terça-feira, 24 de setembro de 2024

A confissão de Marcelo Odebrecht e por quê o amigo do amigo do meu pai precisa ser investigado pelo Supremo

Que Deus me defenda dos amigos, que dos inimigos me defendo eu.

Jean Hérault de Gourville (1625-1703) aristocrata e aventureiro francês

O ministro do Supremo Tribunal Federal, advogado Antônio Dias Toffoli, vem trabalhando insistentemente para livrar a Odebrecht e seu ex-presidente Marcelo Odebrecht de eventuais condenações criminais e pagamento de multas, com a esfarrapada desculpa de que "Moro conversava com o Dallagnol", como se o ministro Alexandre de Moraes está fazendo o mesmo, em conversas nada republicanas com seus auxiliares, incluindo a fabricação de relatórios que incriminem pessoas e permitem a ele incluí-las no "Inquérito do Fim do Mundo".

Pois bem, apesar do esforço vitorioso, em parte, do ministro Toffoli, em defesa do empresário Marcelo Odebrecht, este o delatou dizendo que o codinome "Amigo" da planilha de propinas da Companhia se referia ao "amigo do amigo do meu pai" o ministro supra citado.

O ministro não somente anulou, mas também mandou destruir todas as provas contra Marcelo Odebrecht e, em contrapartida, agindo em benefício próprio, na tentativa de tornar o codinome "amigo do amigo do meu pai" peça de folclore.

Mas ele muito o que mandar destruir, pois os vídeos dos interrogatórios de Marcelo Odebrecht estão na internet. Assim é possível ouvir o que ele disse claramente - Anexo 3 da Delação -, em relação ao pagamento de propinas pela Odebrecht a interlocutores do presidente Lula ("o amigo do meu pai").

Entre 2008 e 2015, os meus principais interlocutores para tratar de todos os temas que eu tratava eram Palocci, em primeiro lugar, e depois, Guido Mantega. Dessa relação, eu acabava, disponibilizava, negociava com eles valores, num processo mais ou menos acumulado que, ao longo de 2008 e 2015, acabou sendo um montante, que eu acabei disponibilizando para eles 300 milhões de reais.

O vídeo (ver aqui: https://www.youtube.com/watch?v=tVbxMU9-Q4I) é longo (16 min.) e nele Marcelo Odebrecht, que em primeiro lugar afirma que delatava por espontânea vontade, afirma que a propina de 300 milhões de reais foi paga para as campanhas presidenciais de 2010 e 2014 (Lula e Dilma), para campanhas presidenciais no exterior (apoio a ditadores amigos de Lula), para o Instituto Lula, para o PT e outros partidos aliados de Lula e pagamento a revistas que falavam bem do governo corrupto de Lula.

Este depoimento é prova irrefutável dos crimes cometidos pelo Lula e Dias Toffoli luta desesperadamente para enterrar tais provas, tendo mandado destruir os arquivos com as planilhas de pagamento de propina.

O que, realmente, está por trás dessas manobras espúrias do STF - já que outros ministros deram apoio ao colega? Depois que ouvimos nove desembargadores discutindo sobre atrasos no recebimento de propina por venda de sentenças, fica uma pulga atrás da orelha cutucando: "quanto, quanto?".

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