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| Para quem nunca viu, este é o verdadeiro abraço de tamanduá, durante evento de posse do ministro Luis Roberto Barroso na Presidência do Supremo Tribunal Federal |
Rifa-se
este coração desequilibrado emocional que abre sorrisos tão largos que quase dá pra
engolir as orelhas, mas que também arranca lágrimas e faz murchar o rosto.
Ricardo Labatt –
jornalista e político brasileiro
Uns dizem que mais parece briga de colegiais, rolando na poeira depois de prometerem o famoso “te pego lá fora”, mas, o local não é muito apropriado para este tipo de arroubo juvenil, pois se trata do Plenário do Supremo Tribunal Federal.
Outros afiançam que se deve deixar pra lá, pois “aquilo ali é briga de cachorro grande”; fazendo o famoso “finge que não viu”.
Sabemos que a Corte
Suprema é uma instância mais política do que jurídica, formada por indicados e
sabatinados por políticos, às vezes, sem base intelectual e ética para ser
alçado ao posto de ministro de um Tribunal Constitucional.
Além disso, é fartamente sabido que alguns
ministros foram indicados ao cargo com a única missão de desempenhar um papel bem
diverso do que deles espera a sociedade: libertar seus corruptos de estimação e
trabalhar para engessar a Justiça e as investigações policiais contra os
políticos do grupo que representam e pelos quais chegaram ao Poder.
E o protagonista maior dessas discussões
acaloradas e, não raras vezes, que provocam a suspensão da sessão de julgamento,
é o ministro Gilmar Mendes. Sobre isso, assertivamente disse o ministro Barroso:
“(...) Vossa Excelência está sempre com ódio de alguém, sempre com raiva de
alguém”.
E sempre é assim: vossa excelência pra
lá, vossa excelência pra cá, e o pau come solto, e as línguas e mentes
contaminadas pelo ódio e pela vaidade que graça o recinto da Suprema Corte,
deixam fluir pelos quatro cantos do mundo, via TV Justiça, o lado mesquinho, arrogante - e, por que, não? -,
criminoso daqueles que deveriam agir como atores do equilíbrio da República.
Por
exemplo: em 2009, o presidente do STF, ministro Gilmar Mendes, protagonizou uma
das mais duras discussões da história do tribunal, oportunidade em que o
ministro Joaquim Barbosa o acusou de manter "capangas" no Mato Grosso, seu Estado natal e onde tem
fazendas de produção agropecuária, em associação familiar.
Os ministros debatiam
uma ação que já havia sido julgada no Supremo em 2006 e era referente ao
pagamento de previdência aos servidores do Paraná. A discussão começou quando
Joaquim Barbosa questionou o então presidente da Corte, Gilmar Mendes, por
considerar que o argumento dele não tinha sido discutido o suficiente.
Depois de colocações
parte a parte, Gilmar Mendes, do nada, disse ao ministro Joaquim Barbosa, que ele
não tinha condições de dar lição de moral a ninguém e que julgava por
classe.
-
Se Vossa Excelência julga por classe...
-
Não, eu sou atento às minhas decisões.
-
V. Excia não tem condições de dar lição a ninguém.
-
E nem Vossa Excelência. Vossa Excelência me respeite. Vossa excelência está
destruindo a Justiça deste país e vem agora dar lição de moral em mim?
-
[Sonoras gargalhadas] do ministro Gilmar Mendes.
-
Saia à
rua ministro Gilmar. Saia à rua. Vossa Excelência não tem qualquer condição.
- [Tentativas de alguns
ministros em apartar a briga]
- Eu estou na rua,
ministro...
- Vossa excelência
não está na rua. Vossa Excelência está na mídia, destruindo a credibilidade do
Judiciário brasileiro. É isso. Vossa Excelência quando se dirige a mim não está
falando com os seus capangas do Mato Grosso, ministro Gilmar. O senhor me respeite.
Respeite!
- [Nova tentativa de
apartar a briga]
- Ministro Joaquim, Vossa Excelência
me respeite.
- Eu digo a mesma coisa.
Nesse momento, o ministro Marco
Aurélio de Mello propõe encerrar a sessão plenária, alegando que a discussão
estaria “descambando para um campo que não se coaduna com a liturgia do Supremo”.
Mesmo quando se tentava encerrar a sessão da Corte, os ministros Gilmar Mendes e Joaquim Barbosa continuaram batendo boca. Por fim, a sirene de encerramento tocou e a TV Justiça interrompeu o áudio deste triste episódio.

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