quinta-feira, 18 de novembro de 2021

Apesar de você, amanhã há se ser outro dia!

Nem todas as empresas precisam investir em qualidade de vida, promoção de saúde ou coisa parecida. Só aquelas que querem ser competitivas no século XXI.

Robert Karch

O título deste artigo nos remete aos anos de 1970, que são considerados os 'anos de chumbo' da Ditadura Militar no Brasil e também, quando o país teve um boom na produção artística, especialmente em protesto contra a opressão dos militares contra aqueles que não aceitavam o estado de exceção. Um dos ícones da arte musical de imensa relevância nesse período foi Chico Buarque de Holanda, um craque, ainda em plena forma, quando o ofício é retratar, em letra e música, o povo brasileiro e seus dilemas, traumas e amores. Apesar de você era um grito contra a ditadura e a morte de opositores e que teve a primeira gravação na voz inigualável de Chico Buarque e logo censurada e proibida de continuar sendo tocada.

Hoje, passados 50 anos, sua música continua viva, sendo o Brasil motivo de debate mundial, quase sempre por causa da imbecilidade de termos um presidente da República que prega contra a saúde pública, contra a vacinação, contra os indígenas, contra os quilombolas, contra os negros, contra a educação, contra a cultura, contra a vida.

No dia 17 deste mês, o jornal alemão Die Welt fez uma publicação exaltando os resultados positivos da vacinação no Brasil, apesar de você, presidente Jair Bolsonaro, e lamentando, já no título da matéria a distância que separa o Brasil da Alemanha, quando o assunto é a população ser imunizada contra a covid-19. Por isso, vamos disponibilizar aqui a matéria intitulada "O sucesso da Vacinação com o qual a Alemanha só pode sonhar", na qual se expõe as entranhas de um governo genocida e que fez de tudo para matar a população, embora todos de sua família tenham sido imunizados pela vacina.

Que os eleitores, em 2022, se lembrem muito bem disso e entendam que o Brasil só será mais justo para com seu povo, se não nos atrevermos mais em votar neste tipo de gente. Por isso, nossa aposta é em Sérgio Moro!

O sucesso da Vacinação com o qual a Alemanha só pode sonhar

Embora o país seja governado pelo ferrenho opositor da vacinação Jair Bolsonaro, as taxas de imunização em cidades como São Paulo chegam a 99% [população com mais de 12 anos que tomou a primeira dose]. Os estados desarmaram sozinhos aqueles que se opunham à vacinação – com uma estratégia inteligente.

Naquele dia de novembro, a notícia pipocou em quase todos os celulares brasileiros: "Nenhuma morte por covid-19 em São Paulo." Foi um dia especial para a metrópole de milhões de habitantes. Afinal, a mortífera onda do coronavírus, que já custou a vida de mais de 610.000 pessoas no Brasil até o momento, teve sua origem na capital paulista. Uma tragédia anunciada, já que muitas pessoas em São Paulo vivem em grandes favelas. Nas construções altas e apertadas, eles não tinham nada para conter o vírus.

Mas então veio o resgate: a vacina. E, ao contrário da Alemanha, o povo a aceitou de forma generalizada, em todas as classes da sociedade. De acordo com o jornal diário Folha, 99% dos habitantes oficialmente registrados em São Paulo com mais de 12 anos de idade receberam ao menos a primeira dose da vacina.

Como turistas de outros estados brasileiros também se deslocaram para São Paulo para se vacinar, as estatísticas de vacinação mostram até 107% da população acima de 18 anos vacinada com a primeira dose. Tudo isso leva a resultados concretos: "A diminuição das mortes é claramente devida ao aumento da taxa de vacinação", diz a epidemiologista Ethel Maciel, da Universidade Federal do Espírito Santo, em entrevista ao Welt.

