sábado, 4 de dezembro de 2021

Emendas Secretas do Bozo: mensalão e petrolão são fichinhas. O que pensa disso Sérgio Moro.


Como toda organização criminosa, havia uma divisão de tarefas e o sucesso do empreendimento dependia da conduta de todos.

Joaquim Barbosa - ex-ministro do STF

O Governo de Jair Bolsonaro  parece não ter sido contaminado pelo Covidão (parece!), apesar dos bilhões de reais que foram desviados em praticamente todos os estados brasileiros. Isto, porque, o dinheiro para combate à Pandemia foi transferido da União diretamente para os cofres de Estados e Municípios e os esquemas de corrupção foram em cima d contratos para compra de insumos médicos e hospitalares, materiais de segurança, montagem de hospitais de campanha, pagamento de profissionais médicos, etc. O que mais pesou foi o tal do etc, etc, etc

Somente no Pará, governado por Helder Barbalho, filho do arqui-corrupto ex-senador Jader Barbalho - acusado de crimes contra o Sistema Financeiro, lavagem de dinheiro e outros -, a Polícia Federal investiga o desvio de R$ 1,2 bilhão de verbas repassadas pelo governo federal para combate ao coronavírus.

E, por incrível que pareça, nas regiões Norte e Nordeste é onde os políticos roubam mais. Então, imagine o quanto de dinheiro que era para atacar a covid-19 foi para paraísos fiscais engrossar o número de políticos milionários à custa do erário público...

Além do Covidão, que a Polícia Federal investiga, fomos impactados há dias por notícias relacionadas com as Emendas Parlamentares do relator do Orçamento da União, que ninguém (digo, nós reles mortais) fica sabendo para onde vai, para que serve e quem aplica onde. 

E, pior do que isto: Bolsonaro tem usado esta manobra espúria juntamente com o Congresso Nacional desde 2019 e o desvio de dinheiro público supera em muito o prejuízo dado no Mensalão e no Petrolão. São centenas de bilhões de reais liberados pela Casa Civil do governo federal para Estados e Municípios, onde ocorre o desvio do dinheiro para os largos e insaciáveis bolsos dos parlamentares, especialmente das regiões Norte e Nordeste, onde teria mais necessidade deste recursos para resolver o eterno problema da pobreza, da falta de saneamento básico e da saúde.

Funciona assim:

O parlamentar combina com o prefeito municipal que irá destinar uma verba para seu Município, para determinada aplicação fictícia e, em troca, quer receber 10 a 15% de comissão. Para seu nome não aparecer em documentos de empenho e outros, a emenda negociada fica na cota do relator do Orçamento, artifício encontrado pelos digníssimos parlamentares justamente para encobrir a roubalheira.

Quando a verba é liberada, o prefeito municipal contrata uma dada obra através de uma empreiteira amiga e já acostumada em pagar propina, que recebe o dinheiro da Prefeitura Municipal, saca parte em dinheiro vivo e entrega ao parlamentar indicado pelo prefeito.

E aí vem o bandido do presidente da República Jair Bolsonaro dizer que em seu governo não tem corrupção...

Mas, tem um detalhe: para que o governo de Jair Bolsonaro destine determinada verba a determinado Município de forma secreta (Emenda do relator) o parlamentar precisa votar em algum projeto de interesse do governo.

A mídia mal intencionada tenta vincular o ex-juiz Sérgio Moro à decisão de alguns parlamentares de seu partido (PL) que votaram a favor da lei que regulamenta o orçamento secreto e que institucionaliza a roubalheira.

Para Sérgio Moro "é preciso falar sobre corrupção. Combater não é projeto de vingança. É projeto de Justiça em forma da lei para, dessa forma, viabilizar reformas necessárias para melhorar a vida das pessoas. Chega de corrupção! Chega de mensalão, de petrolão, chega de rachadinha e chega de orçamento secreto".

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