
O Catilina contemporâneo continua vislumbrando o domínio da nação. Asseclas desesperados ‒ depois de enganados! ‒ agora imploram uma réstia de luz para a escuridão governamental.
João Batista do Lago, jornalista, escritor e poeta maranhense
A desculpa esfarrapada de sempre: "havia um conluio entre o Moro e os procuradores", está servindo para anular condenações e abrindo caminho para a devolução de bilhões de reais para os delatores da Lava Jato.
Ontem (27/9/2024), foi a vez de receber o benefício da "descondenação" o empresário e ex-presidente da OAS Léo Pinheiro, um dos principais delatores da Lava Jato e quem entregou os podres de Lula.
Veja o que publicou a Folha de S. Paulo do dia 20 de abril de 2017:
"O empresário Léo Pinheiro, sócio da OAS, disse em audiência em Curitiba que o ex-presidente Lula pediu para ele destruir provas sobre propinas que a empreiteira pagou ao PT.
Segundo Pinheiro, Lula e ele discutiram sobre propina no Instituto Lula, entre abril e maio de 2014, dois meses depois que a Operação Lava Jato ter sido iniciada. Lula parecia "um pouco irritado" e teria perguntado se a OAS pagava propina ao PT no Brasil ou no exterior, segundo o relato feito pelo empreiteiro.
O empresário disse que respondeu que pagava no Brasil. O ex-presidente arguiu se ele mantinha os registros dos pagamentos feitos ao tesoureiro do PT à época, João Vaccari Neto. O empresário disse que mantinha.
Lula teria dito, segundo Pinheiro: "Você tem algum registro de algum encontro de contas, de alguma coisa feita com João Vaccari? Se tiver, destrua".
"Ele me disse 'olha, se você costuma ficar anotando documento, é melhor que você não participe de nada'. Ele foi muito duro na conversa comigo. Não sei lhe responder infelizmente por que ele estava tão irritado", disse o empreiteiro."
Isso nada tem a ver com conluio algum; Léo Pinheiro não inventou nada disso, ele apenas relatou o que aconteceu: Lula comandava o esquema de corrupção petista.
No mesmo depoimento, Léo Pinheiro também falou sobre o triplex do Guarujá, aquele que nunca foi de Lula, mas que agora ele reivindica o pagamento de mais de 800 mil reais por tê-lo perdido. Cara de pau é pouco.
Mas as catilinas de plantão no Supremo atuam para desconsiderar tudo que foi confessado e para tornar todos os corruptos e corruptos livres, leves e soltos.
Dias Toffoli, além de eventual motivação financeira - não acredito que suas ações sejam movidas por crença na Justiça -, com certeza faz de tudo para voltar a ganhar o carinho de Lula, com quem teve as relações estremecidas.
Até quando vamos ter paciência com ministros que atuam para favorecer bandidos de alta estirpe? Até quando vamos continuar elegendo senadores que não cumprem com suas obrigações constitucionais?
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