
A corrupção não é uma invenção brasileira, mas a impunidade é uma coisa muito nossa.
Jô Soares
O pré-candidato à Presidência da República pelo Podemos, o ex-juiz Sergio Moro, lançou em Curitiba, na noite de ontem (2/12) o seu livro “Contra o sistema da corrupção” (Foto do evento). Com 288 páginas, o livro revela bastidores inéditos da Operação Lava Jato, narra sua passagem pelo governo Jair Bolsonaro e se posiciona a respeito de temas fundamentais para o país, como Democracia, Estado de Direito e os recuos recentes na luta contra a corrupção.
O lançamento em Curitiba abriu a turnê de lançamento, que ocorrerá em quatro capitais e contará ainda com uma palestra de Moro em cada uma. Em Curitiba, o evento foi no Teatro Positivo – Grande Auditório, às 19h. O bate-papo com Moro teve mediação do jornalista Marc Sousa. No dia 5, ele irá a Recife, onde o lançamento será no Teatro Riomar, depois São Paulo, no dia 7, no Teatro Renaissance, e por último no Rio de Janeiro, no dia 9, no Teatro dos 4.
A PALESTRA DE LANÇAMENTO COMEÇOU ÀS 19 HORAS, MAS MUITO ANTES JÁ TINHA UMA ENORME FILA PARA A ENTRADA NO TEATRO, QUE TINHA ENTRADA PAGA.

Em dezembro de 2019, o Radar de Veja e outros veículos de imprensa mostraram como o presidente Jair Bolsonaro, já refém do centrão, tramava esvaziar os poderes de Sérgio Moro no Ministério da Justiça e Segurança Pública.
Segundo Veja, na ocasião, o presidente, sempre atacando a imprensa, tratou a crise como “mais uma fake news da mídia”. Pois bem. No livro que lança nesta semana, Moro confirma toda a articulação de Bolsonaro, mostrando que o presidente mais uma vez — são tantas que a contagem se perdeu — mentiu abertamente sem qualquer rubor.
Outro fato relatado por Sérgio Moro e antecipado em entrevista concedida por ele à Rádio Jovem Pan, de Curitiba, Bolsonaro comemorou quando Lula, em 2019, foi solto por determinação do STF, que havia recuado na Jurisprudência que permitia a prisão de condenado em 2ª Instância. Para Moro isto sugeria que o presidente torcia para a soltura de Lula pensando em se garantir fora da prisão no futuro.
“O que a gente sabia é que o Planalto, o presidente comemorou quando o Lula foi solto em 2019 porque ele entendia que aquilo beneficiava ele literalmente. Então, ele não trabalhou para manter a execução em segunda instância”, disse Sérgio Moro para o Poder 360.
https://clubedeautores.com.br/livro/coronel-lage


O Aristides é o noivo.
ResponderExcluir