Não há nada de errado com aqueles que não gostam de política, simplesmente serão governados por aqueles que gostam.
PlatãoSegundo o senador Marcos do Val, em conversa com o site O Antagonista, Sérgio Moro o convidou para coordenar a área de segurança pública em eventual programa de governo e fez questão de falar sobre os ataques que sofreu nas redes sociais depois de aparecer ao lado de Moro, durante o ato de sua filiação ao Podemos:
“Eu não sou bolsonarista. Eu sou aliado do governo Bolsonaro, mas não alienado. A pessoa [Jair Bolsonaro] foi escolhida democraticamente para conduzir o país: eu não posso atrapalhar isso, eu posso ajudar. Enquanto ele for presidente, continuarei ajudando. Já deixei isso claro para a Renata [Abreu, presidente do Podemos], falei isso para o Moro.”
O senador Marcos do Val acrescentou, em conversa com O Antagonista, que ao se confirmar a candidatura presidencial de Sérgio Moro e começando a pré-campanha, “não tem como eu não apoiá-lo”:
“Os capixabas me elegeram para combater a corrução, para defender a prisão em segunda instância e o fim do foro privilegiado: essas são bandeiras do futuro candidato Moro.”
Minha opinião
Mudar é uma exigência dos tempos modernos, necessária e sempre vista como a melhor forma de se sobreviver às intempéries da vida. E aí pode estar o grande perigo. Marcos do Val mudou por convicção ou é mais um camaleão que tenta sobreviver à derrocada do bolsonarismo?
E a questão não é tão simples assim, como pontua o senador Marcos do Val, embora mudar de máscara com extrema facilidade seja uma constante no meio político.
O senador acaba de ter intensa participação na CPI da Pandemia, com esdrúxula atuação na tropa de choque montada em defesa do governo Bolsonaro. E, mesmo sob ataques dos meios científico e político, a cloroquina foi sempre defendida pelo senador capixaba, como eficaz no tratamento precoce da covid-19, repetindo a ladainha genocida do governo federal.
Assim, vejo muito frágeis as justificativas que agora tenta dar o senador Marcos do Val para tentar se manter vivo e sob os holofotes, depois da ida de Jair Bolsonaro para o ostracismo. Ou para a prisão!
Ora, se ele, como diz, foi eleito pelo povo capixaba para defender as bandeiras de combate à corrupção e há muito o governo Bolsonaro as expulsou de sua administração, quando se aliou aos maiores corruptos do país, por que Marcos do Val continuou defendendo Jair Bolsonaro e seu mercantilismo de placebos e charlatanismo de ocasião? Por que ele nunca se posicionou claramente contrário aos descalabros perpetrados por Gilmar Mendes e sua gangue suprema ao mudarem a jurisprudência que permitia a prisão depois da condenação em segunda instância? Por que Marcos do Val aderiu ao grupo Muda Senado - grupo de 21 senadores que defende o combate mais ostensivo à corrupção e a volta da regra de prisão depois de condenação em 2ª Instância -, mas continuou defendendo, de corpo e alma, a organização criminosa liderada por Jair Bolsonaro?
Não dá para acreditar em Marcos do Val e em sua repentina conversão ao Morismo.

Pelo que vejo a mentira e mais rápida que a verdade, e para provar a verdade leva umas décadas!
ResponderExcluirDe um autor desconhecido em citação no site O Pensador: "Uma mentira dá uma volta inteira ao mundo antes mesmo de a verdade ter oportunidade de se vestir."
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