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| Crédito: Facebook/Marcos do Val |
Aqueles que abrem mão da liberdade essencial por um pouco de segurança temporária não merecem nem liberdade nem segurança.
Benjamin Franklin
Marcos do Val, 50 anos, nascido em Vitória, é o representante do Espírito Santo no Senado Federal. Ele foi eleito para seu primeiro mandato em 2018, pelo PPS, que trocou de nome para Cidadania, de onde o senador se transferiu, em agosto de 2019, para o Podemos, partido que agora recebeu a filiação ilustre do ex-juiz Sérgio Moro, que deverá disputar a Presidência da República.
Marcos do Val atuou como membro suplente da CPI da Pandemia e participa do grupo Muda Senado, que defende a Operação Lava Jato e o combate à corrupção. Ele, entretanto, terá de rever alguns de seus posicionamentos favoráveis a políticas do Governo Bolsonaro, como a flexibilização exacerbada da posse de armas por civis, já que sua maior contribuição para o Planos de Governo de Moro será justamente na área de Segurança Pública.
Apesar de ter sido eleito no rastro de Bolsonaro, no Espírito Santo, base eleitoral de Marcos do Val, ele mantém laços com o governador Casagrande, do PSB. Além disso, o senador foi um grande defensor da prescrição de medicamentos de eficácia não comprovada à base de cloroquina para tratamento preventivo da covid-19. São posicionamentos que precisam ser avaliados por Sérgio Moro, caso tenha a intenção de ter Marcos do Val em um futuro arranjo ministerial. Moro, entretanto, conheceu muito bem a estrutura de Segurança Pública federal e, de forma alguma, estará refém das propostas de seu partido e de Marcos do Val.
Não é um bom cartão de visita e vai exigir um acompanhamento de perto para ver o quanto Marcos do Val estará mesmo comprometido com o pensamento de Sérgio Moro para presidir o país.


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