Eles dirão que o justo, tal como o representei, será açoitado, torturado, acorrentado, terá os olhos queimados, e que, finalmente, tendo sofrido todos os males, será crucificado e saberá que não se deve querer ser justo, mas parecê-lo.
PlatãoO paranaense Deltan Martinazzo Dallagnol, 41 anos de idade, mestre em Direito pela Universidade Harvard, com especialização em crimes contra o sistema financeiro e lavagem de dinheiro, estava há 18 (dezoito) anos no Ministério Público Federal, onde ingressou em 2003, depois de ser classificado em 1º lugar em concurso público.Na mesma ocasião, Dallagnol também foi aprovado em 2º lugar para no concurso para juiz, mas optou pela carreira de procurador federal, cargo que abdica agora para ingressar na carreira política.
Assim como o ex-juiz Sérgio Moro, Dallagnol também acreditou que era possível lutar contra o crime organizado e a corrupção que infesta o Brasil. Eles, porém, não consideraram que atuavam em um campo minado, onde os políticos, em sua maioria, e parte dos ministros do Supremo Tribunal Federal, especialmente o ministro Gilmar Mendes, estão mais alinhados com os interesses do crime organizado e dos corruptos e grandes corruptores do que com os interesses do país ou em fazer Justiça.E viram, paulatinamente, a Operação Lava Jato ser desmontada, a criação de leis para proteger a bandidagem política, procuradores sendo perseguidos e punidos, um presidente da República que prometeu combater a corrupção, mas se aliou aos piores bandidos da República.Dallagnol iria cair de qualquer jeito, pois os políticos corruptos não o perdoam pela sua aguerrida luta anti-corrupção e, há muito, vêm buscando o ormas do CNMP expulsá-lo da corporação. E este processo iria se intensificar em 2022, pois isto daria munição para os corruptos atacarem o ex-juiz Sérgio Moro, candidato à Presidência da República.Dallagnol saiu na hora certa e deverá agora, fora das amarras do cargo que ocupava, se dedicar a construir sua candidatura a um cargo eletivo federal.Nossa torcida será pela sua Vitória!

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