Se desculpas adiantassem, para que polícia?
Jardim de Meteoros
Como todos sabem, o presidente falastrão quer fugir de ser interrogado pela Polícia Federal, em inquérito que investiga sua atuação para fazer alterações na Polícia Federal, com o único e criminoso propósito de proteger seus filhos corruptos e investigados por outros crimes. Mas, a defesa de Sérgio Moro protocolou no STF pedido para que o presidente Bolsonaro preste depoimento de forma presencial no inquérito que investiga suposta interferência na Polícia Federal, relata Helena Mader na Crusoé.
Os advogados de Moro contestam um agravo apresentado pela AGU, que defendeu o interrogatório por escrito. A questão aqui não é política, mas jurídica, como explica a defesa de Sérgio Moro:
“Da leitura do texto legal constata-se que a prerrogativa nele insculpida não se estende àqueles – mesmo os membros efetivos do Poder Legislativo ou o chefe do Poder Executivo – na condição de investigados ou denunciados”, diz o documento entregue pelos advogados de Moro.
Ou seja, Jair Bolsonaro foi intimado na condição de parte no inquérito, acusado por Moro de tentar intervir na Polícia Federal para proteger seus filhinhos bandidos. A defesa do ex-ministro da Justiça destacou que Moro participou de “uma longa oitiva” presencialmente, em maio.
“O entendimento do decano deste Supremo Tribunal Federal prestigia a equidade de posições entre aqueles que ostentam a condição de arguidos em procedimento investigatório, uma vez que o ora peticionário Sergio Moro fora ouvido, presencialmente, perante às autoridades da persecução penal, em longa oitiva”.
Importante pontuar que Sérgio Moro, durante cerca de oito horas,no dia 2 de maio (sábado)prestou todos os esclarecimentos diretamente à Polícia Federal e é o mínimo que se espera de Bolsonaro, que foge da Justiça, como seu filho Flávio vem fazendo há meses, tentando anular provas e suspender processo, por não conseguir provar sua inocência,diante da robustez das provas, que o colocam na cena de diversos crimes, como apropriação de parte do salário de funcionários, simulação de contrato de funcionários (fantasmas), lavagem de dinheiro, etc.
Em seu depoimento, Moro afirmou aos policiais federais que a mensagem de celular na qual Bolsonaro teria pedido para ele próprio indicar o superintendente da Polícia Federal no Rio foi enviada pelo presidente no começo de março, quando o então ministro e o então diretor-geral da PF, Maurício Valeixo, estavam em missão oficial nos Estados Unidos.
E a desfaçatez do presidente Jair Bolsonaro é algo assustador. É coisa de chefe de milícia e não de chefe de Estado. A mensagem tinha, mais ou menos o seguinte teor:
"Moro você tem 27 Superintendências, eu quero apenas uma, a do Rio de Janeiro".
Sobre a forma de prestar esclarecimentos à Polícia Federal ainda será decidido pelo Supremo Tribunal Federal e sabemos que Bolsonaro tem jantado, comido pizza e abraçado alguns dos ministros daquela corte que ele espera. É esperar e torcer para que o Supremo tome a decisão correta, que é determinar que Bolsonaro seja ouvido presencialmente na PF e que a defesa de Sérgio Moro possa inquiri-lo a respeito dos fatos criminosos envolvendo sua atuação para dominar a PF do Rio de Janeiro e abafar o inquérito que investiga seus filhinhos criminosos.
URGENTE - O ministro Luiz Fux, presidente do STF, marcou para quinta-feira (8/10) o julgamento do pedido do presidente Jair Bolsonaro para depor por escrito no inquérito que investiga se ele interferiu na Polícia Federal. Ele atendeu pedido do ministro Celso de Mello, relator do inquérito, que se aposenta no próximo dia 13/10/2020. Será sua última manifestação em plenário da Corte.
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