Por mais imbecil que você seja, sempre haverá um imbecil maior para achar que você não o é.
Millôr Fernandes
No dia 23 de março de 2020, o Brasil contava com 1.894 casos da Covid-19 e 34 mortes. Era o início da pandemia do Coronavírus, declarada assim pela Diretoria da Organização Mundial da Saúde (OMS). No dia anterior, o presidente da República usou a rede de televisão e rádio para se pronunciar à Nação, já criando a primeira polêmica sobre o assunto, ao atacar os governadores que defendiam fechar as fronteiras e estabelecimentos comerciais e estimular a quarentena, com o objetivo de barrar o contágio pelo desconhecido vírus. Para Bolsonaro, o problema era somente uma "gripezinha" e não havia qualquer motivo para pânico e para travar a economia.
Foi o primeiro panelaço ouvido durante um pronunciamento do chefe da Nação, pois o povo se sentia insultado com o desprezo com que Bolsonaro tratava questão tão séria.
Com o passar dos meses e os números só crescendo e Bolsonaro continuando desdenhando do vírus e estimulando as aglomerações, numa postura, no mínimo, irresponsável, ele passou a ser visto pelo mundo afora como um perfeito imbecil e foi xingado em todas as línguas e continentes. Por exemplo, ele foi descrito como um “inabalável imbecil” em texto publicado na editoria Internacional do jornal suíço Luzerner Zeitung, de Lucerna.
A matéria do jornal suíço explica aos leitores que Bolsonaro agia comprovando que não acreditava na gravidade da pandemia do novo coronavírus. “Na noite de domingo, o chefe de Estado da maior nação da América Latina contrariou o próprio ministro da Saúde (Mandetta) e teve contato com manifestantes em Brasília”, diz parte do texto.“O sinal que Bolsonaro envia é claro: ele não se importa em colocar outras pessoas em risco”, cita outra parte do texto, assinado por Philipp Lichterbeck.Philipp também mencionou o que chamou de “o perigo que vem das igrejas”. Ele escreveu sobre líderes religiosos, como Edir Macedo e Silas Malafaia, que questionaram as recomendações do Ministério da Saúde e decretos de governadores que impediram cultos religiosos com presença de público, recomendando a prática religiosa por meio de transmissão on-line. (A Redação. Goiás. 23 mar. 2020).
Quatro dias depois (26) da fala de Bolsonaro, o cantor e compositor Falcão lançava uma música que os fãs interpretaram como dedicada ao presidente Jair Bolsonaro: "Você está certo, quem tá errado é o Papa". A letra, carregada do humor desconcertante que caracteriza a obra do artista, diz:
"Então se você pensa que o bom é ser mau / Pra viver a vida só cagando o pau / Então seja! // Se você acredita que sendo imbecil / Vai fazer diferença em prol do Brasil / Então vá!".
s
Um mês depois, foi a vez da TV Argentina chamar Bolsonaro de imbecil e pedir o fechamento da fronteira com o Brasil. Assista o vídeo. A reportagem também citou o então ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, que discordava da forma com "o imbecil" vinha tratando tão grave problema.

Nenhum comentário:
Postar um comentário