
A revelação é para o gênero humano o que a educação é para o indivíduo.
Gotthold Lessing
Precisou passar quase três anos, mas, de repente, a prisão de uma cidadã em Resende (RJ) fez com que a gente compreendesse porque o presidente Jair Bolsonaro gosta tanto de falar que está namorando, noivando ou casando com outro político, como agora fala todo dia em relação ao seu eventual 'casamento' com Valdemar da Costa Neto.
Assim, antes de abordarmos o resultado das pesquisas, vamos às explicações dadas pelo jornalista Plínio Teodoro da Revista Fórum:
Nesta segunda-feira (29), “noivinha do Aristides“, “xingamento” que teria provocado a reação enérgica de Bolsonaro, foi ao topo dos assuntos mais comentados do Twitter.
Mas, afinal, o que significa a expressão que tirou Bolsonaro do sério?
Segundo informações que circulam na redes, o “sargento” Aristides teria sido instrutor de judô à época em que Jair Bolsonaro cursou a Academia Militar das Agulhas Negras (Aman).
Segundo Toni Bulhões, a revelação teria feita sido por Jarbas Passarinho, que foi ministro durante a Ditadura Militar e, como senador já na República, desprezava Bolsonaro.

“Aristides era o sargento em cuja cama, segundo Jarbas Passarinho, o então tenente ia chorar as mágoas, nas noites quentes de verão dos aquartelados”, diz o tuite.
Engraçado, que não foi somente esta vez que Jarbas Passarinho falou de forma enigmática sobre a relação de Jair Bolsonaro e sargentos da AMAN. Na pesquisa que fiz para o livro "Jair Messias Bolsonaro: da caserna ao Palácio do Planalto" achei uma entrevista de Jarbas Passarinho e que consta da obra, com referência ao apreço um tanto exagerado de Bolsonaro com sargentos da AMAN (ver abaixo). Então, parece que a senhora presa sabia mesmo das coisas e foi por isso que Bolsonaro mandou prendê-la. Por falar a Verdade; não por Fake News!
No dia em que se comemorava 47 anos da Revolução de 31 de março de 1964, o Terra Magazine foi entrevistar o ex-ministro Jarbas Passarinho, tenente-coronel da Reserva do Exército brasileiro.
O jornalista Claudio Leal [1] conduziu a entrevista por telefone, que teve como mote a fala desastrada de Bolsonaro no CQC.
Leal provoca Passarinho dizendo que Bolsonaro - a quem classifica como um congressista de extrema direita - teria assumido o papel de defensor dos militares e que dizia representar “a alma das Forças Armadas”.
- O que o senhor acha da polêmica de Jair Bolsonaro? Ele sempre diz que representa os militares. Isso é real?
- Nem todos os militares estão ligados a ele, mas como ele é o único que aparece falando... (...) Ele irrita muito os militares também, porque quando está em campanha, em vez de ele ir ao Clube Militar, como oficial, ele vai pernoitar no alojamento dos sargentos (risos).
Mas, deixemos de lado os imbróglios sexuais do presidente da República e vamos aos resultados da pesquisa de opinião mais recente:
Carlos Pereira, no Estadão, diz que o combate à corrupção não é só uma questão moral, e sim um fator essencial para o progresso social e econômico.
“Alguns têm argumentado que a entrada de Sergio Moro na corrida presidencial traria novamente o tema do combate à corrupção para o centro do debate público, o que supostamente seria contraproducente, diante de problemas mais urgentes a serem enfrentados pelo Brasil, como desenvolvimento econômico, inflação e inclusão social.
É como se o combate à corrupção fosse eminentemente um problema moral e não houvesse correlação entre os resultados de políticas econômica e social e comportamentos predatórios de governantes (…).
O debate sobre combate à corrupção decorrente do fortalecimento das organizações de controle é ancilar aos demais temas considerados prioritários e deveria ser privilegiado por qualquer candidato que pretenda disputar a Presidência em 2022”.
Veja que o combate à corrupção aparece como a maior preocupação dos brasileiros e, talvez por isso mesmo, os políticos andam criticando a entrada de Sérgio Moro no páreo eleitoral, pois ele representa este anseio popular e poderá agir com muita firmeza contra as muitas Organizações Criminosas que atual no Congresso Nacional disfarçadas de Partidos Políticos.
Nesta mesma pesquisa, Jair Bolsonaro aparece com apenas 19% de ótimo e bom, o menor índice já registrado, enquanto Moro teve sua rejeição diminuída significativamente.

[1] LEAL, Claudio. Terra Magazine. Jarbas Passarinho: “Nunca pude suportar Jair Bolsonaro”. São Paulo, 2011. Disponível em: http://terramagazine.terra.com.br /interna/0,,OI5038071-EI6578,00-Jarbas+Passarinho+Nunca+pude+suportar +Jair+Bolsonaro.html. Acesso em: 23 set. 2019.
Nenhum comentário:
Postar um comentário