terça-feira, 21 de dezembro de 2021

Lula e Bolsonaro querem relativizar a corrupção

Políticos e fraldas devem ser trocados de tempos em tempos pelo mesmo motivo.

Desconhecido

Jair Bolsonaro, que enriqueceu à custa de rachadinhas, recebimento indevido de auxílio-moradia, sobras de campanhas e outras mutretagens, enquanto foi deputado federal por 27 anos, quer, através de seus alienados seguidores provar que a corrupção em seu governo (contratos de compras de vacinas e insumos para combate à covid-19, verbas destinadas a estados e municípios, orçamento secreto) são aceitáveis em nome da Governabilidade do país.

Porém, a turma não fala que quem provocou todos os problemas vividos pelo governo foi o próprio Bolsonaro que brigou com o STF, a imprensa e o Congresso Nacional, até que se viu no limiar de um impeachment e teve de entregar os anéis para o Centrão para não perder os dedos. E como esta turma é insaciável, Bolsonaro teve de entregar o comando do país para as diversas organizações criminosas que integram o Congresso Nacional,

Por seu turno, Lula, o presidente da República que mais promoveu e participou da corrupção Mensalão e Petrolão), quer agora provar que foi o melhor presidente para os mais necessitados, revivendo o lema puxado por seus asnos de "o pai dos pobres". Nada mais é do que a tentativa de institucionalizar o antigo "rouba mas faz".

Nenhum dos dois tem projeto algum de Brasil e somente de Poder pelo Poder. Bolsonaro, em três anos de mandato não soube o que fazer com o cargo obtido pelas urnas e apenas estruturou suas ações em realimentar seus idiotizados (intervencionistas, terraplanistas, entusiastas das teorias conspiratórias, grupo antivacina, defensores fajutos dos ideais da "família tradicional", grupos contrários aos novos costumes e ao reconhecimento de gênero diverso do tradicional "masculino-feminino" e outros) com mais mentiras e discurso de ódio.

Lula, com apoio de ministros corruptos do Supremo Tribunal Federal, tendo à frente o corrupto-mor-supremo Gilmar Mendes, conseguiu se livrar das condenações impostas a ele pela Operação Lava Jato. E não apenas pelo juiz Sérgio Moro, mas em três instâncias, tendo havido caso em que a 2ª Instância aumentou a pena imposta ao quadrilheiro Lula.

Para conseguir liberar Lula, o ministro Gilmar Mendes, amparo pela imunidade da toga suprema, iniciou um processo de desgaste da figura do ex-juiz Sérgio Moro, a partir do roubo de dados de seu celular, com conversas havidas entre ele e o ex-procurador da República Deltan Dallagnol. Gilmar Mendes, para arregimentar votos contra Moro, em processo que intencionava declará-lo "suspeito" e assim fazer voltar os processos de Lula à estaca zero, contou com ministros que pactuam de sua cafajestagem, como Lewandowski, Toffoli, Nunes Marques, Rosa Weber, Alexandre de Moraes e Carmem Lúcia.

Votando contra esta manobra espúria comandada por Gilmar Mendes, disse o então ministro Marco Aurélio Melo:

"O juiz Sergio Moro surgiu como verdadeiro herói nacional. E, então, do dia para a noite, ou melhor, passado algum tempo, é tornado como suspeito, e, aí, caminha-se para dar o dito pelo não dito, em retroação incompatível com os interesses maiores da sociedade, os interesses maiores do Brasil. Dizer-se que a suspeição está revelada em gravações espúrias é admitir que ato ilícito produza efeitos, valendo notar que a autenticidade das gravações não foi elucidada. De qualquer forma, estaria a envolver diálogos normais, considerados os artífices do Judiciário — o Estado acusador e o Estado julgador —, o que é comum no dia a dia processual".

Portanto, Lula não foi tornado inocente, mas ganhou a condição de presidenciável pela ação e graça do ministro Gilmar Mendes. Não se sabe, porém, qual foi o preço cobrado por ele para liderar tal crime contra a Justiça. Segundo Gilmar Mendes, o PT desviou tanto dinheiro dos cofres públicos que seria suficiente para bancar mais três eleições. Então, ele sabe bem o que valeu tal decisão em favor do cachaceiro Lula, que não passa de um chefe de organização criminosa.

Nenhum comentário:

Postar um comentário