segunda-feira, 13 de dezembro de 2021

Bolsonaro entra em desespero e ataca Deltan e Moro

Pecar pelo silêncio, quando se deveria protestar, transforma homens em covardes.

Ella Wheeler Wilcox (1850-1919) foi uma poeta, jornalista e escritora americana. Escreveu livros de poema, poesia, ficção e autobiografia.

O genocida Jair Bolsonaro (PL) fez, em vídeo divulgado neste domingo (12/12), ataques ao ex-coordenador da força-tarefa da operação Lava Jato Deltan Dallagnol, recém-filiado ao Podemos, o mesmo partido pelo qual o ex-juiz Sergio Moro deve concorrer à Presidência em 2022.

Bolsonaro que mente descaradamente, como é de seu feitio, disse que rejeitou uma audiência com o então procurador em 2019, no momento de discussão sobre indicação a procurador-geral da República, por receio de "sair uma história pronta" do encontro.

Em vídeo publicado neste domingo para negar um pedido de encontro com Bolsonaro, o ex-procurador fez um discurso político e disse que foi contatado por interlocutores do Palácio do Planalto para uma reunião em 2019.
 
"Mas eu recusei, do mesmo modo que recusei o convite para ir ao Palácio do Jaburu encontrar o então presidente [Michel] Temer em 2016", afirmou. Segundo ele, as reuniões levantariam questionamentos sobre o trabalho da Lava Jato.

Quanto a Sérgio Moro, a quem o genocida Jair Bolsonaro tem pouco do que falar, disse que ele faz campanha a presidente "na base da mentira", além de fazer "papel de palhaço". Também acusou Moro de ser contra as armas e nem sequer saber torcer por um time de futebol, como se as duas coisas fossem imprescindíveis na vida de um cidadão.

São discursos de ódio plantados para mobilizar seus idiotizados que atacam covardemente a honra das pessoas e até utilizam de agressões físicas como firam na Bahia durante a visita "eleitoreira" de Bolsonaro neste domingo.

Agressões físicas a jornalistas na Bahia.

A Globo repudiou as agressões a jornalistas da TV Bahia por seguranças e apoiadores de Jair Bolsonaro, em Itamaraju. Em nota, a emissora afirmou que é “escandalosa” a atitude da Presidência da República de deixar jornalistas “à própria sorte” em meio a apoiadores “fanáticos”.

Um dos seguranças do presidente chegou a segurar a repórter Camila Marinho pelo pescoço, numa espécie de “mata-leão”. 

“A TV Globo afirma que as agressões deste domingo mostram que já passou da hora de a Procuradoria-Geral da República dar o seu parecer na ação que corre no Supremo, tendo como relator o ministro Dias Toffoli. 

A imprensa cumpre um direito inscrito na Constituição e deve ter a sua segurança garantida. As cenas bárbaras de hoje e aquelas ocorridas na Itália, no dia 31 de outubro, ensejam duas constatações: se os seguranças agem por conta própria, a Presidência deve ser responsabilizada por omissão. 

Se agem seguindo ordens superiores, a Presidência deve ser responsabilizada por atentar contra a liberdade de imprensa e fomentar a violência contra jornalistas. 

Além disso, é escandalosa a atitude da Presidência de deixar jornalistas à própria sorte, em meio a apoiadores fanáticos, que são insuflados quase diariamente pelo próprio presidente em sua retórica contra o trabalho da imprensa. 

Frente aos evidentes e graves riscos enfrentados por repórteres de todos os veículos, é urgente que o Judiciário se pronuncie. A Globo repudia as agressões aos repórteres Camila Marinho e Cleriston Santana, da TV Bahia, e aos repórteres Xico Lopes e Dário Cerqueira, da TV Aratu, e se solidariza com eles.”

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