
O dinheiro dos tolos é o património dos espertos.
Denis Diderot (1713-1784) foi um filósofo, escritor e tradutor francês, encarregado de coordenar a elaboração da “Enciclopédia”, a obra que melhor sintetizou o pensamento iluminista.
Os irmãos Batista, donos da JBS - a companhia mais conhecida do grupo J&F -, da Eldorado Brasil Celulose, do Banco Original, da Flora Higiene e Cosméticos, do Pic Pay, do Canal Rural, da LGH Mining (mineração), da Fluxus (óleo e gás), da Âmbar e de outras muitas empresas no Brasil e no exterior, depois de serem processados e condenados por corrupção ativa, organização criminosa, lavagem de dinheiro, uso de informações privilegiadas e manipulação do mercado de ações e outros crimes, andam livres, leves e desenvoltos nos principais Gabinetes do Planalto.
E, novamente, fazendo negócios obscuros com o Governo Lula, agora com as costas quentes, depois do apoio recebido de ministros do STF: Dias Toffoli suspendendo o pagamento da multa de R$ 10,3 bilhões negociada com a 5ª Câmara de Coordenação e Revisão do MPF, em 2017, para se livrarem da cadeia pelos crimes praticados e confessados; Edson Fachin, que não recebeu da PGR a Denúncia de pagamento de propina da JBS ao ex-ministro de Lula, o italiano Guido Mantega e outros que, por enquanto, estão na moita esperando o momento adequado para se pronunciarem.
O Tribunal de Contas da União "finge de égua", já que o presidente do Tribunal, Bruno Dantas, tem afetivas relações com Joesley Batista, tendo inclusive sido flagrado pela Veja em noitada festiva no iate do cowboy goiano.
Então, vamos aos fatos mais recentes.
Em junho de 2024, a Âmbar, empresa do grupo J&F responsável pela geração e transmissão de energia para as unidades operacionais da JBS, incluindo termoelétricas poluentes (carvão mineral e gás), plantas eólicas, hidrelétricas, biomassa e solares, adquiriu por R$ 4,7 bilhões, doze unidades de geração termoelétricas da Eletrobrás, com capacidade instalada de 2 GW que há 1 ano tentava se desfazer destes ativos.
O preço da venda inclui um earnout de R$ 1,2 bilhão, que é um pagamento adicional condicionado a resultados futuros do negócio.
Apesar de ser um sistema de geração de energia poluente, o preço do gás natural tem caído e os reflexos das mudanças climáticas, tornou quase obrigatório e ainda mais lucrativo manter estas unidades em operação.
Além disso, os irmãos Batista estão explorando, com a Fluxus, gás natural na Bolívia, o que poderá tornar sua operação no futuro ainda mais e mais lucrativa.
Só para não esquecer: em 2017, a Polícia Federal monitorou a entrega pela JBS de uma maleta com R$ 500 mil a um comparsa do ex-presidente Michel Temer, como parte de um acordo que deveria manter estável o preço do gás natural, com mudança da política de preços da Petrobrás.
Por este famigerado acerto entre corruptor e corruptos, durante o período em que a termoelétrica de Cuiabá estivesse em operação, Michel Temer receberia, semanalmente, a mesma quantia de R$ 500 mil.
Parecia ser um negócio bom demais, principalmente para quem já demonstrou não ter qualquer escrúpulo, como é o caso dos envolvidos neste esquema.
Mas voltemos aos fatos atuais.
Como parte do acordo de venda das 12 termoelétricas para a Âmbar, a Eletrobrás concordou em transferir para os irmãos Batista todos os créditos que ela tem contra a Amazonas Energia — mais de R$ 6 bilhões -, ou seja, mais do que a Âmbar pagou pela transação, embora não haja garantia de que a Âmbar vá receber a totalidade destes créditos.
Mas, para quase tudo há um jeitinho, não é?
Aí, entra na jogada a compra pelos irmãos Batista da inadimplente e quase falida Amazonas Energia. Mas os irmãos Batista iriam assumir uma dívida de quase R$ 12 bilhões da AM Energia?
Calma!
Como diria o Chaves: "Vocês não contavam com a minha astúcia". Bom, teve um candidato a prefeito de São Paulo que tentou isso e se deu mal.
Xi, conversa atravessada!
Mas, embora, contudo, todavia, nesta vida de malandragem, tudo pode acontecer...
Pressionado pela decisão da juíza federal Jaiza Pinto Fraxe, que intimou o diretor-geral da Aneel Sandoval Feitosa a cumprir a decisão já proferida para que ele exercesse o voto de Minerva, desfazendo o impasse que havia travado a transferência de controle da companhia na Aneel, este não teve outra opção a não ser determinar que isso fosse feito.
Também atuou pressionando a Aneel a aceitar os termos da Âmbar o ministro das Minas e Energia - boneco do ventríloquo Lula -, Alexandre Silveira. Estranho isso? Nada; fazia parte do jogo.
A ação foi movida pela Amazonas Energia contra a Aneel, sob alegação de que a demora na decisão poderia atrapalhar o negócio com a Âmbar.
Contrariando a área técnica da Aneel, Sandoval aprovou o plano apresentado pela Âmbar - diferente do que queria a área técnica da Aneel -, para ela assumir a distribuidora de energia do Amazonas ao custo de R$ 14 bilhões, que, ACREDITE, será bancado pelas contas de luz de todos os consumidores do País ao longo dos próximos 15 anos.
Este sempre foi e continua sendo o país do jeitinho e das maracutaias, que sempre favorecem os poderosos em detrimentos da população brasileira.
Viva Lula, viva a Injustiça brasileira do País da Corrupção e da impunidade.
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