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| Crédito da Foto: Neofeed |
Martin Luther King, Jr. (1929-1968) foi líder de movimentos pacíficos que buscavam o respeito aos direitos dos negros e o fim da discriminação racial nos EUA.
O título deste artigo foi uma alusão a um trecho da obra "Recordações de um desterrado em Fernando de Noronha", do jornalista, editor e diretor do jornal Tribuna da Imprensa Hélio Fernandes (1921-2021), que foi exilado na ilha de Fernando de Noronha durante o Regime Militar, por não aceitar a violenta censura da Ditadura.
Depois de 1964, os militares ficaram com a parte maior do bolo, manobrando à vontade. Mas os civis que os estimulavam, não se incomodavam, porque suas ambições também não eram muito profundas. Queriam se manter na mediocridade ambiente, garantir uma viagem anual com ajuda de custo e representação, serem lembrados de vez em quando para um Ministério ou para um posto de ostentação igual, com carro oficial, preocupação quase que geral. (...) Ficava pensando o que aconteceria no dia em que um militar mais decidido e mais austero, assinasse um decreto dizendo apenas: "fica proibido, em todo o território nacional, o uso do carro oficial. Tenho a impressão que aí sim, haveria uma revolução de verdade, até com sangue correndo... (Fernandes, 1967).
Quando Hélio Fernandes publicou esta obra, logo depois de voltar ao Rio de Janeiro, depois de cumprir o desterro determinado "por ordem superior", ele cita o "carro oficial" como símbolo de ostentação das mordomias e privilégios do funcionalismo público e de políticos da época.
Hélio Fernandes, que viveu 100 anos, deve ter se julgado bastante ingênuo ao ver a redemocratização da República e a aprovação de uma nova Constituição Federal que abriu as portas para as Emendas Parlamentares - sempre fraudadas desde as primeiras -, e para mil e uma tramoias perpetradas pelo Congresso Nacional e os governos que sucederam o Regime Militar.
No rastro destes eventos veio um nível escandaloso de mordomias e privilégios da classe política e de seus agregados - o STF há muito deixou de ser uma corte constitucional para ser palco político.
Hoje, apesar da fantástica frota de carros oficiais, a turma quer mesmo é voar em jatinhos da FAB. Nada de voo comercial.
Por exemplo, no "enigmático" e, por que não "suspeito" evento promovido pela Esfera Brasil em Roma, nos dias 11 e 12 de outubro de 2024, o presidente do Senado Federal Rodrigo Pacheco e seu potencial sucessor Davi Alcolumbre, foram em um jatinho da FAB.
Outras autoridades usaram outros jatinhos da Aero Linhas Aéreas FAB S.A., cujas regras são frouxas e abrem espaço para todo tipo de dissimulação.
Quanto não custa uma brincadeira dessas?
Mas, considerando que somente as residências oficiais dos presidentes do Senado e da Câmara dos Deputados trabalham 43 funcionários, em cada uma, a viagem de jatinho passa até despercebida.
É muita mordomia e privilégio.
Só de carros oficiais, cada residência tem 4, com 8 motoristas. Agora, some aí o que se gasta com os palácios, os tribunais superiores, as intermináveis viagens oficiais com restrição de informação (Sigilo de até 100 anos).
Veja a foto abaixo.
É o presidente do Tribunal de Contas da União (TCU) Bruno Dantas, que também participou da farra em Roma. E ele, acompanhado da mulher Camila Funaro Camargo - CEO do Grupo Esfera Brasil -, e filho, foram cumprimentar o Papa Francisco.
Fica a dúvida quanto ao custeio de todas as autoridades brasileiras que foram para Roma (passagens, diárias para seguranças e assessores, pagamento por palestras), pois quando não é com dinheiro público, é com patrocínio de empresas encrencadas com a Justiça, como a JBS, o Banco Master e vários outros.
Esta joia da arquitetura barroca (Ver abaixo) foi construída em 1644 e fica na Piazza Navona, Roma.
Veja detalhe do interior da embaixada brasileira em Roma, que será sua restauração bancada pela Samsung, ao custo previsto de 15 milhões de Euros.
Vamos falar (aguarde!) sobre os patrocinadores deste evento e detalhar suas encrencas com a Justiça, para você entender porque essas empresas patrocinam tais eventos e o que há por trás dessa festança.




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