
Se todas as batalhas dos homens se dessem apenas nos campos de futebol, quão belas seriam as guerras.
Augusto Branco, pseudônimo de Nazareno Vieira de Souza (1980), é um escritor e poeta brasileiro.
O exemplo da imagem acima é o João Dória, mas ele não foi o inventor deste pastelão político. Veja a cara do sujeito, que é um milionário acostumado com jantares finos sendo obrigado a comer em um restaurante popular ou comento um pastel de feira. Compare com a foto abaixo, num jantar oferecido por João Dória, em sua mansão, à cúpula do PSDB, quando ele ainda combinava com Aécio Neves. Para se ter ideia, somente de IPTU João Dória paga anualmente algo em torno de R$ 300 mil, com sua mansão de mais de 3 mil metros quadrados valendo R$ 50 milhões.
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| Sentados: Aécio Neves, FHC, Geraldo Alckmin e Antônio Anastasia |
No dia 8 de outubro de 2002, escrevendo para o Correio Braziliense, o ex-ministro Jarbas Passarinho - o terror do Bolsonaro por falar de suas estranhas relações com os sargentos da AMAN -, disse sobre a buchada "saboreada por FHC e a negativa, oito anos depois, do então candidato à Presidência da República, o cearense Ciro Gomes em apreciar a buchada:
A Buchada - Ciro Gomes não deixou por menos. Não come buchada, comum no Nordeste como prato típico, nem a troco de voto. Pode ter magoado gente simples nordestina, mas foi sincero e finamente irônico: "Eu tenho àquilo e, pode acreditar, o Fernando Henrique só comeu porque é um prato francês chamado tripes à la mode de Caen. Em vez do bucho do sertanejo, a tripa do francês, para a mesma iguaria.
Fernando Henrique Cardoso, certa feita foi questionado sobre o que ele havia achado da buchada de bode. E ele que detestava as comidas diplomáticas, respondeu de pronto: "Com buchada de bode nunca tive indigestão. O que dá dor de barriga é a comida do Itamaraty". FHC fazia alusão a um jantar no Palácio dos Arcos - sede do Ministério das Relações Exteriores, em Brasília, com sua participação, em que foi servido camarão estragado, que causou um piriri geral.

O jornalista Daniel Pereira escrevendo "Nas entrelinhas" para o Correio Braziliense, de 7 de novembro de 2009, com o título "Ficção barata", relembra a letra de uma mesma música, que foi escrita por Walter Meninão e Pedro Butina, que foi gravada por Bezerra da Silva como um samba e pelo O Rappa como um rock, falando sobre os políticos em campanha:
Ele subiu o morro sem gravata dizendo que gostava da raça / foi lá na tendinha e tomou cachaça / e até bagulho fumou. / Foi ao meu barracão e lá usou lata de marmelada como prato / eu logo percebi/ é mais um candidato às próximas eleições.
Pereira nesta crônica tinha o objetivo mesmo era de criticar o presidente Lula que tentava barrar uma proposta que tramitava no Congresso Nacional relativa ao reajuste das aposentadorias equiparado ao reajuste do salário mínimo.
Lula, queria dar naquele ano um reajuste nas aposentadorias acima do reajuste do mínimo, mesmo sabendo que isto implodiria o caixa da Previdência Social, Mas, foda-se, isto ajudaria politicamente o candidato petista que poderia vir a sucedê-lo em 2010.
Assim é nossa triste política. A maioria dos senhores políticos somente procuram o povo quando é para pedir votos e, para isso, fazem malabarismos, tomando cafezinho em qualquer lugar, comendo em barracas de feita ou em restaurantes populares onde se come por R$ 1,00, num ambiente em que nunca mais voltarão, a não ser que seja para abraçar criancinhas, dar tapinhas nas costas dos "amigos", comer pastel ou uma buchada de bode, preferencialmente usando um chapéu de couro.
Sérgio Moro que posou de chapéu de couro em Recife, onde foi para lançar seu livro, precisa ficar esperto para não cair na cilada do mais do mesmo.

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