" e dizia que seu indicado iria promover orações durante as plenárias da Corte. Mas, apesar de sua fala à CCJ bastaram apenas 30 minutos depois de aprovado em Plenário para Mendonça parafrasear, em sua fala à imprensa, a máxima dita pelo astronauta Neil Armstrong, comandante da Missão Apolo 11, ao colocar o pé na Lua, no dia 20 de julho de 1969: "Um pequeno passo para o homem, um salto para os evangélicos". É isto, a safadeza desses indicados políticos para o STF não tem limites.
Ainda em sua sabatina, André Mendonça repetiu palavras do ministro Gilmar Mendes - aliás, que disse depois parabenizá-lo "efusivamente" -, dizendo que era contra a criminalização da Política, retórica que os defensores da corrupção sistêmica vêm usando desde que decidiram atropelar a Lava Jato antes que ela pegasse os caciques do PSDB e MDB e interrompesse as ações contra os corruptos que infestam os demais partidos. Boa parte do STF (aliás, a má parte) se posiciona sempre a favor da bandidagem do colarinho branco e contra os verdadeiros anseios da sociedade, que quer o combate à corrupção como bandeira maior.
De acordo com o jornalista Diogo Mainardi, de O Antagonista, O Globo está errado ao escrever a respeito do tema:
A intensa movimentação no cenário político nas últimas semanas sugere que a entrada de Sergio Moro na corrida presidencial tem potencial para alterar a correlação de forças na eleição. Mas o crescente interesse pela candidatura também o colocou bem cedo diante da pergunta que o acompanhará enquanto tiver alguma chance no pleito: de que forma Moro lidará com o Congresso, caso seja eleito? Que tipo de negociação o ex-juiz da Lava Jato pretende fazer com as lideranças de partidos que foram alvo da operação conduzida por ele?
Para Mainardi, esta pergunta não deveria ser feita a Sérgio Moro, mas aos senhores parlamentares. E questiona: "Eles só votam na base do suborno".
Na verdade, um eventual governo Moro poderia representar uma espécie de compliance para o Congresso Nacional, capaz de estabelecer práticas menos corruptas num ambiente deteriorado e, dessa maneira, permitir a reciclagem dos partidos. Além de ser um bom negócio para o Brasil, pode ser um bom negócio também para os próprios políticos. (MAINARDI, Diogo. O Antagonista).
Na verdade mesmo, Brasília é o maior antro de corrupção mundial e atacar a corrupção praticada pelos digníssimos membros do Congresso Nacional não é criminalizar a política, como tenta enganar a sociedade esta recorrente tentativa de se manipular a verdade. O Congresso Nacional e a máquina estatal está atolada de vagabundo, que só adentra para a vida pública para desviar dinheiro e se enriquecer à custa da miséria de milhões e milhões de brasileiros.
Vamos continuar firmes na luta pela candidatura de Sérgio Moro e dá-lhe apoio para combater com rigor a bandidagem que está na política, não para trabalhar pela Nação, mas para sangrá-la de morte.
Isto não é obra de arte, mas fonte de câncer e morte


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