
Nem todas as empresas precisam investir em qualidade de vida, promoção de saúde ou coisa parecida. Só aquelas que querem ser competitivas no século XXI.
Robert Karch
O título deste artigo nos remete aos anos de 1970, que são considerados os 'anos de chumbo' da Ditadura Militar no Brasil e também, quando o país teve um boom na produção artística, especialmente em protesto contra a opressão dos militares contra aqueles que não aceitavam o estado de exceção. Um dos ícones da arte musical de imensa relevância nesse período foi Chico Buarque de Holanda, um craque, ainda em plena forma, quando o ofício é retratar, em letra e música, o povo brasileiro e seus dilemas, traumas e amores. Apesar de você era um grito contra a ditadura e a morte de opositores e que teve a primeira gravação na voz inigualável de Chico Buarque e logo censurada e proibida de continuar sendo tocada.
Hoje, passados 50 anos, sua música continua viva, sendo o Brasil motivo de debate mundial, quase sempre por causa da imbecilidade de termos um presidente da República que prega contra a saúde pública, contra a vacinação, contra os indígenas, contra os quilombolas, contra os negros, contra a educação, contra a cultura, contra a vida.
No dia 17 deste mês, o jornal alemão Die Welt fez uma publicação exaltando os resultados positivos da vacinação no Brasil, apesar de você, presidente Jair Bolsonaro, e lamentando, já no título da matéria a distância que separa o Brasil da Alemanha, quando o assunto é a população ser imunizada contra a covid-19. Por isso, vamos disponibilizar aqui a matéria intitulada "O sucesso da Vacinação com o qual a Alemanha só pode sonhar", na qual se expõe as entranhas de um governo genocida e que fez de tudo para matar a população, embora todos de sua família tenham sido imunizados pela vacina.
Que os eleitores, em 2022, se lembrem muito bem disso e entendam que o Brasil só será mais justo para com seu povo, se não nos atrevermos mais em votar neste tipo de gente. Por isso, nossa aposta é em Sérgio Moro!
O sucesso da Vacinação com o qual a Alemanha só pode sonhar
Embora o país seja governado pelo ferrenho opositor da vacinação Jair Bolsonaro, as taxas de imunização em cidades como São Paulo chegam a 99% [população com mais de 12 anos que tomou a primeira dose]. Os estados desarmaram sozinhos aqueles que se opunham à vacinação – com uma estratégia inteligente.
Naquele dia de novembro, a notícia pipocou em quase todos os celulares brasileiros: "Nenhuma morte por covid-19 em São Paulo." Foi um dia especial para a metrópole de milhões de habitantes. Afinal, a mortífera onda do coronavírus, que já custou a vida de mais de 610.000 pessoas no Brasil até o momento, teve sua origem na capital paulista. Uma tragédia anunciada, já que muitas pessoas em São Paulo vivem em grandes favelas. Nas construções altas e apertadas, eles não tinham nada para conter o vírus.
Mas então veio o resgate: a vacina. E, ao contrário da Alemanha, o povo a aceitou de forma generalizada, em todas as classes da sociedade. De acordo com o jornal diário Folha, 99% dos habitantes oficialmente registrados em São Paulo com mais de 12 anos de idade receberam ao menos a primeira dose da vacina.
Como turistas de outros estados brasileiros também se deslocaram para São Paulo para se vacinar, as estatísticas de vacinação mostram até 107% da população acima de 18 anos vacinada com a primeira dose. Tudo isso leva a resultados concretos: "A diminuição das mortes é claramente devida ao aumento da taxa de vacinação", diz a epidemiologista Ethel Maciel, da Universidade Federal do Espírito Santo, em entrevista ao Welt.
[...] A principal razão para a melhoria significativa da situação em São Paulo, bem como no Rio de Janeiro, onde a taxa de vacinação com a primeira dose também está acima de impressionantes 94%, é a intervenção corajosa dos governos estaduais. Ao fazer isso, eles se opuseram ao curso antivacina do presidente populista de direita Jair Bolsonaro.
Bolsonaro sabotou a gestão da saúde desde o início da pandemia. Ele zombou publicamente de possíveis efeitos colaterais, desgastou três ministros da Saúde e até agora pagou "multas" no valor de R$ 80 mil por não usar máscara facial [quando era obrigatório].
Durante meses, somente notícias sombrias sobre o coronavírus vinham do Brasil. Agora, há poucas mortes, e as restrições podem ser retiradas – e isso apesar da má gestão do presidente Bolsonaro.
[...] 8 de novembro de 2021: pela primeira vez em um ano e meio, as estatísticas da covid-19 mostraram zero mortes na segunda-feira da semana passada. Assim, em toda São Paulo, ninguém tinha morrido de coronavírus nas últimas 24 horas – e há poucas dúvidas sobre a razão desse sucesso: a taxa de vacinação enormemente alta.
Estima-se que 46 milhões de pessoas vivem no estado de São Paulo, e mais de 90% de todos os habitantes com mais de 18 anos estão agora totalmente vacinados. Em termos puramente matemáticos, não há um adulto que não tenha recebido pelo menos uma dose contra o patógeno: mais de 100%, dizem as estatísticas. Mas mesmo que esse número esteja provavelmente distorcido pelo crescimento da população e os turistas de vacina, uma coisa é clara: aqueles que recusam a vacinação são uma minoria cada vez menor, não apenas em São Paulo, mas também no Rio de Janeiro, assim como em muitos outros estados brasileiros. Apenas 5% dos brasileiros dizem que não querem se vacinar – e a aceitação está aumentando em vez de diminuir.
Tudo isso é espantoso, ainda mais quando se considera que o governo federal brasileiro costuma diminuir os perigos do vírus. E mais: até mesmo advertiu contra os supostos riscos das vacinas. Não se assumirá a responsabilidade por quaisquer efeitos colaterais, disse o presidente Jair Bolsonaro no final do ano passado: talvez barba pudesse crescer em mulheres, homens começassem a falar fino! E quem sabe no final até se transformassem em jacaré?
É claro que nada aconteceu. O Facebook apagou recentemente um post do presidente em que ele associava as vacinas [contra a covid-19] ao vírus HIV. E mesmo que Jair Bolsonaro ainda não tenha se vacinado, pelo menos oficialmente, muitos membros de seu governo há muito tempo foram imunizados, desde ministros até o vice-presidente. Até mesmo os filhos de Bolsonaro estão agora vacinados, assim como a primeira-dama. Em resumo: o presidente está ficando solitário.
Há várias razões pelas quais tantos brasileiros querem ser ou já foram vacinados, apesar da resistência do chefe de Estado. Em primeiro lugar, há o sistema de saúde pública e a confiança que muitas pessoas no país depositam nele. Embora o Sistema Único de Saúde (SUS) tenha algumas enormes deficiências, ele tem feito muito pelo cuidado com a saúde dos brasileiros nas últimas décadas.
E acima de tudo, as campanhas de vacinação são um pilar importante: hoje existem postos de vacinação mesmo nas menores comunidades no interior e, se necessário, profissionais chegam a viajar de barco até as profundezas da Amazônia. Há um mascote próprio, o Zé Gotinha, uma figura alegre em forma de gota que toda criança do país conhece hoje em dia.
As vacinas são um direito, não um dever, é o que muitas pessoas no Brasil enxergam. Não um perigo, mas um benefício em uma região onde epidemias e doenças já eram uma séria ameaça muito antes do coronavírus: da febre amarela à malária, zika, dengue e doença de Chagas.
Apesar de você, Bozzo, amanhã será outro dia, com Moro Presidente e o Brasil respeitado, mundialmente.
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