Sábio é aquele que conhece os limites da própria ignorância.
Sócrates
Durante a pandemia da gripe espanhola de 1918, surgiu nos Estados Unidos o Movimento Anti-máscara. Como grande admirador dos States e preso no século passado, o presidente Jair Bolsonaro ensaiou liderar tal movimento no Brasil de 2020, mas sensibilizou um pequeno grupo de apoiadores que se intitulava "Os 300 do Brasil" e que foi desarticulado rapidamente pela prisão de meia dúzia de seus membros mais radicais.
Realizado há mais de cem anos, o protesto anti-máscara realizado na Filadélfia, se iguala às manifestações recentes em alguns estados americanos e também em partes do Brasil e de outros países contra as regras de distanciamento social, o fechamento do comércio e outras medidas impostas para conter a atual pandemia do novo coronavírus.
O presidente, mesmo sem os seus idiotizados, continuou sua saga contra a máscara, mas sem a repercussão que queria, lembrando que em toda sua vida política, ele sempre se alimentou de polêmicas e idiotices que, infelizmente, sempre encontra acolhida entre iguais.
O presidente também tentou emplacar a Cloroquina como medicamento infalível para o tratamento da doença, embora o restante do mundo atestasse a sua ineficácia. Para o imbecil, que se acha a mais esperta das criaturas, se a cloroquina tivesse sido utilizada, 1/3 das mortes poderia ter sido evitada. Sem qualquer base, ele vomita tal asneira e sua máquina de fake news comandada por criminosos cibernéticos a serviço do governo federal, trata de espalhar como se verdade fosse.
O presidente Jair Bolsonaro mandou importar da Índia, pagando o dobro do preço de mercado, a matéria-prima para produzir o medicamento no laboratório do Exército, tendo provocado, além do gasto desnecessário, o encalhe de medicamento contra a malária, que é a sua única aplicação.
Saiu a cloroquina, mas restou a ignorância.
E Bolsonaro, como era de se esperar, sempre procura outra polêmica para realimentar seu gado, ávido por mentiras e coisas fúteis. Assim, ele passou a trabalhar contra a CoronaVac, vacina em fase promissor de testes e que será produzida pelo Instituto Butantã, de São Paulo, já a partir de novembro de 2020. Aí, já não presta mais, porque São Paulo é governado por João Dória, que passou à categoria de inimigo, quando se colocou como eventual candidato à Presidência da República em 2022.
E o Dr. Bolsonaro, que queria que todos tomassem a Cloroquina, agora ironiza o governador paulista dizendo que o mesmo "se intitula médico do Brasil". Coisa medíocre vinda de um sujeitinho medíocre, que há quase dois anos no Poder só sabe trabalhar pensando na reeleição, deixando de lado todos os graves problemas enfrentados pelo Brasil.
Para coroar seu atual estágio, Bolsonaro fala contra a vacinação obrigatória pregada pelo governador de São Paulo e prega que se vacine quem quiser, pois o Estado não tem o poder de obrigar ninguém a se vacinar. Sorte, é que a maioria dos brasileiros espera ansiosa pela vacina e vai se empenhar em tomá-la. A minoria que se opor à vacinação não causará problema, somente barulho que se soma à cafajestagem de Bolsonaro, o presidente que se elegeu com a bandeira da moralidade e do combate à corrupção e que se entregou à bandidagem do Centrão.


#FechadoComBolsonaro
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