[...] A principal razão para a melhoria significativa da situação em São Paulo, bem como no Rio de Janeiro, onde a taxa de vacinação com a primeira dose também está acima de impressionantes 94%, é a intervenção corajosa dos governos estaduais. Ao fazer isso, eles se opuseram ao curso antivacina do presidente populista de direita Jair Bolsonaro.

Bolsonaro sabotou a gestão da saúde desde o início da pandemia. Ele zombou publicamente de possíveis efeitos colaterais, desgastou três ministros da Saúde e até agora pagou "multas" no valor de R$ 80 mil por não usar máscara facial [quando era obrigatório].

Durante meses, somente notícias sombrias sobre o coronavírus vinham do Brasil. Agora, há poucas mortes, e as restrições podem ser retiradas – e isso apesar da má gestão do presidente Bolsonaro.

[...] 8 de novembro de 2021: pela primeira vez em um ano e meio, as estatísticas da covid-19 mostraram zero mortes na segunda-feira da semana passada. Assim, em toda São Paulo, ninguém tinha morrido de coronavírus nas últimas 24 horas – e há poucas dúvidas sobre a razão desse sucesso: a taxa de vacinação enormemente alta.

Estima-se que 46 milhões de pessoas vivem no estado de São Paulo, e mais de 90% de todos os habitantes com mais de 18 anos estão agora totalmente vacinados. Em termos puramente matemáticos, não há um adulto que não tenha recebido pelo menos uma dose contra o patógeno: mais de 100%, dizem as estatísticas. Mas mesmo que esse número esteja provavelmente distorcido pelo crescimento da população e os turistas de vacina, uma coisa é clara: aqueles que recusam a vacinação são uma minoria cada vez menor, não apenas em São Paulo, mas também no Rio de Janeiro, assim como em muitos outros estados brasileiros. Apenas 5% dos brasileiros dizem que não querem se vacinar – e a aceitação está aumentando em vez de diminuir.

Tudo isso é espantoso, ainda mais quando se considera que o governo federal brasileiro costuma diminuir os perigos do vírus. E mais: até mesmo advertiu contra os supostos riscos das vacinas. Não se assumirá a responsabilidade por quaisquer efeitos colaterais, disse o presidente Jair Bolsonaro no final do ano passado: talvez barba pudesse crescer em mulheres, homens começassem a falar fino! E quem sabe no final até se transformassem em jacaré?

É claro que nada aconteceu. O Facebook apagou recentemente um post do presidente em que ele associava as vacinas [contra a covid-19] ao vírus HIV. E mesmo que Jair Bolsonaro ainda não tenha se vacinado, pelo menos oficialmente, muitos membros de seu governo há muito tempo foram imunizados, desde ministros até o vice-presidente. Até mesmo os filhos de Bolsonaro estão agora vacinados, assim como a primeira-dama. Em resumo: o presidente está ficando solitário.

Há várias razões pelas quais tantos brasileiros querem ser ou já foram vacinados, apesar da resistência do chefe de Estado. Em primeiro lugar, há o sistema de saúde pública e a confiança que muitas pessoas no país depositam nele. Embora o Sistema Único de Saúde (SUS) tenha algumas enormes deficiências, ele tem feito muito pelo cuidado com a saúde dos brasileiros nas últimas décadas.

E acima de tudo, as campanhas de vacinação são um pilar importante: hoje existem postos de vacinação mesmo nas menores comunidades no interior e, se necessário, profissionais chegam a viajar de barco até as profundezas da Amazônia. Há um mascote próprio, o Zé Gotinha, uma figura alegre em forma de gota que toda criança do país conhece hoje em dia.

As vacinas são um direito, não um dever, é o que muitas pessoas no Brasil enxergam. Não um perigo, mas um benefício em uma região onde epidemias e doenças já eram uma séria ameaça muito antes do coronavírus: da febre amarela à malária, zika, dengue e doença de Chagas.

Um comentário:

  1. Apesar de você, Bozzo, amanhã será outro dia, com Moro Presidente e o Brasil respeitado, mundialmente.

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